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Resenha Crítica | O Dia em que a Terra Parou (2008)

O Dia em que a Terra Parou
Se usássemos a recepção dada ao “O Dia em que a Terra Parou” de Scott Derrickson podemos classificá-lo como uma das refilmagens americanas mais detestadas dos últimos anos. Derrickson mostrou em seu segundo filme, “O Exorcismo de Emily Rose”, que está mais interessado em apresentar uma boa história do que usar mecanismos que tornem o seu pequeno cinema em blockbuster de pouca qualidade. E o roteiro da versão original de “O Dia em que a Terra Parou” de Edmund H. North, que trabalha em um argumento de Harry Bates, confirmam essa sua intenção no comando de um longa. O problema é que você não tem o controle de tudo sendo novo, com dois filmes no curriculum e oitenta milhões de dólares para gastar.

O inexpressivo Klaatu é, na verdade, um alienígena nas formas de Keanu Reeves – mas vamos evitar piadas, okay? – que vem à Terra com uma missão: protegê-la de toda a humanidade. A sua primeira tarefa é reunir todos os líderes globais e confirmar que nós somos os únicos responsáveis pela destruição do planeta e que a única solução encontrada é eliminar todos os seres humanos. Daí entra Helen Benson (Jennifer Connelly), cientista convocada para estudar o comportamento de Klaatu. É ela que passará todo o filme ao lado do alienígena, tentando convencê-lo de que há chances da Terra sobreviver sem a necessidade de eliminar toda a humanidade. O enteado de Helen, Jacob (Jaden Smith, que mais atrapalha do que ajuda), os acompanharão.

A versão de 1951 dirigida por Robert Wise não é necessariamente um filme notável. Na verdade, os seus méritos estão voltados mais ao choque que a história provoca, continuando assustadoramente atual nos dias de hoje, do que por qualquer outro sentido, mesmo considerando também o belo trabalho de design da nave espacial e do alienígena Gort, que na refilmagem foi reduzido a um ser gigantesco computadorizado que não causa impacto algum. Já o filme de Scott Derrickson é inferior, mas continua preservando a premissa com certo vigor. O novo dado acrescentado a história, das esferas que representam o novo dilúvio que está por vir, é um achado. É aquele caso de ficção que poderia ser mais do que é se os produtores não insistissem tanto em captar o caos mundial e mais os vários outros efeitos que o roteiro promissor causariam.

Título Original: The Day the Earth Stood Still
Ano de Produção: 2008
Direção: Scott Derrickson
Elenco: Keanu Reeves, Jennifer Connelly, Jaden Smith, Kathy Bates, Jon Hamm e John Cleese.
Nota: 6.5

23 Comments

  1. Hum… não gosto da forma como este longa foi conduzido, não gosto do desfecho, e acho que o filme, como um todo, pouco cativa e prende a atenção. Lembro que saí do cinema muito decepcionado. Abraço!

  2. Achei essa refilmagem bem vazia. Quero dizer, tem grandes efeitos e tudo mais… Mas parece que não tem história, ritmo ou trama :S

  3. Marcelo Coldfer Marcelo Coldfer

    Acho que vou gostar desse filme sim, e mesmo se não gostar tem a minha musa Jennifer Connely.

  4. Bruno, eu gostei de como as coisas se desenvolvem no filme, mesmo com as ressalvas no meio do caminho. Achei um bom entretenimento. Abraço!

    Matheus, para mim houve história e ritmo. Não o achei vazio.

    Marcelo, o povo falou mal, mas eu gostei da presença da Jennifer Connelly.

  5. Filme extremamente babaca, com situações que beiram o ridículo e um protagonista inexpressivo, como você bem colocou.

  6. Na verdade, eu não sou contra as refilmagens, que fique claro. Acho que um filme como “O Dia em Que a Terra Parou”, de Robert Wise, tem pouquíssimas chances de ser apreciado pelo público de hoje, e trabalhos como o de Derricksoon se encaixam bem melhor aos anseios do povão século XXI. Mas, vamos lá: se o original tinha o encanto da novidade e do espanto, o que esta refilmagem tem senão uma enxurrada de magníficos efeitos especiais?

