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Resenha Crítica | Os Delírios de Consumo de Becky Bloom (2009)

Os Delírios de Consumo de Becky BloomNo best-seller “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom” (lançado no Brasil pela Editora Record), de Sophie Kinsella, a jornalista Rebecca Bloomwood é uma consumidora compulsiva que acumula em seu quarto inúmeras peças de roupas e calçados sem ao menos ter como pagar por tudo isto. Os desdobramentos da jovem diante das adversidades, especialmente aquelas relacionadas ao dinheiro e ao emprego, possibilitaram uma série de livros que, mundialmente, já vendeu mais de 15 milhões de cópias. Nos cinemas, “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom” ganha uma ótima adaptação com o experiente P. J. Hogan no comando.

Escrito por Tracey Jackson, Tim Firth e Kayla Alpert, a Rebecca Bloomwood dos cinemas segue com a mesma descrição dada por Sophoie Kinsella nos livros. Aqui ela é incorporada pela excelente Isla Fisher, no seu primeiro filme popular como protagonista. Portadora de uma carteira repleta de cartões de crédito, Becky Bloom se mete em encrencas quando calcula com sua amiga Suze (Krysten Ritter) o total de dívidas que acumula. Daí a nossa shopaholic não sabe o que fazer, vendo que o valor é altíssimo (quase 16 mil dólares) e que está sem emprego após o cancelamento da revista na qual trabalhava.

Dá que lhe aparece uma oportunidade quando, na verdade, tenta agarrar aquela que é o seu sonho: trabalhar na Alette Magazine, a mais famosa publicação voltada à moda feminina comandada pela elegante Alette Naylor (Kristin Scott Thomas). Só que ela acaba sendo contratada pelo editor Luke Brandon (Hugh Dancy) cobrindo artigos de Finanças em outra revista da mesma editora. O que era para se tornar o seu declínio profissional acaba sendo aquilo que a fará muito famosa já no seu primeiro artigo publicado, que a fará ser conhecida como ‘A Garota da Echarpe Verde’. Mas como Becky vai ser capaz de lidar com o este trabalho que a faz esconder o seu espírito consumista?

Assim como em “O Casamento de Muriel”, “O Casamento do Meu Melhor Amigo”, “Amor a Toda Prova” e “Peter Pan”, Paul J. Hogan se mostra um diretor dinâmico e muito eficiente na direção de elenco em “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom”, embora seja questionável certo desperdício de John Lithgow e Lynn Redgrave (ainda que vale lembrar que muitos atores foram escalados para o filme quando ele já estava sendo filmado). Mas o que vale é a ternura que Hogan apresenta em seus filmes, sempre resultando em programas muito adoráveis. E esta emoção se torna bem forte em “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom” pela maneira descontraída com a qual é capaz de encenar com a notável contribuição de Isla Fisher o prazer que temos pelas compras. De fato elas trazem aquelas sensações de felicidade e satisfação pessoal que surge quando investimos a nossa grana em nós mesmos. Mas o que Becky Bloom aprenderá, e o público verá já com aquela vontade de torrar os trocados que tem no bolso com tudo aquilo que lhe agrade à vista nas vitrines das lojas, é que tudo tem um limite.

Título Original: Confessions of a Shopaholic
Ano de Produção: 2009
Direção: P. J. Hogan
Elenco: Isla Fisher, Hugh Dancy, Krysten Ritter, Kristin Scott Thomas, Leslie Bibb, Fred Armisen, Robert Stanton, Joan Cusack, John Goodman, John Lithgow, Ed Helms e Wendie Malick.

13 Comments

  1. Brenno Bezerra Brenno Bezerra

    ALEX, EU AINDA NÃO VI, MAS ME TIRE UMA DÚVIDA: EM SUA PRIMEIRA EXPERIÊNCIA COMO PROTAGONISTA, A ISLA CONSEGUE MOSTRAR QUALIDADE PRÓPRIA OU ELA É UMA VERSÃO FEMININA DE SACHA BARON COHEN?

  2. Finalmente, um texto que reflete o por quê quero assistir a este filme. Desde que vi o trailer que achei Becky Bloom uma personagem bem legal, mesmo com o filme clichezão.

  3. Olha, nem sabia que era dirigido pelo P.J. Hogan. Realmente ele é um diretor bem dinâmico e geralmente me divirto bastante com seus filmes – e não espero mais do que um bom entretenimento com esse “Confessions of a Shopaholic”.

