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Resenha Crítica | Sem Vestígios (2008)

Aos 63 anos, Gregory Hoblit iniciou tardiamente a tarefa de diretor de longa-metragem, sendo a sua primeira realização o thriller “As Duas Faces de Um Crime”, produção inteligente que havia revelado o talento Edward Norton. Deste filme até o recente “Sem Vestígios”, seguiram-se um total de seis longas com algo em comum: todos constam elementos suspicazes em suas narrativas. Nada de tão excepcional, com exceção de “As Duas Faces de Um Crime” e o empolgante “Alta Freqüência”, mas que revelaram um diretor com muita intimidade com o gênero, pelo talento em fazer com que o espectador se envolva com a premissa e seus personagens com o acumulo de enigmas e a revelação destes. É o que acontece em “Sem Vestígios”, um suspense investigativo.
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Especialista em crimes virtuais, a Agente Jennifer Marsh (Diane Lane) depara-se com um grande desafio: analisar um site obscuro chamado Mate Comigo. Ao acessá-lo, na companhia do seu parceiro Griffin Dowd (Colin, filho de Tom Hanks), Marsh é direcionada automaticamente a uma filmagem ao vivo de um gato sendo torturado. Vendo que o ato cruel não é uma brincadeira e que chamou a atenção de um pequeno número de internaltas, o autor por trás do crime decide continuar investindo em seu site, sendo a próxima vítima um homem selecionado de forma aparentemente aleatória, que tem como objetivo tornar o próprio visitante do site como cúmplice dos crimes. E conforme o número no contador de visitas eleve, a vítima morre mais rápido, diminuindo as chances do FBI interferir.
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Contando com o trio de roteiristas Robert Fyvolent, Mark R. Brinker e Allison Burnett, “Sem Vestígios” poderia fazer alguns ajustes na construção da narrativa, como ignorar a vida familiar de Jennifer Marsh e uma perda do passado, que ocupam um bom espaço da metragem mas que pouco pesam quando os eletrizantes acontecimentos finais se apresentam. Mas é oportuno o proveito que fazem do fato de utilizarmos a Internet como entretenimento por meio de acessos a conteúdos extravagantes como filmagens de indivíduos no ato da própria morte, mesmo que esta abordagem sirva como plano de fundo quando a tensão aumenta. Ainda assim, o filme funciona por Diane Lane, perfeita na composição da Agente Jennifer, e pela satisfação sempre presente nos filmes de Hoblit, mesmo trabalhando com tramas que seriam melhores com um número maior de revisões.

Título Original: Untraceable
Ano de Produção: 2008
Direção: Gregory Hoblit
Elenco: Diane Lane, Billy Burke, Colin Hanks, Joseph Cross, Mary Beth Hurt, Peter Lewis, Erin Carufel.
Nota: 6.5

15 Comments

  1. Apesar do Gregory Hoblit ser um cineasta competente, meu único interesse nesse filme é a presença da Diane Lane no elenco – se bem que suas escolhas para o cinema são quase sempre bastante questionáveis. Abraço!

  2. Alex Gonçalves Alex Gonçalves

    • Vinícius, Diane Lane é o melhor do filme. Talvez você se decepcione com “Sem Vestígios”, mas ela vale cada minuto assistido. Mas é um filme eficiente na sua proposta, gostei.

    Abraço!

  3. Gostei dos trabalhos do Gregory Hoblit anteriormente, por isso ele tem pontos comigo, hehee…
    O filme aparenta ser interessante, via os trailers e fiquei ansioso, não empolgado, parecendos er mais uma fita de ação… mas seu texto mudou minha opinião…
    abraços, Alex!!

  4. A única obra relevante mesmo feita pelo Gregory Hoblit foi “As Duas Faces de um Crime”. Esse “Sem Vestígios” parece ser um filme que repete alguns clichês, mas devo assistir por causa da Diane Lane.

  5. É bom ver o Cine Resenhas “voltando ao normal”, Alex. Quanto ao filme, ainda não vi, mas espero fazer isso em breve.

