Filmes Subestimados

Eis que chegamos a nossa terceira corrente blogueira, mais conhecida como MEME. Nesta edição, deve-se postar, segundo o cinéfilo Vinícius (ao qual me transferiu a oportunidade de fazer a corrente se fortalecer), sobre aqueles filmes que declaramos a quem queira ouvir que adoramos, mas que não obteve os mesmos elogios daqueles seus amigos exigentes ou da crítica especializada em encontrar defeito em tudo. Vale também os longas que confere diversas qualidades, mas que foram esnobados pelas principais premiações do cinema. Abaixo modestos resumos dos cinco filmes que considero subestimados.

COISAS QUE VOCÊ PODE DIZER SÓ DE OLHAR PARA ELA

São vários os exemplos de longa-mentragens que mostraram um retrato feminino de diversas maneiras, mas poucos são aqueles que o fizeram com a mesma sensibilidade confirmada pelo diretor Rodrigo Garcia em “Coisas Que Você Pode Dizer Só De Olhar Para Ela”. Nascido em Bogotá, Colombia, Garcia já dirigiu episódios de séries de prestígio como “Os Sopranos “e “Amor Intenso”, mas se saiu extremamente bem na sua primeira experiência por trás das câmeras neste filme que narra a melancólica história de cinco mulheres que tem os seus dramas ligados com o passar de cada acontecimento coditianico. Ganham um tratamento especial os dramas de Carol (Cameron Diaz), jovem cega irmã da detetive Kathy (Amy Brenneman), Rebecca (Holly Hunter), que está grávida e que pensa seriamente em recorrer ao aborto e Elaine (Glenn Close), que faz uma seção com a cartomante Christine (Calista Flockhart). Com um roteiro que não deixa ninguém indiferente, até mesmo ao público masculino, Garcia teve que se contentar com o lançamento direto para a tevê após a United Artists (agora no controle de Tom Cruise) repensar em questão do seu lançamento nos cinemas. Ignoraram um grande filme.

Título Original: Things You Can Tell Just by Looking at Her
Ano de Produção: 2000
Direção: Rodrigo Garcia
Roteiro: Rodrigo Garcia
Elenco: Glenn Close, Cameron Diaz, Calista Flockhart, Kathy Baker, Amy Brenneman, Valeria Golino, Holly Hunter, Matt Craven, Gregory Hines, Miguel Sandoval e Danny Woodburn.

ENCONTRO MARCADO

Antes de cair na obscuridade com o horroroso Contato de Risco, Martin Brest já tinha sido reconhecido como bom diretor ao dirigir “Um Tira da Pesada” e “Perfume de Mulher”, mas poucos suportaram o seu “Encontro Marcado”. Muitas das queixas foram para o desempenho de Brad Pitt e da longa duração de três horas. No entanto, o resultado da experiência de assistir “Encontro Marcado” é no mínimo fascinante. Pitt sente atração ao ver pela primeira vez a bela Susan (interpretada por Claire Forlani). Troca de olhares e uma conversa rápida apontam para uma paixão promissora, isto se o destino não fosse tão trágico: este sujeito, que foi creditado como ?O Homem da Cafeteria?, é atropelado, numa cena impactante. Mas Joe Black, a Morte em pessoa, aproveite para encarnar neste corpo sem alma para alertar que William Parrish (Anthony Hopkins) morrerá e que veio para lhe buscar. As coisas mudam quando Black deseja sentir as mesmas emoções de um ser humano temporariamente ao conhecer… Susan, filha do milionário William. O belo clímax é embalado pela brilhante melodia “What A Wonderful World, finalizada com fogos de artifícil e tendo os destinos e a relação de Joe Black, William e Susan selados. Mas todo o charme e o inevitável interesse em acompanhar o filme até os seus momentos finais não impediram que essa refilmagem de “Uma Sombra Que Passa” se tornasse, inexplicavelmente, um dos finalistas ao prêmio de pior refilmagem no Framboesa de Ouro e um fracasso em solo americano.

