Resenha Crítica | Duro de Matar 4.0 (2007)

Duro de Matar 4.0Aos últimos passos da década de 1980, o diretor John McTiernan conquistou dois feitos no mínimo impressionantes com o seu “Duro de Matar”: incluí-lo na relação de melhores filmes passados na festejada data de natal e, claro, revolucionar o modo de se fazer cinema de ação. O John McClane que levou Bruce Willis ao primeiro time de Hollywood era um herói destemido, honesto e comum, o que desviava dos estereotípicos de mocinhos valentões que banalizaram o cinema aquela década e que prosseguem até hoje no gênero. Também somam créditos a ação bem competente e um vilão encarnado por Alan Rickman sem nenhuma caricatura. Mas é uma série cinematográfica que, mesmo bem-sucedida chegando a sua terceira sequência com “Duro de Matar 4.0”, não tem uma boa estrutura em seu enredo, exceto pelo que se diz respeito a vida pessoal de McClane, como os desentendimentos com sua esposa e a presença de sua filha Lucy (Mary Elizabeth Winstead) neste recente episódio.

Estão lá alguns diálogos hilários soltados pelos personagens centrais, mas o blecaute surgido propositalmente como ataque terrorista pelo vilão Thomas Gabriel (Timothy Olyphant) renderia muito mais se a dupla de roteiristas Mark Bomback e Doug Richardson fosse esperta o suficiente para usar este caos como o fim de um país sem a energia como sua necessidade primordial, e não jogá-lo para segundo plano. É como imaginar nosso cotidiano sem eletricidade, o que nos impossibilita de trabalhar, se divertir, enfim, viver, algo que David Koepp imaginou e estacionou no meio do caminho com o seu suspense “O Efeito Dominó”. O diretor por trás da série “Anjos da Noite”, Len Wiseman, consegue provocar boa química entre a inusitada dupla formada por John McClane e o nerd da informática Matt Foster (Justin Long) e ainda é capaz de entregar as melhores sequências de ação do ano passado, como a eletrizante perseguição no túnel que termina com uma improvável explosão. Mas não é à toa que toda a franquia “Duro de Matar” venha à memória mais por John McClane e a competência de Willis em incorporá-lo e menos por suas histórias pouco engenhosas e bem preguiçosas.

Título Original: Live Free or Die Hard
Ano de Lançamento: 2007
Direção: Len Wiseman
Elenco: Bruce Willis, Justin Long, Timothy Olyphant, Mary Elizabeth Winstead, Maggie Q, Jeffrey Wright, Cliff Curtis e Kevin Smith.
Cotação: 3 Stars

Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

28 Comentários em Resenha Crítica | Duro de Matar 4.0 (2007)

  1. Tirando algumas cenas 007, eu gostei desse filme. Bruce Willis está velho, mas continua com a cara do filme.Abraço!!

  2. Pedro, sempre achei Bruce Willis um dos maiores atores de filmes do gênero. Sua presença é o que há de melhor em toda a série. E até que me diverti com as cenas de ação, ainda que elas sejam totalmente absurdas.Obs.: estava péssima a visualização do último parágrafo. Espero que agora esteja melhor.

  3. Outro filme de ação do ano passado que gostei muito. O modo como coloca o personagem old school de Willis nos dias de hoje de forma ótima, e a ameaça do filme não poderia ser mais atual. Entretenimento de primeira que me empolgou e me divertiu bastante.Nota 8,5

  4. Ah, “Duro de Matar 4.0” é um filme de ação delicioso! Cenas mentirosas e grandiosas. Uma química perfeita – e surpreendente – entre Bruce Willis e o normalmente irritante Justin Long. Acho que a única peça que destoa do elenco é o vilão canastrão interpretado pelo Timothy Olyphant.

  5. Curti esse filme, achei bem legal, tipo, poderiam memso aproveitar masi todo o caos de se ter um país sem energia, comov c comentou, mas foram boasas cenas de ação… dialogos engraçados… e o bruce willis em plena forma… um excelente filme de açãoabraços

  6. 7 para um filme da franquia Duro de Matar?! O.OAinda não assisti esse, mas os outros filmes são inferiores a 6, na minha opinião. ^^Abraço

  7. Bem, esse eu considero como sendo o melhor filme de ação de 2007, há tempos que não tinha uma fita tão empolgante do gênero – e olha que nem sou muito fã da série. A trama tem seus defeitos mesmo, mas achei muito interessante a forma como eles modernizaram toda a história…Abraço!

  8. Bom, tirando alguns exageros completamente desnecessários (como a cena do caça, que chega a ser tosca de tão megalomaníaca), e desconsiderando o vilão sem graça, o filme vale bastante a pena, principalmente porque diverte. E a química entre o John McClane e o nerd lá de informática realmente rolou, agradando praticamente a todos. Mas, pra mim, o filme é somente uma boa diversão, não muito mais que isso. Abraço!

