Max Payne

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Ao contrário, por exemplo, das adaptações de histórias em quadrinhos, que a cada novo exemplar vem a se firmar como sub-gênero do cinema americano, o universo do vídeo-game raramente obtêm algum sucesso quando seu argumento é transferido para a telona. Quem não for muito exigente deve aprovar alguns esforços de Paul W.S. Anderson nesta tarefa no comando de “Resident Evil – O Hóspede Maldito” e “Mortal Kombat”, mas somente o francês Christophe Gans foi capaz de entregar com o seu formidável “Terror em Silent Hill” um trabalho à altura da fonte de origem. John Moore, um diretor regular, tenta reverter a situação, mas o seu “Max Payne” deixaria Uwe Boll orgulhoso.

Desenvolvido a partir da década passada pela empresa Remedy Entertainment, o filme “Max Payne” tem um argumento do estreante Beau Thorne sendo bem fiel àquele escrito por Sam Lake. E também é idêntico a milhares de filmes do gênero de segunda que tanto pegam pó nas prateleiras de vídeo-locadoras. Payne (Mark Wahlberg, que praticamente reprisa o seu papel de “Atirador”) é um policial que começa a agir por conta própria quando sua mulher e filha pequena são assassinadas brutalmente. O culpado não aparece e Max Payne mergulha no submundo de Nova York para as suas investigações. É claro que não pode faltar a cena da boate!

Para tentar esconder a limitação do roteiro, John Moore pega novamente o seu fotógrafo da refilmagem de “A Profecia”, Jonathan Sela, para auxiliar na confecção de longa de ação com atmosfera dark e barra-pesada. Mas a qualidade visual não se casa com a falta de imaginação das cenas de tiroteio e, especialmente, o desenvolvimento burocrática da revelação sobre sociedade secreta que é responsável pela criação de droga de efeitos indescritíveis  e que está inteiramente ligada na morte da esposa e filha do personagem-título. Lamentável também é como Chris O’Donnell e a bela Olga Kurylenko se sujeitam a tal desperdício de presença em cena. Com o progresso que as adaptações de games estão tendo para o cinema pensar que “Tetris” um dia vai ganhar formas não parece ser de todo absurdo.

Título Original: Max Payne
Ano de Produção: 2008
Direção: John Moore
Elenco: Mark Wahlberg, Beau Bridges, Mila Kunis, Chris ‘Ludacris’ Bridges, Donal Logue, Chris O’Donnell, Marianthi Evans, Nelly Furtado e Olga Kurylenko.
Nota: 2.0

Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

17 Comentários em Max Payne

  1. Ciro, o meu interesse no filme estava centrado nas participações de Beau Bridges e Chris O’Donnell. Mas o primeiro é encarregado de lidar com um personagem mal construído, enquanto o segundo, como apontei no meu texto, é totalmente desperdiçado. Abraços!

    Kamila, esse daí nem em tevê a cabo deve descer.

  2. Olá Alex!

    Max Payne me lembrou Limite Vertical. Ambos têm trailers maravilhosos. Tão maravilhosos a ponto de serem melhores que seus respectivos filmes. Visualmente Max Payne até não é ruim, mas o roteiro é sofrivelmente mal adaptado. O Mark Wahlberg, depois de Os Infiltrados, tem escolhido mal os seus projetos.
    abs.

  3. Credo, parece ser horroroso mesmo!! Não conhecia a história do jogo, o que já me afastaria do filme, com as críticas péssimas então…

    E sabe que eu adoro Mortal Kombat e Street Fighter?! Talvez por terem marcado minha infância eu tenha me conformado! hahaha

  4. O que dizer de um filme belo e vazio? Amor além da vida e Cidade das Sombras eram assim. E Mark Wahberg é um ator muito ruim. Adaptação de game mesmo ainda tá pra nascer uma que seja boa sem cair na pretensão.

  5. Oi Charles. Gosto de Mark Wahlberg em “Fim dos Tempos” e curti muito o filme de M. Night Shyamalan, mas não há dúvidas de que o ator consegue ser sofrível em certas escolhas. E sabe que nem me lembro do trailer de “Limite Vertical” e do próprio “Max Payne”? Mas fica a lembrança de que os dois projetos são bem desapontadores. Abraços!

    Victor, eu detesto “Street Fighter – A Batalha Final”, mas eu gosto bastante de “Mortal Kombat”. Inclusive acredito que o público é bem injusto com esta adaptação do Paul W.S. Anderson.

    Marcelo, bem lembrado você apontar “Amor Além da Vida” como um filme belo e vazio. Fiquei impressionado pela estética desse drama, mas a história é bem morna, não gostei. Já não posso dizer nada sobre “Cidade das Sombras”, pois ainda não vi. E gosto muito de “Terror em Silent Hill”, mas é fato de que, no geral, as adaptações de game estão em um saldo bem devedor.

    Cassiano, tanto faz, mesmo. É muito ruim!

    Pedro, sempre sonhei em um dia ir a uma sessão de imprensa de um filme ruim. Abraços.

  6. Pois é Alex, procure por Cidade das Sombras de Alex Proyas (seu xará) O visual é sensacional porém a história é fraca mas é bem melhor que Amor além da vida e esse Max Payne.

  7. Marcelo, pode deixar. Obrigado pela sugestão. Vendo que se trata de um xará coisa boa deve ser :P Aliás, estou há um bom tempo com certa curiosidade para ver o filme, mas nunca me encontrei muito disposto para locá-lo.

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