Título Original: Meet Joe Black
Ano de Produção: 1998
Direção: Martin Brest
Roteiro: Bo Goldman, Jeff Reno, Kevin Wade e Ron Osborn, inspirado na peça de Alberto Casella e no roteiro de  “Death Takes a Holiday”, de Walter Ferris
Elenco: Brad Pitt, Anthony Hopkins, Claire Forlani, Jake Weber, Marcia Gay Harden e Jeffrey Tambor

O ÚLTIMO PORTAL

Por pior que seja “Piratas” ou “A Dança dos Vampiros”, “O Último Portal” foi classificado como o pior filme já realizado pelo respeitado cineasta Roman Polanski. O motivo? O público e crítica declarou, erroneamente, de que Polanski não atingiu um bom resultado pelo auxílio de efeitos especiais. Longe desta técnica predominar sobre o roteiro, “O Último Portal” é mais uma das suas histórias obscuras que, mesmo longe de ser um “O Bebê de Rosemary”, prende a atenção do início ao fim, entregando surpresas estarrecedoras. Johnny Depp (sempre perfeito) vive Dean Corso, colecionador de livros raros que é contratado pelo milionário Boris Balkan (Frank Langella) para localizar um livro conhecido como “The Nine Gates of the Kingdom of the Shadows” (“Os Nove Portais Para o Reino das Sombras”), do qual existe somente uma edição autêntica e duas cópias. A missão não é nada fácil para Corso quando cruza em seu caminho a bela Liana (Lena Olin), cujo marido, que possui um dos três exemplares, cometeu suicídio, e uma enigmática garota sem nome (Emmanuelle Seigner, musa do diretor que já participou de alguns filmes de sua filmografia, como “Busca Frenética” e “Lua de Fel”) dona diversas habilidades. O resultado é um dos melhores filmes do cineasta com uma atraente estética gótica que, infelizmente, não recebeu o reconhecimento merecido.

Título Original: The Ninth Gate
Ano de Produção: 1999
Direção: Roman Polanski
Roteiro: Enrique Urbizu, John Brownjohn e Roman Polanski, baseado no romance “O Clube Dumas”, de Arturo Pérez-Reverte
Elenco: Johnny Depp, Frank Langella, Lena Olin, Emmanuelle Seigner, Barbara Jefford, Jack Taylor e James Russo.

PAIXÕES PARALELAS

Todos reclamam da ausência de originalidade nos filmes no gênero romance atualmente, mas quando surge alguma novidade logo as vaias se apresentam. Caso deste belo “Paixões Paralelas”, realizado pelo mesmo diretor de “Minha Vida em Cor de Rosa”, Alain Berliner. A cena que abre o filme nos mostra os temores de uma mulher enquanto aos mistérios da sua vida. Em seguida, somos apresentados a esta mulher, Marie (Demi Moore), viúva que mora com as duas filhas numa residência na França. Depois de mais um dia comum, Marie dorme e logo as belas paisagens do local onde vive são substituídas pelo clima acizentado de Nova York, onde a protagonista deste momento é Marty (também Demi Moore), uma competente executiva. Não demora para o espectador notar que, na verdade, ambas são a mesma pessoa e que essa confusão vem de uma mente conturbada. Uma é real e outra não passa de um sonho. Mas é Marie ou Marty que presenciam acontecimentos reais? Uma questão que aos poucos será solucionado quando Marie se apaixona por William (Stellan Skarsgard) e Marty por Aaron (William Fichtner). Lento, o filme necessita de muita atenção para que a própria premissa surta efeito em quem vê. Mas a impressionante fotografia, a linda trilha sonora composta por Randy Edelman, a criatividade de Berliner em fazer com que as duas histórias se liguem e o talento do elenco faz com que este obstáculo seja somente um detalhe fácil de ser superado neste drama romântico psicológico com desfecho tocante.

Título Original: Passion of Mind
Ano de Produção: 2000
Direção: Alain Berliner
Roteiro: David Field e Ronald Bass
Elenco: Demi Moore, Stellan Skarsgård, William Fichtner, Joss Ackland, Peter Riegert, Julianne Nicholson, Eloise Eonnet, Chaya Cuénot e Hadrian Dagannaud-Brouard.