  7. De certa forma, seu texto até me deixa com uma certa curiosidade para conferir o filme. Mesmo assim, “O Dia Em que a Terra Parou” não está na minha lista de prioridades.

  8. Não sei se é porque gosto muito da versão original e acho completamente desnecessária a idéia de um remake, mas achei esse filme bem fraco! Tem até um visual interessante, mas é pouco…

  9. Com todo a vênia aos fãs, mas ninguém merece Reeves nesse papel, se bem que inexpressivo e Keanu Reeves na mesma frase é redundância mortal.

  10. pois é… o original está longe de ser um grande filme e essa refilmagem até que vale a pena.

    acho q o keanu caiu bem no papel, jah q ele nao precisava (nao devia, na verdade) mostrar muitas expressões faciais, portanto…

    enfim, gostei de uns efeitos especiais, achei q o ET foi mt facilmente convencido e odiei a participação do filho do will smith, pensei q o mulekinho seria uma revelação, jah q ele mandou bem em A Procura da Felicidade, mas aqui…

    Abraço

  11. Olá, Alex! tudo bem?

    Seu texto é um dos únicos que li que fala das qualidades do filme. Parecer ter um visual espetacular. ;)

    Beijos!

  12. Concordo, não tem nada de tão horrivel. Tem seus problemas, mas é um agradável entretenimento inofensivo.

    Nota 6.0

  13. Luan Correia Luan Correia

    Esse, Crepusculo, Borkeback Mountain são os filmes mais tediosos que eu já vi dos u´ltimos tempos ! Sem contar aquele Os Produtores do seu post mais atual lá.

    Sabe, aqueles filmes que vc não aguenta olhar por mais de 10min? Poisé. Ah! e tem O Efeito Borboleta tb. tá dada a dica de filmes com os quais pesno que vc n deveria perder tempo, já que são ricos os posts q vc faz e poderia fazer mais.

    Como a gente tava falando do nosso diretor favorito e como já acusaram ele de copiar Hitchcock( e por vezes até o Argento ele suga), nda mais justo que falarmos de ‘Corpos Ardentes’, do Kasdan ou ‘mamãe é de morte, do John Waters(coincidencia, ambos com a Kathleen Turner-q eu nunca entendi pq ele nunca usou em seus filmes-um brilho de atriz!) pois bem, filmes de diretores q tb aproveitaram a onda dos suspenses do brian pra reealizar seus filmes. Corpos Ardentes com ctz foi feito na onda do Vestida para Matar, mudando apenas a cor do vestido, para branco. e por aí vai…
    ficadica XD

  14. Pedro, mas não dá para exigir um protagonista camaleônico para o papel.

    Weiner, eu também não tenho nada contra refilmagens, mas eu acredito que esta de “O Dia em que a Terra Parou” mostrou a que veio, mesmo não sendo um grande filme.

    Cleber, não acho.

    Vinícius, vi a versão original um dia antes do remake e não gosto muito nem de um e muito menos do outro.

    Gustavo, acho que o povo pega muito pesado com o Keanu Reeves. Ele manda muito bem, por exemplo, em “Velocidade Máxima” e “O Dom da Premonição”. Há ainda a trilogia “Matrix”, naquele raro caso de papel que não cairia bem em outro ator.

    Shaun, crianças são mesmo um inferno! Por isso que sempre aplaudo de pé quando um pirralho é morto em fitas do gênero. E concordo com o que você disse no início do seu comentário, é mesmo um filme que vale a pena. Abraço!

    Mayara, o filme não tem um visual muito espetacular, não. Para falar a verdade, não há nada de espetacular, mas é um programa que vale o aluguel. Beijos!

