Sete Vidas

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Dono de um talento inegável para a interpretação e de um carisma bem distinto de vários outras estrelas  de hollywoodianos, Will Smith é o hoje o maior astro do cinema. Somente em salas americanas estima-se que todos os longas de Smith tenham alcançado incríveis 2 bilhões e 500 milhões de dólares de renda. Além do mais, no histórico de bilheterias americanas alguns de seus filmes, como “Independence Day” e “Eu Sou a Lenda”, aparecem no ranking de filmes que mais lucraram em posições bem expressivas. Mas como uma carreira é sempre guiada por altos e baixos, “Sete Vidas” acaba sendo um projeto de resultado negativo para o ator.

Deixando de lado coisas menos relevantes como a influência de dinheiro ou o status atual do ator, este novo filme que representa a segunda parceria de Will Smith com o diretor italiano Gabriele Muccino tem muitos problemas. A premissa é razoável. Ben Thomas (Smith) foi o protagonista de uma tragédia que aos poucos o roteirista estreante em cinema Grant Nieporte se encarregará de nos apresentar com maior clareza. Tentando amenizar essas dores que já tomou conta de si, resolve elaborar uma pequena relação de nomes, sendo sete o total. E os nomes pertencem a pessoas que, de maneiras diferentes, precisam de alguma ajuda. Entre elas estão um cego pianista (Woody Harrelson) e uma jovem com grave doença que resumirá sua existência (Rosario Dawson, a melhor coisa do filme) com quem Ben terá um forte entrosamento.

Num papel diferente em toda a sua carreira, pois aqui Ben Thomas é totalmente emotivo, Smith até que se dá bem. Mas não consegue segurar como protagonista este “Sete Vidas”, cujo desenrolar é muito exaustivo. Os flashbacks relacionados ao protagonista se fazem muito desnecessários (atento a participação inútil do filhinho de Tom Cruise, Connor Cruise, que interpreta Ben quando ainda era novo) e eles prejudicam por tomar espaço de outros personagens coadjuvantes presentes na história. Mas nada consegue pior do que o clímax do drama, extremamente piegas e menos impactante do que se espera pela previsibilidade presente.

Título Original: Seven Pounds
Ano de Produção: 2008
Direção: Gabriele Muccino
Elenco: Will Smith, Rosario Dawson, Woody Harrelson, Michael Ealy, Barry Pepper, Elpidia Carrillo, Robinne Lee e Connor Cruise.
Nota: 4.5

Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

17 Comentários em Sete Vidas

  1. “Sete Vidas” é um filme forçado demais e MUITO manipulador. O tiro aqui saiu totalmente pela culatra. A única coisa que se salva, no filme, para mim, foi a atuação da Rosario Dawson.

  2. Will Smith vem se metendo em muita roubada ultimamente.
    Primeiro Eu sou a lenda, depois Hancock.
    Não vi À Procura da Felicidade nem esse aqui, mas os comentários que vi não são muito favoráveis.
    E pior que o errado não é ele.

  3. Pra mim o pior filme do ano passado.
    Will Smith e Gabriele Muccino acharem que poderiam repetir o sucesso de A procura da Felicidade (que já não é grande coisa) Isso sim merecia uma framboesa

  4. Acho que o roteiro e o direto pegam pesado demais na tentativa de emocionar e fazem outro filme ao estilo piegas que Hollywood adora. A presença do Smith geralmente salva os filmes do completo fiasco (já que ele é um ator muito carismático), mas nem mesmo sua figura conseguiu levantar os ânimos para esse aqui.
    Nota: 3,0
    Abraço!

  5. exatamente o que a kamila falou… o filme eh muito forçado!

    e ele exagera na tentativa de produzir lagrimas no publico… e não consegue.

    apesar do tudo o will smith tem bons momentos no filme, ao meu ver.

    abs

  6. Depois que me contaram o final, desisti em ver nos cinemas. Mas devo conferir este mês ao chegar em DVD. Não aposto muito, apesar de ter gostado bastante da parceria anterior de Muccino e Smith.

    Ciao!”

  7. Kamila, para mim a única coisa totalmente positiva no filme é a interpretação delicada de Rosario Dawson, tanto que menciono isso entre parênteses.

    Hugo, você não perde muita coisa.

    Pedro, dê uma espiada, mas já alerto que é fácil se decepcionar.

    Ibertson, eu gostei de “Eu Sou a Lenda” e “Hancock”, embora eu considere fitas para lá de irregulares. E eu também não assisti “À Procura da Felicidade”.

    Marcelo, do Gabriele Muccino eu só vi um curta (ou comercial?) estrelado pela Monica Bellucci e este “Sete Vidas”. Ao julgar pelos comentários, o melhor dele deve ser “O Último Beijo”.

    Weiner, é verdade o que você disse. “Eu Sou a Lenda”, por exemplo, só é razoável devido a presença do astro. Abraço!

    Shaun Red, o engraçado é que li muito comentário por aí de pessoas que se emocionaram com o filme. Abraços!

    Brenno, para mim o pôster de “Sete Vidas” é um dos piores do ano passado, rs.

    Robson, quando você assistir ao filme certamente vai falar muito bem dele! Brincadeira! :D

    Wally, o final do filme você já é capaz de deduzir pela primeira cena. Então o sacana que te falou sobre o desfecho não estragou muita surpresa. Abraço!

    Cleber, o problema daqui é o roteiro mesmo. E fico surpreendido por toda a equipe ter embarcado nessa furada.

  8. Mais um q eu gostei e muita gente detestou..rs..
    Bom filme, meio sonolento e devagar, mas pro meu gosto eu achei interessante!
    Minha nota foi 7.0!
    Abs! Diego!

  9. Olá, Alex! Tudo bem?

    Parece que nem a presença de Will Smith no longa rendeu, né? Mas espero vê-lo quando estrear na TV. E também parece ter muita gente competente envolvida neste projeto.

    Beijos! ;)

  10. Diego, acho que não foi só você que gostou do filme. No IMDb ele tem uma ótima média entre as avaliações dos usuários. Abraços!

    Mayara, há talentos em “Sete Vidas”, mas para mim a única pessoa digna de nota é mesmo Rosario Dawson. Beijos!

  11. A história começa devagar, lenta… mas com o tempo, ganha em dinamismo, ritmo e qualidade até chegar ao cume, que é o ótimo desfecho. A produção, formada por Todd Black (O SOL DE CADA MANHÃ), Jason Blumenthal (ALEX E EMMA), James Lassiter (O VIZINHO), Will Smith (HANCOCK) e Steve Tisch (A OUTRA HISTÓRIA AMERICANA), é rica em detalhes e garantiu uma boa técnica ao filme. A imprensão que fica é de SETE VIDAS tem uma equipe harmoniosa, que gerou um resultado natural e com uma beleza sem igual. Uma boa surpresa na telona.

    NOTA (0 a 5): 4,5
    ****

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