SÍNDROME DE CAIM

Brian De Palma esbaldou-se de referências hitchcockianas para moldar o seu “Síndrome de Caim”, sendo citados ao longo do filme “Psicose”, “Disque M Para Matar”, “Um Corpo Que Cai”, entre outros. Elas, entretanto, não fizeram o seu filme receber calorosos elogios, mesmo que a bilheteria mundial tenha triplicado o orçamento de 11 Milhões de Dólares. O resultado é muito distante dos melhores filmes do mestre do suspense, mas o conflito psicológico que se estabelesse a todo o momento no personagem (aliás, personagens) interpretado por John Lithgow é curioso. Ele vive Carter, marido de Jenny (Lolita Davidovich) e pai de Amy (Amanda Pombo). Prestigiado psicólogo, Carter tem múltiplas personalidades e sua esposa logo suspeita de que ele está usando a própria Amy como estudo para as suas loucas teorias. Tudo complica quando suas outras personalidades tomam o controle de suas ações. Especialista em criar antológicos planos-sequência, De Palma nos brinda com ao menos dois deles: aquele onde recria uma cena de “Psicose”, empurrando um carro num lago, e o eletrizante clímax.

Título Original: Raising Cain
Ano de Produção: 1992
Direção: Brian De Palma
Roteiro: Brian De Palma
Elenco: John Lithgow, Lolita Davidovich, Steven Bauer, Frances Sternhagen, Gregg Henry, Tom Bower e Amanda Pombo.

Agora convido o BrunoDavid, Ibertson, Rafael e William para dar continuidade a corrente.

Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

34 Comentários em Filmes Subestimados

  1. “Coisas que você pode dizer só de olhar para ela”: Tenho esse filme em casa, mas sabe que não consigo gostar dele, apesar de reconhecer seu roteiro interessante.

    “Encontro Marcado”: Com certeza vai entrar para o meu MEME. Subestimadíssimo.

    Os outros eu não posso opiniar, pois ainda não conferi.

    Abraço Alex!!!

  2. • Pedro, infelizmente deixei passar a oportunidade de comprar “Coisas Que Você Pode Dizer Só De Olhar Para Ela” em DVD. Mas é um ótimo título que em breve devo adquirir. E por pouco “Encontro Marcado” não entrou na lista, mas quando estava selecionado os cinco filmes para comentar ouvi “What A Wonderful World” e logo pensei que não poderia deixar o filme de fora. Espero que um dia possa assistir aos outros três filmes.

    Abraço!

  3. E aí, Alex, tudo oK?
    Da sua lista, originalíssima, eu diria, via três títulos.
    E concordo com seu posicionamento a respeito dos mesmos. “Encontro Marcado” é um filme muito bom, poderoso, reflexivo, bem dirigido e surpreendentemente repelto de boas atuações.
    “Paixões Paralelas”, é, com “ghost”, o melhor da carreira de Demi Moore.
    “O Último Portal” é o melhor de todos. Absolutamente sensacional. Depp deu show mais uma vez.
    abraço!

  4. Pode se dizer quem é um meme polemico porém o bom desta corrente é que todos foram justos em seus filmes. claro que existe outros filmes mais subestimados ainda … porém sempre existe aqueles que são gritantes em nossas vidas e queremos dizer … poxa, é tão bom, vc não percebeu?

    abraços … e lista incrivel em e claro não poderia faltar Brian de Palma … mas acho Femme Fatale a obra mais subestimada do diretor … não sei por que …

  5. Valeu por seguir com a corrente, suas escolhas foram bastante acertadas. O pior é que vi apenas “O Último Portal” de sua seleção e nem gosto muito (especialmente pelo desfecho com aqueles péssimos efeitos). Pretendo ver os demais em breve após esse post. Abraço!