    Abraço!

  6. Não assisti, mas dá pouca vontade sabendo que Hoblit é o diretor. Seus filmes não tem personalidade, nem pulso, mesmo ele sendo especialista nesse gênero.

    Cumps.

  7. Poxa, a história parece ser muito boa. Já tinha ouvido falar sobre, mas não sabia qual era o filme em questão!

  8. Marco Marco

    Ué, o filme vai vir em DVD é?

    Não tenho muita vontade de ver. Nem mesmo Diane Lane é uma atriz que me faça assistir ao filme…

  9. O único que vi dele, e achei interessante, é a Guerra de Hart (2002), com Bruce Willis.

  10. Gosto muito da Diane Lane, mas me causa certa estranheza em vê-la em um papel de uma agenta. É questão de assistir e poder falar melhor.

  11. De Hoblit vi apenas o razoável Possuídos e o ótimo Um Crime de Mestre. Bom saber que este filme seja bom. Verei assim que chegar em DVD, visto que não vai aos cinemas aqui.

    Ciao!

    ps: o visual ta show ;)

  12. Eu não sei meu amigo Alex …
    eu não vi muitas criticas favoraveis a esse filme … mas se diz que é bom … vou tentar ver … abraços

  13. Não conhecia esse filme.
    Alta Frequência eu acho um filmaço.
    As duas faces de um crime ainda não vi.
    Tive a oportunidade de comprá-lo, mas não o fiz.
    Em Julho talvez o compre.

  14. Alex Gonçalves Alex Gonçalves

    • Rodrigo, eu gostei de “Sem Vestígios”, mas aconselho que só fique mesmo um pouco ansioso em vê-lo. Creio que o desfecho possa decepcionar muitas pessoas, ainda que eu tenha adorado.

    Abraços!

    • Kamila, também gosto muito de “Alta Freqüência”, uma ficção com bastante suspense super competente. E Diane Lane está excelente neste filme, você deve gostar do seu desempenho.

    • Pedro, obrigado, mas o Cine Resenhas está sujeito a muitas “férias” por tempo indeterminado futuramente, mas farei todo o possível para manter o blog e visitar com freqüência os outros endereços, inclusive o seu.

    Abraço!

    • Gustavo, gosto do Hoblit. O único filme que ele não me agradou foi mesmo “Um Crime de Mestre”, sendo o restante da sua pequena filmografia no mínimo produções legais.

    Abraços!

    • Robson, gostei muito do tema desenvolvido pelo trio de roteiristas. Ele é oportuno e abre portas para vastos instantes de tensão.

    • Marco, vi o filme em DVD, mas nem previsão do filme nos cinemas ou nas locadoras. Mas li notícia de que “Sem Vestígios” seria entregue diretamente para o mercado de vídeo, ainda que tenha arrecadado mais de 50 Milhões de Dólares na bilheteria mundial.

    • André, gostei muito de “A Guerra de Hart”, ainda que eu não me lembre dele completamente. Foi neste filme que notei Colin Farrell.

    • Isabela, não tema. Assim como mencionei no texto, Lane está perfeita na pele de uma agente. Espero que goste do trabalho dela quando ganhar a oportunidade de ver ao filme.

    • Wally, seria um ótimo filme para se ver nos cinemas. Uma pena que, aparentemente, este não será o seu destino por aqui. Obrigado pelo elogio e pela ajuda que você havia me passado de formatações no WordPress!

    Abraço!

    • JP, veja por conta própria. Mas eu gostei!

    Abraços!

    • Ibertson, “As Duas Faces de Um Crime” é o melhor filme de Hoblit, talvez de longe. É um dos melhores filmes de tribunal que já vi, tente ver com urgência.

  15. […] partir do instante em que Jill procura pela polícia, a roteirista Allison Burnett (a mesma de “Sem Vestígios”) cria um jogo psicológico para o público, que passará a questionar a sanidade da […]

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