    Wally, o filme não é tão inofensivo assim, mas não chega a “ferir” quem o vê.

    Luan, agradeço pelas suas palavras. Mas, como cinéfilo, me sinto no dever de ser o mais eclético possível e, assim, ver os filmes que estão disponíveis na minha frente. Daí, se restar tempo eu compartilho a minha opinião aqui neste meu espaço com os visitantes. E eu gosto muito de “Corpos Ardentes” e ainda mais de “Mamãe é de Morte”. Para mim a Kathleen Turner é uma deusa! Mas, na minha opinião, não acredito que ambos os filmes tenham sido realizados por diretores inspirador em Brian De Palma. “Corpos Ardentes” foi filmado quase que simultaneamente com “Vestida Para Matar” e “Mamãe é de Morte” é uma comédia de humor negro que nada me lembra as características do cinema do mestre De Palma. Há um filme recente, do qual todos detestam, que revela muitas, muitas semelhanças com o cinema do Brian De Palma chamado “Eu Sei Quem Me Matou”, com a Lindsay Lohan e Julia Ormond. O filme é praticamente um “As Irmãs Diabólicas” com lances um tanto sobrenaturais. Ficadica! XD

  15. Luan Correia Luan Correia

    Mamãe n lembra mto mesmo, eu acabei me empolgando. mas o diretor tem inspiraçao pros filmes, já o laurence ksdan fez um filme mais tetrico em corpos mesmo. esse ‘eu sei’ espero n ser ruim q nem o ‘menina má’ q eu achei um abuso de tao ruim, roteiro parece ter sido escrito às pressas…vou dar uma espiada, veremos*medo*
    ah! mas tu pode ver de td mesmo. eu mesmo ja me meti em cda barco furado, mas hj bem menos q antes. só queria dizer q eu, particularmente, n resenharia filmes q eu tenha acahdo ruim. apenas faria um paragrafo de alerta pras pessoas..ashasih

  16. Luan Correia Luan Correia

    ps: as irmãs…eu vi esses dias e é bem essa a historia. faz a gente pensar mto!

  17. O primeiro me foi bem melhor, mas tbm ñ é lá grandes coisas, é um bom filme, interessante pra época mas ainda bem atual! nota 7.0!
    Já essa refilmagem foi bem equivocada, ñ gostei muito, mas os efeitos visuais são notáveis de bem feitos, como era de se esperar com a tecnologia de hj em dia. nota 4.0!
    Abs! Diego!

  18. Luan, mas “Meninamá.com” não tem ligação alguma nem com “Eu Sei Quem Me Matou” e muito menos com De Palma. E eu tento escrever o maior número de resenhas possíveis sobre os filmes mais recentes lançados nos cinemas e em DVD. Mas admito que não é sempre que gosto de escrever somente sobre bons filmes. Escrever sobre filmes ruins mantem certo equilíbrio, rs.

    Diego, os efeitos especiais de “O Dia em que a Terra Parou” são ótimos, com exceção do Gort, que achei muito artificial. Só não achei um filme equivocado. Abraços!

  19. Luan Correia Luan Correia

    eu citei menima.com pq esse ‘eu eu sei qm me matou’ sao com jovens atrizes ditas promissoras[?]. e o meninamá me causou nojo, é bem ruim!
    nao nem tamos falando de de palma aqui, nem é post sobre ele
    asuhasuhasuash

  20. Luan, eu só mencionei o Brian De Palma porque você falou sobre ele primeiro, ehehehe. E a Lindsay Lohan era promissora. Depois que se envolveu em confusões pessoais com aquela namorada DJ pirada as coisas naufragaram na sua vida profissional. Mas eu gostei do “Meninamá.com”. Ele só desaponta mesmo no último ato, quando a ação da história é mais física.

  21. Lina Portugal Lina Portugal

    Pois eu gostei muito. Acho que o filme transmite a mensagem clara que a Nova Ordem Mundial não vencerá! Estamos á beira do abismo.

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