  6. Alex, fiquei felicíssima de ver na sua lista de subestimados, dois filmes que eu gosto muito: “Encontro Marcado” e “Paixões Paralelas”. O primeiro é um filme lindo de romance e o segundo o melhor filme que a Demi Moore fez depois que retomou (aos poucos) a sua carreira.

  7. Alex, acredite, mas os únicos dois que vi da lista (O Último Portal e Coisas que Dizemos só de Olhar para Ela) vi há tanto tempo que os tenho como vagas memórias. Encontro Marcada é um que devo alugar em breve. Ótima lista, bem diferente. Devem ser MESMO subestimados, visto que pouco vemos e lemos sobre eles.

    Ciao!

  8. Alex, sua lista fez jus à proposta, já que realmente todos os filmes listados não ganharam muita atenção, como Wally disse (nenhum foi muito bem de crítica nem de público).
    Vi só ENCONTRO MARCADO (acho a premissa bobinha e a execução inchada demais) e O ÚLTIMO PORTAL (ruim não é, mas é sem pulso). Os demais não vi, mas aposto que o do De Palma deve ser bom mesmo, a premissa é interessante.

    Cumps.

  9. • Weiner, tudo ok. E você, como vai?
    Que bom ter concordado com as minhas opiniões em questão dos três filmes que pôde assistir. “Encontro Marcado” nos faz pensar muito bem em relação das emoções que sempre deixamos de expressar com os outros e com as coisas. “Paixões Paralelas” também é um dos meus prediletos com Demi Moore – também adoro “A Letra Escarlate”, outro filme que considero ser muito subestimado. E por fim, “O Último Portal” é um arraso!
    Abraço!

    • JP, gostei desta sua questão, “Poxa, é tão bom, você não percebeu?”. Gostaria de não ter deixado de relacionar “A Morte e a Donzela”, “Jackie Brown” e “A Vila”, mas o espaço é curto. “Femme Fatale” é um dos meus prediletos de Brian De Palma, mas, desta vez, decidi dar a chance para “Síndrome de Caim”.

    • Vinícius, espero que tenha criado interesse o suficiente pelos outro quatro filmes ao ponto de alugá-los um dia. São filmes bem especiais para mim e recomendo aos amigos sempre que posso. “O Último Portal” não funcionaria se fosse realizado com efeitos especiais em excesso, mas Polanski soube moderar a técnica e o resultado foi um filme cuja premissa me agrada bastante.
    Abraço!

    • Kamila, não imaginava que você já tinha visto (e gostado) de “Paixões Paralelas”. Que bom, já que agora eu e o Weiner não somos os únicos da fila a gostar do filme. “Encontro Marcado” é mesmo muito bonito, recordo que o tinha visto sem nenhuma expectativa.

    • Wally, preferi optar por filmes mais “desconhecidos” e menos comentados entre os cinéfilos para que, além da inclusão à lista, funcionasse também como sugestões. É saudável rever alguns filmes dos quais temos poucas informações armazenadas em nossa memória, já que nos fazem analisá-lo com uma nova visão. Espero que um dia encontre os outros três filmes dos quais você não assistiu.
    Abraço!

    • Gustavo, uma pena que você não ter se entusiasmado com o filme de Polanski e o de Brest. São filmes cujos elementos não são fáceis de cair nas graças do público e crítica, assim como os outros três da seleção. “Síndrome de Caim” é bem fácil de se encontrar tanto em VHS como em DVD. Espero que um dia com tempo livre você consiga localizá-lo numa vídeo-locadora próxima.
    Abraço!

  10. Acredito que pessoas que sofrem de D.D.I. ou possum q.i. baixo não deveriam emitir opiniões muito menos assitir filmes de conteúdo psicológico e profundo. Cito como exemplo o muito bem lembrado “Passion of Mind” onde a beleza da sétima arte se funde em uma história genial, com a excelente atuação de Demi Moore. O filme trata de arquétipos, sonhos, psicoterapia e é muito interessante. Pena que, por ser de conteúdo muito inteligente, não foi devidamente apreciado pela maioria. Mas, como dizem, de nada servem pérola aos porcos.

  11. Acredito que pessoas que sofrem de D.D.I. ou possum q.i. baixo não deveriam emitir opiniões muito menos assitir filmes de conteúdo psicológico e profundo. Cito como exemplo o muito bem lembrado “Passion of Mind” onde a beleza da sétima arte se funde em uma história genial, com a excelente atuação de Demi Moore. O filme trata de arquétipos, sonhos, psicoterapia e é muito interessante. Pena que, por ser de conteúdo muito inteligente, não foi devidamente apreciado pela maioria. Mas, como dizem, de nada servem pérolas aos porcos.

  12. Xará, não vamos ser tão radicais. Mas eu concordo com muito do que você disse. Muito da má recepção conferida à “Paixões Paralelas” vem da falta de interesse do próprio espectador (e da crítica também, que tanto vaiou o filme) em se aprofundar nos elementos complexos da narrativa. É um dos meus filmes prediletos e que me faz ficar inteiramente tocado, especialmente no desfecho, quando vemos que pequenos detalhes da vida de Marty lhe foram tão marcantes que fizeram com que acabasse por não conseguir decifrar o seu verdadeiro eu. Acho-o simplesmente maravilhoso.

  13. bom, alex, vc viu femme fatalle no cinema? foi o unico do brian q eu vi e é uma experiencia unica ver a rebecca ali pela 1a vez na sua frente, deitada naquela cama e assistindo a um filme noir. fantastico! maaas duble de corpo pra mim ainda é + estilo que FF. tem coisas em body double que são inexplicaveis, tlvz o frescor do filme que pra mim se mantem até hj, passados 25 anos, quase a minha idade! agora, olhos de serpente tb é beeemmm subestimado, pois aquele plano-sequencia do inicio é mto bom. de palma é assim: sempre tem alguams cenas impactantes em seus filmes, mtas vezes não tão empolgantes. só q missao: impossivel, esse sim, é empolga do inicio ao fim, trilhoes de evzes melhor q as 2 sequencias juntas. bom, eu já vi 13 filmes do de palma(mestre)mais algumas entrevistas dele e tem outro filme antigão dele, o terapia de doidos,. passou no telecine cult. e é bem sacado e divertidinho tb. tem um clima todo despojado no filme, bem teen mesmo. outra delicia pra mim!, fan e admirador confesso dele. ainda quero ver trágica obsessao, por ex. e qm sabe o prox dele se me animar a ve-lo no cinema, já que dalia negra vi logo de cara ser um filme tao mecanico, sem brilho, vida que desisti de ve-lo e ainda n me animei ;

  14. De todos só assitido Encontro Marcado e digo que adorei. A morte, interpretada por Pity, não é sombia, mas sutil e delicada. O melhor de tudo é quando ela, a morte, começa a descobrir os prazeres da vida, e se apaixona por mantega de amendoim! =P

  15. Também achei Encontro Marcado super-subestimado. As atuações estão ótimas, com destaque obviamente para o Hopkins, eterno e incomparável Hannibal Lecter. Brad Pitt e Claire Forlani também brilham, as cenas entre os dois são de fascinante sensibilidade. Aliás, o filme é muito sensível, e arguto ao exibir como seriam as reações do encontro de um homem com a Morte, literalmente.

  16. Luan, eu não vi “Femme Fatale” nos cinemas. Deveria ter uns 12, 13 anos na ocasião. Peguei carona foi com o seu lançamento em vídeo. E gosto de notar o entusiasmo das pessoas ao falarem de “Dublê de Corpo”, como você está fazendo. O filme de fato merece todo esse reconhecimento, mesmo que eu não o considere perfeito. Não sou fã de “Olhos de Serpente”. O plano inicial é um dos mais fantásticos já feitos pelo De Palma, mas o filme decai bastante depois dela. Mas é um bom filme também. “Terapia dos Doidos” é um filme que procurei, sem trocadilhos, como um louco, mas não encontro de jeito nenhum. Agora “Trágica Obsessão” eu assisti, foi este ano, por sinal. O filme é praticamente um “Janela Indiscreta”, só que numa versão MUITO melhorada! E eu gostei muito de “Dália Negra”, mas compreendo a frustração do público com o filme. Ah, e já assisti a vinte filmes do mestre. Preciso comprar o DVD de “Saudações”, embora eu não encontre nas lojas da minha cidade, além do fato de ser caro demais. E, por fim, o filme que você me pergunta dirigido pela Madonna é aquele “Sujos e Lábios”, né? Passou no festival do Rio ano passado, mas não há qualquer previsão de lançamento por aqui.

