Pequena Miss Sunshine

Pequena Miss Sunshine“Pequena Miss Sunshine” é, sem sombra de dúvidas, a melhor surpresa gerada no ano passado. Independente, o filme rendeu quantia múltipla nas bilheterias e inúmeros prêmios da crítica especializada e público. Não é um filme para todos os gostos, mas aceitando a bela história de família anormal que tenta a todo custo mostrar que não são perdedores, será brindado com um pequeno grande filme.

Uma família de classe média baixa é composta por perfis embaraçosos. Richard (Greg Kinnear) é o pai decadente que cria um método sobre vencedores e fracassados, tentando ao mesmo tempo se adequar aos primeiros. Sheryl (Toni Collete) é a mulher da casa que parece insatisfeita com a rotina familiar. Dwayne (Paul Dano) faz voto de silêncio e é revoltado com a própria vida que leva. O avô da família interpretado pelo oscarizado Alan Arkin é viciado em heroína. Frank (Steve Carell) tentou suicídio após paixão homossexual não correspondido. De todos, a única sem problemas aparentes é a pequena Olive (Abigail Breslin, indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante). Ela quer a todo custo participar do evento anual chamado Little Miss Sunshine, onde será o caminho para a família inteira rever seus próprios conceitos.

Se é necessário justificar o barulho da fita, provavelmente será pelo motivo de reunir dois gêneros tão desiguais com maestria: o drama e humor. É fácil rir e se emocionar com os acontecimentos que cercam o filme, que por mais peculiares que sejam retratados, são honestos e admissíveis. Dramático demais? Não mesmo. Apenas aguarde pelo ápice da obra, passado no clímax. Sequência antológica, engraçadíssima e que cria um laço de união para esta família de forma comovente.

Título Original: Little Miss Sunshine
Ano de Produção: 2006
Direção: Jonathan Dayton e Valerie Faris
Elenco: Abigail Breslin, Greg Kinnear, Paul Dano, Alan Arkin, Toni Collette, Steve Carell, Justin Shilton, Bryan Cranston e Lauren Shiohama
Cotação: ****

 

10 comments on “Pequena Miss Sunshine
  1. Excelente, contundente, maravilhoso e hilário. Uma comédia como poucas e um drama magnífico.3.5/4 estrelas

  2. A vida é um concurso de beleza atrás do outro.Alex, esse é um filme muito especial para mim… Que bom que conquistou 2 prêmios Oscar, mas quero destacar muito a presença de Paul Dano, que – e estou tendo cuidado com o que escrevo, rsrsrsrs – vai ser um dos grandes atores dessa nova geração de Hollywood.abs!

  3. Pra mim foi o melhor filme de 2006 (não dos que estrearam por aqui, já que prefiro “Brokeback Mountain”) e deveria ter ganho o Oscar de melhor filme – mas o resultado para “Os Infiltrados” foi justo. O melhor do filme (além do roteiro) é o elenco que deve ter recebido bem pouco pra participar de uma fita dessas. Greg Kinnear entrega sua melhor atuação desde “Melhor é Impossível”, enquanto que o Oscar para Alan Arkin foi um dos mais merecidos dessa edição do prêmio (A Abigail também deveria ter ganho). E como o Túlio disse, o Paul Dano é uma grande revelação, aposto que será um ator reconhecido daqui a alguns anos. Excelente, pois não é todo filme que te faz chorar e sorrir (quase) ao mesmo tempo.

  4. Wally, exatamente!Suas poucas palavras resumem perfeitamente toda a qualidade da obra!

  5. Vinícius, não achei que Alan Arkin tenha merecido o prêmio. Mesmo que tenha se saído muito bem, ele já demonstrou muito mais talento em filmes anteriores (até mesmo no drama subestimado Anjo de Vidro ele estava melhor). Fosse melhor que Paul Dano ou Steve Carell tivesse sido indicado no lugar dele. No restante, achei também o melhor de 2006!Tudo de bom!

  6. Cassiano, é verdade!Não há prêmio melhor para o filme do que sua celebração pelo público que o assistiu. Isso é o mais fundamental para o filme ser um verdadeiro campeão.

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