Eu, Meu Irmão e a Nossa Namorada

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Peter Hedges só veio a dirigir o seu primeiro longa-metragem em 2003, sendo o filme “Do Jeito Que Ela é”. Antes desse momento, assinou os scripts de “Um Grande Garoto” (pelo qual foi indicado ao Oscar), “O Mapa do Mundo” e “Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador”. E todos esses títulos relevam algo muito parecido com o mais recente “Eu, Meu Irmão e a Nossa Namorada”, que Hedges escreve e dirige, sendo a história envolta de uma estrutura familiar repleta de abalos. Este mais recente filme de Hedges, que tem uma química especial entre Steve Carell e Juliette Binoche, está longe de alcançar toda a emoção do seu filme anterior que contava com Patricia Clarkson e Katie Holmes interpretando, respectivamente, mãe e filha que nunca tiveram uma relação afetuosa, mas alcança pontos elevados graças a sua simpatia e ternura.

Steve Carell expande a sua versatilidade incorporando Dan Burns. Ele é um sujeito que escreve uma coluna de auto-ajuda bem-sucedida para um jornal. Mas ele tem os seus problemas pessoais bem delicados para tentar resolver. Tornou-se viúvo e cria sozinho as três filhas que herdou dessa união, todas bem jovens (interpretadas por Alison Pill, que trabalhou com Hedges em “Do Jeito Que Ela é”, Brittany Robertson e Marleen Lawston). Em um instante vem o convite para todos passarem um final de semana na casa dos pais de Dan (John Mahoney e Dianne Wiest) e será nessa pausa com toda a família que ele passa por crises emocionais a partir de uma coincidência: ele sente uma atração repentina por uma estranha (Juliette Binoche) que logo será apresentado pelo seu irmão (Dane Cook) como Marie, a sua namorada. Mesmo sabendo desse compromisso acontecendo entre Marie e seu irmão, Dan será capaz de evitar os sentimentos por ela que crescem a cada minuto mais e mais?

Enquanto acompanhamos até ver no que isto vai dar Peter Hedges preenche o seu filme com muitos personagens. Mas isto não é um problema. Na verdade, quanto vemos todo o elenco em cena juntos, sendo fazendo exercícios físicos, apresentando quadros com base na própria criatividade ou mesmo na sala de estar conversando enquanto aproveitam uma boa refeição “Eu, Meu Irmão e a Nossa Namorada” atinge os seus melhores momentos, fazendo com que o espectador pareça estar por dentro de todos aqueles entretenimentos familiares. Notem a alegria que o filme consegue transmitir quando John Mahoney e Dianne Wiest estão armando um número cômico e certa melancolia posterior a esta cena onde Steve Carell canta a infalível “Let My Love Open the Door”. Não há dúvidas de que Peter Hedges é um talento nato analisando todos os seus trabalhos, que às vezes apresentam personagens amargurados ou que enfrentam uma fase triste em suas vidas, mas que conquista qualquer espectador com a simplicidade e o carinho com que faz e escreve os seus filmes.

Título Original: Dan in Real Life
Ano de Produção: 2007
Direção: Peter Hedges
Elenco: Steve Carell, Juliette Binoche, Dane Cook, Alison Pill, Brittany Robertson, Marlene Lawston, Dianne Wiest, John Mahoney, Amy Ryan e Emily Blunt.
Nota: 7.5

Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

21 Comentários em Eu, Meu Irmão e a Nossa Namorada

  1. Eu adoro o Carell mas acho que ele se repete demais. Tirando o Michael de The Office, pra mim ele faz sempre o mesmo tipo. Sobre o filme, não curti tanto. Sei que a intenção era fazer um filme alegre e descontraído, mas acabei achando bobo até demais.

    Abraço!

  2. Hahaha eu vi esse filme, achei bem sessão da tarde, mas me divertiu horrores hasuashuashs

    É bem verdade que Carell sempre faz o mesmo tipo tb! Ele em The Office tá tão bem que chega irrita as vezes né? Aquele personagem dele muito pé no saco!!!!

  3. Alex, stranger! Esse filme até que me surpreendeu, não costume ver esse gênero de filme e ele me pegou de surpresa, talvez por isso minha cotação tenha sido um pouco maior do que a sua!

  4. Bruno, já eu acho que ele é muito versátil. Seu desempenho aqui e em, por exemplo, “Pequena Miss Sunshine”. E uma pena que não tenha conseguido se deixar pelo filme. Eu o achei muito simpático.

    Tiago, a química entre eles é uma das melhores coisas do filme.

    Robson, esse filme não me surpreendeu como gostaria por conta do filme anterior do Peter Hedges, qe considero um dos mais maravilhosos que ja vi na minha vida. Mas que bom que foi uma agradável surpresa para você!
    Mandy, infelizmente eu não assisto “The Office”. Aliás, não acompanho nenhum seriado sequer. Assim, não posso concordar ou não com você.