    NR, eu adorei “Encontro Marcado” e não compreendo o porquê do público detestá-lo tanto, assim como a crítica. Recentemente, até o comprei em DVD!

    Jorge, no filme eu também gostei muito da interpretação de Claire Forlani (é uma pena que a atriz não tenha emplacado em Hollywood). E eu gosto de filmes sensíveis e talvez por isto tenha gostado tanto de “Encontro Marcado”.

  17. femme fatale é bom mesmo de ver no cinema. agora, tu já viu a refilmagem indiana de body double?

    vou ver agora, e tem gente lá que venera esse filme
    oO

    me pareceu algo mto diferente, dada a cultura bem mais popular e marginal de lá. espero nao me traumatizar com ele

    olhos de serpente poderia ter sido bem pior , pois a Disney se eu n me engano teve o dedo nesse filme e acabou saidno um negocio bem estranho mesmo, pero más ainda no final memso

    terapia de doidos, espere passar no telecine cult, só assim mesmo
    vamos ver eu achar tragica obsessao entao. janela indiscreta é dos unicos q eu aprecio do Hitchcock e se é melhor..ahhaa mto bom
    dE Palma dando um banho maior do q tds imaginavam
    =)

    e tadinha da Madonna, outra vitima do framboesa. mas esse filme ao menos passou em Cannes, entao deve ser um pouquinho bom. com a turne dela no Brasil ano passado deviam é ter lançado, aqueles distribuidores sonsos

    dalia negra ao menos foi indicada pelo festival de veneza9foi a 1a indicaçao do De palma, q milagre, descobriram ele tarde por lá oO)

    e o saudações que tu diz, é aquele com o de niro?’ quem anda cantando nossas mulheres’, a traduçao brasileña

  18. Luan, deixarei o comentário dessa forma para que eu possa assistir ao vídeo quando eu chegar em casa. Aliás, a sua informação me foi muito válida, pois admito que não sabia da existência dessa refilmagem de “Dublê de Corpo”. Curioso! :D E eu não tenho tevê a cabo, muito menos assisto aos programas da tevê aberta. O filme que mencionei é mesmo o com o Robert De Niro. E sobre a Madonna, considero-a muito subestimada. Gosto muito do seu trabalho musical e sua carreira nos cinemas só não engrena mesmo por causa da implicância da crítica e público, que age com preconceito diante das cantoras-atrizes.

  19. e tem alguma cantora-atriz melhor do q ela? ela ja é uma baita atriz nos palcos, das unicas pop q ja foi amada desde os punks aos clubbers-eletronicos! acho q só a liza minelli tem uma aura e só. então veja mesmo esse remake! temos mais um filem rpa discutir depois. e com ctz vamos amar mais ainda o duble de corpo original depois de ve-lo^^

  20. Luan, fiquei sem Internet em casa final de semana. Tentarei ver o vídeo durante essa semana. E eu gosto muito da Madonna, ela é o maior ícone da música pop existente. Ela tem uma notável presença de palco e as suas músicas, especialmente aquelas dos anos 1980, são perfeitas. Sem dizer a beleza dos seus clipes.

  21. hm…td bem
    ela arrasa ainda!anos 80 tb foi tdb! só n faça uma homenagem aqui pra ela. ou faça, vamos ver qtos fãs irão defende-la ela aqui
    XD

  22. Maravilhoso Passion of Mind, um dos filmes mais marcantes para mim, Encontro Marcado é sem sombra de dúvidas o meu favorito.
    Sua lista é divina, parabéns!!!

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  1. Albert Nobbs « Cine Resenhas

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