  9. O que mais gostei nesse filme foi o conflito de gerações. Teve momentos muito bons disso, fora as cenas de ação muito boas!

  10. Creio que somente eu não vi lá tanta graça assim, ainda que o filme seja bem acima da média, Wally. O plot é bem atual, sim, mas a maneira como ele é desenvolvido não é muito agradável.

  11. Kamila, acredita que nunca achei Juntin Long irritante? E aquele vilão do Olyphant não tem nada demais, mesmo. Tanto que o meu vilão predileto da série é aquele interpretado por Jaremy Irons no episódio anterior.

  12. Rodrigo, sempre fiquei incomodado com essa questão de roteiro em toda a série, talvez com exceção honrosa ao “Duro de Matar – A Vingança”. É um filme de ação engraçado e divertido, mas se soubesse dar um tratamento melhor no roteiro tudo seria ainda melhor.

  13. Alexsandro, nota-se que o senhor é bem rigoroso em termos de avaliação, não é mesmo? Poderia dar com toda a certeza uma avaliação abaixo de um seis, mas é inegável que este capítulo da série cumpra com o seu dever de divertir.

  14. Vinícius, o engraçado é que Len Wiseman, super criticado por “Anjos da Noite”, ganhou um respeito estrondoso dos cinéfilos ao conduzir este “Duro de Matar”. Com toda a certeza sua entrada na série favoreceu bastante em termos de mordenização.

  15. Bruno, assino embaixo! Não vamos exaltar um filme cuja uma das únicas coisas que é capaz de propor ao seu público seja diversão, rs. Abraço.

  16. Luciano, o conflito de geração existente em “Duro de Matar 4.0” rende boas risadas. Provavelmente é o que há de mais cômico nesta nova jornada do John McClane.

  17. Marfil, francamente, por mais que a série “Duro de Matar” seja super bacana, pode ter certeza de que você não está perdendo grande coisa ao deixar de vê-los.Excelente terça-feira.

  18. Eai tdo certO? ainda nao assisto esse filme… nao curto muito açãO; mais tdo bem. varias pessoas que viram disseram que é um otimo filmE; quem sabe eu ainda nao vejO.O ultimo que vi foi Eu sou a Lenda. é um otimo filme vc já viu?até;

  19. Gostei desse filme, apesar de não ter mais saco, me emprestaram uma cópia pirata e gostei, e o melhor não perdi um centavo com ele.

  20. Enredos um tanto fracos à parte, nesses filmes a ação é que deve ser estelar (lógico, não em detrimento *total* do roteiro!). Apesar de popularíssima e protagonizada por um personagem icônico, da série só assisti ao terceiro, que é OK.O trailer do quarto oferecia uma prévia do que, segundo o seu review nos conta, o filem oferece, como a química entre Willis e Long e a ação descomunal de Wiseman.Quando lançarem um box com os 4 filmes, vou conhecer melhor a série!Cumps.

  21. Eu nao gostei desse filme,por dois motivos: O Principal foi o Vilao, que nem de longe mete medo como Hans Gruber, ou Simon por ex.O outro foi a cena do avião, que só encaixaria em franquias de Matrix ou Missão Impossivel.Me decepcionei muito pois esperava outro nivel de filme.Tomara que nao aconteça o mesmo com Indiana, meu outro herói da infancia.

  22. Lucas, tudo bem. E você?Então, por mais que “Eu Sou a Lenda” esteja sendo badalado pelo público brasileiro, ainda não consegui tempo de ir aos cinemas conferi-lo. Mas não duvido de que deva ser um bom “pipoca”.

  23. Cassiano, curiosamente, também conferi “Duro de Matar 4.0” numa versão pirata (e dublada, infelizmente). Também não gastei nenhum centavo sequer, vendo que eu não sou responsável pelo pagamento da energia…

  24. Gustavo, o bacana é que no ano passado vi todos os filmes da série num curto espaço de tempo (vi um filme de mês em mês até chegar ao “Duro de Matar 4.0”). A dupla formada por Willis e Long é divertida e dinâmica, mas prefiro aquela formada por Willis e Jackson no episódio que você conferiu, “Duro de Matar – A Vingança”.

  25. Rogério, o Simon Gruber é um dos meus vilões prediletos da década passada. Apesar de alguns desleixos de John McTiernan na direção, foi uma ótima sacada usar somente a voz marcante de Jeremy Irons no primeiro ato do filme. E “Duro de Matar 4.0” também tem lá seus desleixos, especialmente de roteiro, mas é bem bacana.

  26. Adoro DURO DE MATAR! E o 4.0 é bacana também.Me divirto pacas com essa ação de qualidade.Sairá uma caixa de DVDs em breve com os 4 filmes. Mal posso esperar.Abs!

  27. Otavio, estava vendo nos lançamentos em DVD para este mês e a quadriologia “Duro de Matar” está inclusa. Espero que consiga comprar o box por um preço camarada. Abraço.

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