  5. Eu amei esse filme. Foi, inclusive, um dos meus favoritos do ano passado. O que me conquistou nele foi a sua simplicidade, a sua sinceridade. Peter Hedges se mostra um expert no tipo de filme que explora o relacionamento familiar.

  6. Confesso que fiquei bem surpreso com esse filme. Esperava que fosse apenas mais uma comédia qualquer, mas ao final se revelou com uma das histórias mais sinceras do último ano. O Carell está soberbo. E meu Deus, quase todo mundo desse filme está na segunda temporada de “In Treatment”. Ok, exagerei: apenas Wiest, Mahoney e Pill.

  7. Olá Alex!
    Indiquei teu blog para receber o selo “BLOG DE OURO”!
    Acesse o meu e veja lá como funciona, acho q vc já conhece, mas ñ sei se vc já recebeu o selo..rs.. se sim, me fala, q eu mudo a indicação (acho q ñ pode repetir), se ñ, meus parabéns, vc merece!
    Quanto ao filme, achei muito legal e bacana, a sequência q o kra volta pra casa e vê lá a mulher q conheceu são as melhores, com momentos engraçados, adorei o filme, Juliette Binoche e Steve Carrel ficaram bem no par romântico, muito boa química. nota 7.5 tbm!
    Abs! Diego!

  8. Eu curti muito este filme, adorei ver o Steve canmtando “Let My Love Open the Door”… Aliás, nem sabia que este é do mesmo dirteor de O Mapa do Mundo, gosto muito deste também… Vou procurar os outros filmes pra mim ver!

    Adorei o bl0g!

  9. Olá, Alex! Tudo bem?

    Deve saber muito bem o que eu acho do filme, mas digo mais uma vez: filme sincero e muito simpático. Uma grata surpresa no ano que passou!

    Beijos! ;)

  10. Kamila, lembro muito bem do quanto você havia gostado do filme quando assistiu. Ele é mesmo muito simples e modesto.

    Vinícius, notei que o filme surpreendeu a muitas pessoas, embora não tenha me tocado de forma muito especial. E nem me fale de “In Treatment” ou de qualquer outro seriado, pois essas atrações televisivas não anda sendo o meu forte, rs.

    Fernando, sério? Continue procurando que um dia você talvez consiga encontrar em alguma locadora próxima.

    Diego, muitíssimo obrigado! Eu recebi o selo do Vinícius, mas eu aceito a sua menção, caso não opte por selecionar outro blog ao posto, rs. Já sobre “Eu, Meu Irmão e a Nossa Namorada” a dupla Steve Carell e Juliette Binoche conferem uma sintonia singular! Abraços!

    Brenno, o que mais gostei do filme e que até mesmo indiquei na premiação anual no blog é o elenco.

    Matheus, o filme atinge ótimos momentos melancólicos, mas o que vale é o seu humor de qualidade.

    Thiago, na verdade o Peter Hedges é roteirista de “O Mapa do Mundo” e não o diretor. Mas procure sim pelos outros filmes que trazem o nome de Hedges, especialmente “Do Jeito Que Ela é”. Obrigado pela visita!

    Pedro, tu que não é legal, rs. O filme é muito bom! Abraços!

    Mayara, sei sim! E eu espero que o Peter Hedges
    realize mais um filme em breve e que ele também seja recebido com todo esse entusiasmo. Beijos, tudo de bom!

  11. Esse filme é bem legalzinho. Apesar de o retrato da família ser um tanto irreal. Steve Carrell é ótimo.E Binoche também.

    Abraços!

  12. Ciro, por que irreal? Bem, se eu comparar a família do personagem do Carrell com a minha de fato é, rs. E eu fiquei surpreso por ver Juliette Binoche em um filme como este, leve e descontraído. Abraços!

  13. Diego, eu agradeço bastante! Farei o possível para preparar uma postagem sobre o selo no sábado (estarei muito ocupado neste dia, daí aproveito uma hora livre para postar o selo, já que será rápido). Abraço!

  14. Quando um filme tem no elenco Steve Carrel, para mim já é sinal de uma boa comédia, sem exageros nem ridicularizações. Ainda mais quando conta com a participação da excepcional Juliette Binoche, grande atriz francesa, e é até uma surpresa vê-la aqui. Existe uma química muito boa entre os dois e o texto do filme é agradável, além de conter seus momentos de melancolia. Filme engraçado, mas bastante sóbrio. E a dinâmica daquela família também é algo bastante legal.

  15. Rafael, é verdade! Por isso que procuro com prioridade os filmes de Carrell quando o assunto é comédia. E em todos os filmes do Hedges, seja como diretor ou roteirista, há mesmo essa dinâmica familiar.

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