  4. Marcelo Coldfer Marcelo Coldfer

    O filme deve ser bonzinho, o diretor pelo menos é ótimo, pois gosto de O casamento de Muriel e Amor a toda Prova, são comédias bem humanas

  5. Brenno, Isla Fisher já haiva protagonizado junto com Jason Biggs o filme “O Prazer da Sua Companhia”, mas considerei este “Becky Bloom” como aquele que é o filme mais popular. E ela consegue mostrar muita qualidade própria, acredite! Eu gostei demais dela em “Penetras Bons de Bico” e aqui ela está ainda mais engraçada.

    Kamila, para mim o filme não tem nada de “clichezão”.

    Vinícius, acho que “Becky Bloom” é muito mais do que um puro entretenimento. Somente pelo fato de conseguirmos nos identificar com as causas que tornam a personagem tão feliz por ser uma consumidora compulsiva o filme já é especial.

    Airton, em breve o visitarei.

    Marcelo, P. J. Hogan é um dos meus diretores prediletos e, sem exceções, os seus filmes são bem humanos.

  6. Olá, Alex! Tudo bem?

    Realmente sabe as expectativas que tenho em relação a este filme. E estou precisando de um filme leve como este para uma semana que tive, digamos, estressante. Verei ele logo, talvez no fim de semana.

    Beijos! ;)

  7. Oi Alex, gostei muito do seu blog e da sua escrita!

    Assisti Becky Bloom semana passada e achei um entretenimento válido. Apesar de batida, a história tem o coração no lugar e a Isla Fisher é uma ótima comediante!

    Abraço!

    http://lettersfromlouis.wordpress.com/

  8. Olá Alex! Tô baixando esse!
    Acho gatinha a Isla Fisher, q sempre vi como coadjuvante, tenho interesse em vê-la de protagonista nesse, gostei do seu comentário!
    Ps.: Ah kra, manda pro meu email o esquema do ponto crítico pra eu participar!
    Abraço, bom fds e feriadão pra vc! Diego!

  9. Mayara, não há programa melhor nos cinemas se a sua intenção é descontrair após uma semana estressante! Beijos.

    Louis, obrigado. E que bom que podemos pensar o mesmo em relação de “Confessions of a Shopaholic”, embora eu não acredite que o argumento do longa seja batido. Abraço!

  10. Diego, apesar do time pesado de coadjuvantes nenhum foi capaz de ofuscar a Isla Fisher, uma grata surpresa como protagonista num filme do gênero ao qual sempre manda bem. E estarei enviando a relação de filmes para o próximo ponto crítico neste final de semana. Aguarde. Abraço.

  11. É, Alex… Eu já expliquei por que acho o filme tosco, né? É que meus ideais, minha educação ao longo dos anos, não me deixam achar bacana uma película que não condena, nem no desfecho que deveria ser punitivo se seguisse a cartilha do clichê à risca, o consumo exagerado. Quer fazer piada com isso, ok! Também não sou um cara ranziza e até gosto de coisa tosca. Mas que seja com humor negro e exagerado (aí até poderia ser bom), sem clichês (o que não é o caso), ou então faz aquele filme bobo com lição no final. E a gente sabe qual deveria ter sido a lição nesta bomba aqui. Ora, se a tal da Becky Bloom aprendesse realmente a lição, cancelava alguns cartões de crédito ou parava de comprar o que não precisa.

    O problema mora justamente nas outras centenas de mocinhas, figurantes, que fazem o mesmo que ela lá no desfecho. É toda uma sociedade contaminada por esse consumo que não é barrrado. É como se fosse a filha mimada que não é repreendida por seus abusos. Consumidores apoiados no crédito, que por sua vez está em ruínas e levando os EUA para o buraco. É por isso que não acho graça. Nem um pouco, para falar a verdade.

    Mas é isso mesmo… Cinema e traseiro… Aquela velha comparação… Cada um tem o seu…

    Abs!

  12. Dudu, extremamente perspicaz a sua interpretação em relação da história de “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom”. Mas será que aquelas centenas de figurantes de repente não são capazes de cair na “realidade” que as cercam e tomar as mesmas atitudes da Becky como visto nos minutos finais do longa? Mas, como você disse, cada um tem a sua bunda, embora eu não goste muito da minha falando literalmente, ehehehehehe… Abraços!

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