Blackout – Prisioneiros do Medo

blackout
Em seu segundo longa-metragem, o cineasta mexicano Rigoberto Castañeda conta com o roteiro do estreante Ed Dougherty que é no mínimo interessante. Nele, três desconhecidos ficam presos dentro de um elevador em um edifício praticamente abandonado. No entanto, o que começa bem e renderia um perverso jogo psicológico e de insuportável claustrofobia se revela um suspense muito desapontador.

Os personagens são apresentados ao público com as seguintes circunstâncias antes do encontro no elevador: Claudia (Amber Tamblyn, vista recentemente em “Quatro Amigas e Um Jeans Viajante 2“) é uma jovem muito dedicada aos estudos e ao trabalho que vive com a avó (Mabel Rivera), que é atropelada ao sair do apartamento onde vivem; Karl (Aidan Gillen) é viúvo e pai atencioso, mas acaba tendo que deixar sua filha aos cuidados de outra pessoa enquanto lança desculpas sobre coisas para se resolver no seu trabalho;  Tommy (Armie Hammer) se envolve em encrenca por causa do violento pai da sua namorada.

Pouco criativo ao desenvolver a promissora premissa que tem em mãos, Castañeda exagera nos usos de flashbacks durante o confinamento e de efeitos especiais na área externa do elevador, com o previsível recurso de câmera que caminha pela passagem do teto até o acesso aos quartos dos próximos andares totalmente vazios antes que os personagens estudem possibilidades de saírem da situação. Apesar de uma ou outra cena, onde a tensão até que é bem construída, nem mesmo a revelação de que um dos três é um serial killer levanta os ânimos. Uma pena.

Título Original: Blackout
Ano de Produção: 2007
Direção: Rigoberto Castañeda
Elenco: Amber Tamblyn, Aidan Gillen, Armie Hammer, Katie Stuart, Eloisa Bennetts e Mabel Rivera.
Nota: 5.0

Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

14 Comentários em Blackout – Prisioneiros do Medo

  1. Alex, eu entraria em desespero em menos de 5 minutos de filme. Tenho HORROR a ficar preso em elevador ou em qualquer lugar fechado. Sabe O Absimo do Medo?! Então. Tive que sair da sala de cinema pq entrei em desespero hahahahahahaha

    Abs!

  2. Kau, então sugiro que tu passe batido por este longa. 2/3 do filme se passa dentro do elevador. E não acredito nisso sobre “Abismo do Medo”, Kau! Eheheheh… Abraços!

  3. Adoro histórias do tipo “pessoas presas num determinado lugar” porém gerealmente nesses filmes a escasses do roteiro grita em cada cena.
    E quanto a fobia , eu não tenho pois moro num 26° andar.

  4. Marcelo, é verdade! Eu até gostei do roteiro, mas faltou um diretor com mais habilidade para comandar tudo. E eu não tenho medo de elevadores (com exceção daqueles que dá para eu visualizar os andares que estou subindo, rs).

  5. Sinceramente eu lamento por um roteiro tão promissor morrer nas mãos de um diretor tão despreparado. E por falar em tensão, imagine um filme como “O Silêncio dos Inocentes” nas mãos de um cineasta como o Wes Craven… Ia ser um desastre.
    Abraço!

  6. Weiner, não entendi muito bem essa coisa de Wes Craven com “O Silêncio dos Inocentes”. É claro que Craven não é um diretor para esse tipo de filme, mas ele não é uma pessoa despreparada para encarar este tipo de desafio. Abraço!

    Mayara, tudo tranquilo. E “Blackout” é um filme que foi filmado já faz um tempinho, mas acabou sendo esquecido na hora da divulgação. Chega nas locadoras no final deste mês. Beijos!

    Kamila, eu também não. Eu gostei muito dela em “Quatro Amigas e Um Jeans Viajante” e da sua participação em “O Chamado” e acho que filmes como “Blackout” não acrescentam muito ao seu curriculum.

  7. Eu acho que o Wes Craven transformaria “The Silence of Lambs” (o exercício mais perturbador de tensão e medo que já tive no cinema) em mais um episódio da franquia “Pânico”, com sustos previsíveis e uma atmosfera por vezes risível.

  8. Weiner, eu não sei se posso concordar. Tipo: Wes Craven tem muita relevância através de clássicos como “Quadrinha de Sádicos”, “A Hora do Pesadelo” e o próprio “Pânico” e, ainda assim, conseguiu surpreender e sensibilizar muitas pessoas com “Música do Coração” (embora este seja um filme que eu deteste). E sustos e momentos (voluntariamente) risíveis são características de seu cinema.

  9. Alex,
    ontem pude enfim conferir esse filme e minha nota foi 4,5. Muito superficial, difícil de engolir o filme termina em 75 minutos. Nem a trilha sonora que eu costumo prestar atenção empolga. A única cena bacana foi a do assassinato da mulher ao tempero de sal (diferent).

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