Resenha Crítica | Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (2007)

Fantastic Four: Rise of the Silver Surfer, de Tim Story

Entre o ritmo comprometedor, nenhuma performance muito adequada e uma direção sem identidade, reside algo de fato interessante nesta sequência do sucesso de férias de 2005, o “Quarteto Fantástico”. A nova adaptação dos modestos quadrinhos criados na década de 1960 por Stan Lee e Jack Kirby se chama “Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado”.

Heróis vítimas mais da popularidade do que pela ameaça estabelecida, o filme ganha graça quando eles são notícias de tabloides ou telejornais, o que garante nos primeiros minutos novo fôlego a onda medíocre de adaptações de outras HQs, já que os quatro mutantes expostos à radiação cósmica não recorrem a máscaras ou uniformes circenses para se esconderem do público. A fama é bem-vindas.

Reed Richards (o Senhor Fantástico de Ioan Fruffud), Susan Storm (a Mulher Invisível de Jessica Alba), Johnny Storm (o Tocha Humano de Chris Evans) e Ben Grimm (o Coisa de Michael Chiklis) se adaptaram muito bem após aceitarem as suas condições de mutantes. Assim, são feitos os preparativos do casamento de Reed e Susan, ainda que o Senhor Fantástico não consiga se concentrar tanto na futura união quando é convocado para criar uma bugiganga para evitar um desastre por todo o planeta Terra.

Não demora muito para desvendar o que está por trás disso. É o Surfista Prateado, que ganha o corpo de Doug Jones (que fez o herói Abe Sapien em “Hellboy”) e a voz de Laurence Fishburne. Mas o verdadeiro mentor do possível plano de “preparar” o nosso planeta para ser absorvido é Galactus – O Devorador de Mundos. Não obstante, há ainda a presença de Dr. Destino, o vilão único do primeiro filme.

É quando o perigo começa a ganhar formas que o filme empaca. Se o Surfista do título garante atenção quando estamos ao ponto de descobrir as suas motivações, o mesmo não se pode dizer dos outros vilões. Não conseguimos temer a presença de Dr. Destino e muito menos a de Galactus, que mais parece um esboço de efeitos visuais caracterizado com uma enorme nuvem cinzenta. Os rumos mais sérios são inevitáveis, mas a pouca inspiração em conduzi-los acaba por comprometer a diversão que rendia até então.

Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

24 Comentários em Resenha Crítica | Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (2007)

  1. Alex, acho que “Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado” é uma continuação melhor do que o primeiro filme da série. E acho que os filmes dessa série funcionam porque equilibram muito bem os elementos de ação, com os de romance, os de comédia.Se não é o filme mais impressionante desse meio de ano, com certeza, é um dos mais divertidos, um dos que mais cumpriram (bem) o seu papel.

  2. Acho o primeiro filme da série execrável, portanto esse segundo necessariamente seria melhor. E é mesmo superior em diversos aspectos, mesmo contendo alguns erros insuportáveis do original. O grande destaque é o Surfista Prateado, desde seu conceito visual até sua importância para a trama.Abraço!

  3. Kamila, mesmo com a cotação baixa, “O Surfista Prateado” não é uma produção que detestei (em número, minha nota seria 5.5). Não gosto nenhum pouco da versão original, mas, assim como você, creio que ficou divertido este equilíbrio das cenas mais cômicas com o casamento de Reed e Susan. É uma pena que quando a história pretende entregar uma história mais séria, o filme perca o charme. Ao menos o resultado foi melhor do que “Motoqueiro Fantasma” e “Homem-Aranha 3”.

  4. Vinícius, “O Surfista Prateado” infelizmente me foi uma produção sem grandes destaques, sendo o ponto mais interessante esta parte cômica da fama dos heróis. Ao menos o resultado é muito melhor do que ao filme rodado em 2005.

  5. JP, assim como havia respondido o comentário da Kamila, gostei muito mais de “Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado” do que “Homem-Aranha 3”.

  6. Nada mais do que um passatempo!Não consigo me interessar muito por este tipo…prefiro uma animação!Mas ainda não vi a sequência…Abraço(tem mr. mestre no eco social hein)!

  7. É…estou de volta! heheheAinda não vi o filme, e não me animo muito a assistir não. Mas se realmente é melhor que o primeiro, e esse ano eu já consegui ver Transformers e nem me foi grandes desgostos, “O Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado” deve valer ao menos como diversão pra passar o tempo!Abs!

  8. Alex, “Motoqueiro Fantasma” é um filme terrível mesmo. E “Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado” surpreende mesmo porque supera “Homem-Aranha 3”, que é a menina dos olhos da Marvel.

  9. Olha, também concordo que é muito melhor que o primeiro, e é divertido.Porém penso que alguns detalhes acabaram diminuindo o potencial dessa seqüência.Estou com o post desse filme pronto. Amanhã o publicarei. hehe! Coincidência!Abraço!

  10. Pouca inspiração decorrente de um diretor limitadissimo.Apesar de tudo conseguiu subir, mesmo q meio degrau, no conceito com relação ao primeiro filme, esse sim uma tragédia em proporções gigantescas.

  11. William, as pragas da animação me assombra muito mais do que estas adaptações de gibis. Foram poucas as animações que me satisfazeram durante estes últimos anos…

  12. Victor, ainda me falta ver “Transformers”, mais não espero um grande espetáculo. Garanto que dá para passar uma hora e meia sem frustrações com este “O Surfista Prateado”, ainda que longe de ser um grande filme.

  13. Kamila, creio que desde os tempos do “Hulk” de Ang Lee que eu não me irritava tanto com uma adaptação de técnica risível e mal delineada quanto a este “Motoqueiro Fantasma”. Espero que, com o sucesso, não tenhamos uma continuação.

  14. Ramon, coincidência mesmo. Quando atualizar o meu endereço, dou um pulo para saber quais os detalhes que não lhe agradou. Abraço.

  15. Wanderley, “O Surfista Prateado” merece um altar gigantesco, comparando-se com o filme original – que fica próximo ao topo de pior adaptação de HQ.

  16. Kamila, até que consegui ver “Elektra” sem muitas frustrações (talvez pelo fato de adorar personagens femininas dos quadrinhos), pois as poucas cenas de ação possuem um estilo atraente. Pena que a concepção da personagem é mal realizada.

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