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Resenha Crítica | Um Amor Para Toda a Vida (2007)

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Mesmo não somando um número muito grande de produções ao longo de sua carreira, o veterano diretor britânico Richard Attenborough se fez notar por trabalhar com extremo talento em produções grandiosas como “Uma Ponte Longe Demais”, “Um Grito de Liberdade” e “Gandhi”, considerado seu maior trunfo. Sem rodar um longa desde “O Guerreiro da Paz”, com Pierce Brosnan, Attenborough, que hoje tem 85 anos, se apegou em demasia pela história original de Peter Woodward ao ponto de também produzir “Um Amor Para Toda a Vida”. O cineasta transparece energia na condução do filme, muita dela perceptível na forma como cuida da interpretação de Martin McCann como um jovem aventureiro que ganha grande importância no drama. Mas também há sinais de exaustão por conta de fortes acontecimentos que não despertam emoção alguma. Culpa de Woodward, que conecta passado e presente com pouca habilidade.
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No passado, na década de 1940, somos apresentados a Ethel Ann (Mischa Barton), garota apaixonada por Teddy (Stephen Amell) e muito próxima de seus melhores amigos Jack (Gregory Smith) e Chuck (David Alpay). Porém, como é sempre presente em romances de época, um conflito impedirá que este relacionamento se estabeleça com harmonia, sendo ele o aparecimento da Segunda Guerra Mundial. Já velha e com uma filha, Marie (Neve Campbell), Ann (agora incorporada por Shirley MacLaine) se mostra apática enquanto a morte de seu marido. Só que a causa deste rancor é aos poucos desvendado quando Jimmy (McCann) encontra um anel até então procurado por Michael (Pete Postlethwaite), que curiosamente pertence à Ann. No entanto, mais uma tragédia se transcorre, sendo agora uma ação terrorista em Belfast.
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É dentro destes dois tempos que os problemas de “Um Amor Para Toda a Vida” começam a se apresentar sem interrupções. Logo quando Ann é interpretada por Barton, vemos que uma falta de sintonia se impõe diante da sua união em cena com Amell. Mas isto não se deve aos desempenhos, mas sim ao roteiro que resume a paixão entre ambos os personagens, que já são desenhados quando um casamento é planejado e a guerra surge. Daí nem a tão comentada cena de nudez de Mischa Barton têm alguma verdadeira razão de existir, quando, na verdade, sua personagem de despe pela sensação de perda quando Teddy anuncia que terá de partir. O presente é mais elaborado, mas este depende de uma construção bem planejada do passado para que as emoções cresçam. O mais agravante é que valores como amor, companheirismo e a importância da promessa são entregues pelo roteiro sem sensibilidade ou senso de realismo, algo indispensável a um filme que se propõe a contar uma história dramática que circula por quase toda uma existência. Uma pena, pois o elenco e a música instrumental de Jeff Danna que o acompanha se esforçam com todas as forças para que isto não aconteça.

Título Original: Closing the Ring
Ano de Produção: 2007
Direção: Richard Attenborough
Elenco: Shirley MacLaine, Christopher Plummer, Mischa Barton, Gregory Smith, Stephen Amell, Martin McCann, Pete Postlethwaite, John Travers, David Alpay, Neve Campbell e Brenda Fricker.
Nota: 5.5

17 Comments

  1. Eu quase assisti esse filme no cinema. Acabei desistindo na hora por causa dessa menina (Mischa Barton, do The O.C.) em quem não vejo o menor talento. Depois me arrependi, pois uma prima minha disse que a Shirley Mclaine garante, pelo menos, o ingresso. Quem sabe não dou um conferida em DVD?

    Cultura? Mídia? Acesse
    http://robertoqueiroz.wordpress.com

  2. Para um filme que quer contar uma história de amor que perdura por toda uma vida, a leitura do último parágrafo de sua crítica é algo totalmente frustrante. Isto mina a vontade que teria de assistir ao filme.

  3. Não sei exatamente o motivo, mas desde que vi o cartaz desse “Um Amor Para Toda a Vida” já senti que grande coisa ele não era. E mesmo quanto à ressalva em relação ao elenco, passo longe de qualquer coisa com a Mischa Barton.

  4. Filmes como esse nem sempre estão entre os que mais anseio pra ver… mas vez ou outra na minha lista.

  5. • Kamila, pois é. É lamentável que uma premissa tão atraente e bonita quanto esta apresentada no filme tenha sido vítima de tantos erros de percurso.

    • Vinícius, que maldade! Mischa Barton está bem no filme e é a melhor do elenco enquanto a fase que protagoniza do filme.

    • Robson, não estará perdendo muita coisa se “passar” o filme…

  6. O gênero já não é muito do meu agrado, com essa crítica não muito instigante para vermos o filme, diminui ainda mais a possibilidade de eu vê-lo.

  7. Aleex…

    agora somos colegas de provedor…

    visite-me e atualize o link… hehehe

  8. Olá, Alex! Tdo bem?

    Este fim de semana quase peguei este filme na locadora! Uma pena que não é tudo isso. Mas quando puder, verei pela Shirley MacLaine.

    Fique bem, beijos!!

  9. • Roberto, acho que a inegável doçura que existe em Mischa Barton ajuda a compor a sua Ethel jovem. Acho que além de Shirley MacLaine, Christopher Plummer, Martin McCann e Neve Campbell também valem a conferida.

    • Alyson, você não perderá muita coisa.

    • Robson, pode deixar!

    • Tudo bem, Mayara, e você? Me conte depois o que você acha do filme se ocorrer a possibilidade de você locá-lo. Beijos.

  10. Bilana Bilana

    Eu queria muito de ouvir a tradução da música e o nome da cantora q toca a canção final do filme abraços

  11. Alex Gonçalves Alex Gonçalves

    Ana, obrigado por responder a nossa visitante Bilana.

  12. […] ir para um asilo. Só assim Roland Joffé (”Cativeiro“), Richard Attenborough (”Um Amor Para Toda a Vida“) e Mike Nichols (”Jogos do Poder”) não teriam decepcionado com seus filmes. Em […]

  13. valacir valacir

    Filme maravilhoso comentado por gente mal humorada. Quem não viu, vá correendo. História maravilhosa, contada de maneira inteligente. A reconstituição de época vale o ingresso. Numa época de “harry poters da vida” e “batmans” intragáveis, ainda bem que existe gente que faz filmes como esse.

  14. Alex Gonçalves Alex Gonçalves

    Valacir, não acho que o filme seja menosprezado por pessoas mal humoradas. É um drama muito mal concebido e repleto de problemas. Existe muitos longas com premissas similares que são muito mais eficientes e emocionantes, como “Diário de Uma Paixão”.

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