The Spirit – O Filme

The Spirit - O Filme

Mais conhecido pela sua contribuição no universo das histórias em quadrinhos, Frank Miller já havia se aventurado no universo cinematográfico como roteirista (ele escreveu as sequências de “Robocop – O Policial do Fururo) e co-diretor (“Sin City – A Cidade do Pecado”). Como diretor no comando de tudo a oportunidade, no entanto, veio somente agora com “The Spirit – O Filme”. Os quadrinhos de Will Eisner, desenhista americano que faleceu em 2005, é o material adaptado por Frank Miller para o cinema. Antes, “The Spirit” serviu também como base para outra adaptação, esta televisiva, em 1987. Bill Pope (“Homem-Aranha 3“) e Rosario Provenza (“Funcionário do Mês”) são, respectivamente, diretor de fotografia e diretor de arte e cenários e desenvolvem juntos com efeitos especiais uma experiência visual deslumbrante, formidável. Mas um filme depende de outras características para fluir agradavelmente. E o problema de “The Spirit – O Filme” se concentra naquela que jamais deve ser mal desenvolvida: a narrativa.
.
O personagem de Gabriel Macht, o detetive Denny Colt, foi criado por Eisner na década de 1940. O filme inicia com informação acerca de como este homem se tornou o herói Spirit ao voltar do mundo dos mortos. Quando Central City grita por socorro diante do perigo o destemido Spirit impede os crimes que a rondam. Mas o protagonista só confronta um vilão de fato ameaçador quando aparece Octopus (Samuel L. Jackson, em desempenho propositalmente caricatural) que com os serviços de sua assistente Silken Floss (Scarlett Johansson) busca por um misterioso vaso capaz de proporcionar a imortalidade para aquele que resgatá-lo.

Assim como visto em “Sin City – A Cidade do Pecado”, “The Spirit – O Filme” recheia todos os espaços com femmes fatales, detetives, mistérios, jogo de sombras, narração em off, entre outros elementos que remetem ao film noir. Frank Miller tem sintonia com cada um desses pontos, mas os costuram em uma história que resulta em exaustão. Há também algumas situações e personagens que incomodam. O primeiro encontro entre Spirit e Octopus exagera no ridículo e os clones Ethos, Logos e Pathos, todos incorporados pelo ator Louis Lombardi, irritam. Vale lembrar que “The Spirit – O Filme” não é um “Sin City – A Cidade do Pecado”, mas se Miller tivesse contado com o auxílio de uma pessoa mais experiente em cinema, como aconteceu na sua parceria com Robert Rodriguez, teria recebido algum mérito por mais uma obra-prima.

Título Original: The Spirit
Ano de Produção: 2008
Direção: Frank Miller
Elenco: Gabriel Macht, Samuel L. Jackson, Eva Mendes, Scarlett Johansson, Sarah Paulson, Jaime King, Dan Lauria, Eric Balfour, Louis Lombardi e Paz Vega.
Nota: 6.0

Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

21 Comentários em The Spirit – O Filme

  1. “The Spirit” é a maior prova de como a falta de um roteiro pode em muito prejudicar o resultado de um filme. O visual até que é bonito, mas todo o resto é tão vazio que chega a ser constrangedor.

  2. “Exagero” e “ridículo” eram elementos que já transpareciam bem no trailer. Francamente, por mais que se trate do autor de “Sin City”, a produção parece equivocada demais desde o marketing.

  3. Não tenho muita vontade de assistir esse “The Spirit”, porque quase todos os textos que li diziam que o roteiro era ruim e que o maior problema era o que vc apontou: a própria narrativa. Por conta disso me sinto bastante desestimulado pra conferir esse longa, mas quem sabe até o final do ano eu não encaro?

    Ah, vi naquela sessão sua “Último filme conferido” que vc assistiu o “Tinha que Ser Você”. Gostou? Vai escrever sobre ele? Eu gostei bastante! Mesmo sendo evidente que ele bebe da fonte de “Antes do Amanhecer”, o achei muito bem conduzido, com excelentes atuações de Dustin Hoffman e Emma Thompson. Ficarei aguardando uma resenha sua, viu?! hehe.

    Abraço!

  4. Definitivamente, uma das maiores bombas hollywoodianas da última década. A ser classificado no mesmo grupo que produções como Motoqueiro Fantasma, O dia em que a terra parou e A Dama na Água. Totalmente dispensável!

  5. Gustavo, o trailer que vi de “The Spirit” para mim é demais. Esperava achar o mesmo do filme, mas no fim das contas é um longa somente médio.

    Mayara, compreendo. Mas ainda acho que é um filme que vale a pena pelo seu incrível trabalho técnico de cenários e cores. Beijos, tudo de bom!

    Bruno, um filme que não trás a sua própria narrativa como ponto forte é mesmo um problema. Mas é uma experiência que sugiro, embora não seja muito boa. E eu gostei de “Tinha que Ser Você” e com certeza uma resenha sobre ele será publicada em breve. Nem vale falar do Dustin Hoffman e da Emma Thompson, pois eles já são sensacionais por natureza, mas gostei bastante do texto. A minha queixa é o desfecho. Os personagens mereciam um desfecho cujo encanto estivesse a altura deles. Abraço!

    Roberto, nem sabia dessa informação em relação dos produtores da fita. Mas eu gosto de “A Dama na Água”! :-)

  6. Achei horrível. Um dos piores filmes que vi esse ano. Nada consegue agradar – exceto Eva Mendes que está linda e a melhor em cena, incrivelmente.

    Enfim, The Spirit não consegue emplacar nem mesmo como diversão!

  7. Diego, eu gostei bastante do elenco feminino, mas entre as atrizes acredito que gostei mais da Scarlett Johansson, embora ela já estivesse em dias melhores. E que pena que você não se divertiu, pois eu consegui, ainda que moderadamente.

  8. Olá Alex, tbm comentei esse no meu blog, vi no cinema e achei divertido, tô contigo nessa, como passatempo valeu, o filme é longe de ser comparável com o excelente Sin City q adorei, mas tbm ñ é esse lixo todo q dizem, o Samuel tá tão ridículo q chega a ser hilária a atuação forçada dele..rs..e o q dizer da mulherada, pra mim a Eva Mendes roubou a cena, deixando a Scarlett (desperdiçada) em segundo plano, e ainda tem a Paz Vega, outra deusa, a nível de mulher, o filme é nota 10..hehe..faltou uma história melhor, mas achei q o Gabriel Macht mandou bem no personagem título. nota 5.5!
    Abs! Diego!

  9. Diego, acho que a decepção do filme diante do público bem mesmo dessa semelhança que ele acaba tendo com “Sin City – A Cidade do Pecado”, que para mim é a última obra-prima do gênero ação e a melhor adaptação de quadrinhos que já vi nos cinemas. E se for avaliar pelo time feminino a frente do longa a nota é mesmo dez, rs. Gabriel Macht foi muito criticado, mas não achei que ele comprometeu. Abraços!

  10. menino, odiei esse filme, chegou 1 hora q eu comecei a adiantar, que lixoooo!

    Adorei o novo layout, Kablue é 1 excelente filme. Vc já viu sunshine cleaning? Tb adorei!

  11. Mandy, pena você ter odiado. “Kabluey” é um filme excelente e os americanos deveriam detonar uma bomba em nosso país só pelo fato dele não ter sido lançado aqui ainda. E eu já vi “Sunshine Cleaning” e detestei!

Comente

Follow

Get every new post on this blog delivered to your Inbox.

Join other followers: