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Resenha Crítica | Frost/Nixon (2008)

Frost/NixonAdaptação da peça teatral de Peter Morgan, “Frost/Nixon” marcou presença na última cerimônia do Oscar com indicações em cinco categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Frank Langella), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Edição. Assim como “Dúvida“, filme que também recebeu cinco nomeações, “Frost/Nixon” saiu de mãos vazias, embora se mostre um filme melhor do que a maioria da concorrência. Frank Langella e Michael Sheen dividiram a cena na peça de Morgan e na versão cinematográfica conduzida por Ron Howard ambos reprisam com maestria os seus papéis.

Michael Sheen incorpora o apresentador britânico David Frost e Frank Langella o ex-presidente Richard Nixon. Encarado somente como um showman, Frost tenta reverter o quadro de sua reputação profissional convidando Nixon para a sua primeira entrevista após a renúncia de 1974, ocorrida pelo caso Watergate, o escândalo político de operações ilegais com os quais esteve envolvido. O ex-presidente aceita a proposta depois de um contrato que o faria filmar algumas horas de entrevistas divididas em quatro dias em troca de uma elevada quantia em dinheiro.

E assim segue-se “Frost/Nixon”, revelando todos os bastidores dessa entrevista que, quando apresentada, conquistou a audiência de milhares de espectadores, que ouviram pela primeira vez após a renúncia Frost declarando a decepção que causou à nação americana. O que valoriza esse acontecimento histórico encenado nos cinemas é que não se trata unicamente de uma fita política, escancarando aos poucos o caráter e vulnerabilidade entre entrevistador e entrevistado em um verdadeiro duelo verbal. O resultado só não é melhor pela ausência de tensão que há em diversas passagens da entrevista. Afinal, o melhor momento de “Frost/Nixon”, quando Nixon surpreende Frost em uma ligação noturna, não se passa em uma sala de estar em frente às câmeras.

Título Original: Frost/Nixon
Ano de Produção: 2008
Direção: Ron Howard
Elenco: Frank Langella, Michael Sheen, Kevin Bacon, Rebecca Hall, Matthew Macfadyen, Sam Rockwell, Oliver Platt e Toby Jones.
Cotação: 3 Stars

14 Comments

  1. Um bom filme, muito bem conduzido pelo diretor de Anjos e Demônios. Boas performances e um roteiro inteligente.

  2. Geralmente não vejo grande coisa na direção do Ron Howard (e nem acho que seja um dos melhores aspectos de “Frost/Nixon”), mas talvez esse seja o melhor filme que já vi do diretor. Bem roteirizado e principalmente atuado, prendeu minha atenção por duas horas…

  3. Cara, eu gostei beeem mais que você… talvez por que esperava bem menos de um filme político e me surpreendi… achei bem agradável!

    9/10

  4. A melhor coisa que Howard fez nos últimos anos. Grande filme.

  5. Olá, Alex! tudo bem?

    Realmente não esperava muita coisa de “Frost/Nixon”, mas realmente me surpreendeu bastante. Ron Howard conseguiu conduzir a história com ótimos dialogos, sem se tornar monotono.

    P.S.: Tem um selo para você lá no blog!

    Beijos! ;)

  6. Filme correto e intrigante, não esperava tanto, já que filmes políticos são geralmente tediosos (salve raras exceçôes), mas o diretor Ron Howard foge disso conduzindo seu filme da melhor maneira possível para que o expectador crie um interesse maior de acompanhar o embate entre entrevistado (Frank Langella – excelente) e entrevistador (Michael Sheen – ótimo), que é o grande lance do filme, tudo graças ao bom e caprichado roteiro. nota 7.5!
    Abs! Diego!

  7. FROST/NIXON é um daqueles filmes que marcam e que com certeza veremos referências futuras, dentro ou fora das telonas.

    SORO: fotografia; atuações; roteiro, produção; direção; maquiagem; figurino; som.

    VENENO: Kevin Bacon pouco explorado.

    NOTA (0 a 5): 4
    ****

  8. Ah, gostei muito mais que você, Alex. Até agora é um dos melhores do ano, o que eu nunca pensei em dizer se tratando de um filme do Howard. hehe Mas tudo é muito bom, destaco principalmente as atuações [Sheen e Langella soberbos! e a edição. Dei nota 9.

    []s!

  9. Acho que Howard poderia ter ido além em certas cenas, mas sua direção é focada, o roteiro instigante e seu elenco, estupendo. Uma obra interesantíssima.

    Nota 8.5

  10. Pedro, você pareceu aqueles anunciantes de estréias por aqui, com este “conduzido pelo diretor de Anjos e Demônios”, rs.

    Vinícius, eu não acho Ron Howard grande coisa também e o filme de fato é envolvente durante as suas duas horas.

    Robson, também não esperava grande coisa. E no fim não é mesmo, embora tenha superado as baixas expectativas que tinha.

    Pedro, pode me bater, mas acho que o meu preferido do diretor dentro do que ele rodou nos últimos anos é “Desaparecidas”, rs…

    Mayara, concordo, embora eu estivesse aguardando por um filme mais tenso. E obrigado pelo selo. Passarei hoje no Apaixonada por Cinema. Beijos, tudo de bom!

    Diego, eu gosto tanto de filmes políticos como gosto de matemática, rs. Mas o embate dos personagens centrais até que rende. Abraços!

    Anderson, também achei que o personagem de Kevin Bacon é pouco explorado pela narrativa. O ator está ótimo e senti que se melhor trabalhado o seu papel seria tão interessante quanto o de Frost e Nixon.

    Jeff, me lembro que você tinha ficado bem surpreso com o filme na época do Oscar. Também me surpreendi um pouco com que vi, mas ele não é um dos meus prediletos deste ano. Abraços!

    Wally, poderia ter ido mais além mesmo, já que, como mencionei na resenha, o confronto verbal entre os personagens não rende sempre a tensão que imaginava ou esperava.

  11. O conceito minimalista desse filme é intrigante. A ideia de duelos verbais também. Quando sair em BD vou assistir.

  12. Gustavo, acredito que seja um filme que você deve apreciar. Comente-o quando assistir.

  13. […] “Entre os Muros da Escola” conquistou, sendo na média o melhor filme do mês. “Frost/Nixon” passou raspando, com 82%. Já o cantor Daniel pode aposentar tanto o seu violão quanto as […]

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