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Há tempos o diretor ganhador de três Oscars Oliver Stone não é capaz de moldar uma obra digna de importância. Com o documentário “South of the Border” causando reações negativas por retratar como herói o atual Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e as filmagens de “Wall Street 2: Money Never Sleeps” engrenando para lançamento em fevereiro do próximo ano, Stone tem como trabalho mais recente “W.”, cinebiografia dramática sobre George Walker Bush exibida em salas americanas quando o mesmo estava dando os seus útlimos passos como Presidente com o fim de seu segundo mandato.

O retrato trata de nos apresentar George W. Bush desde a sua juventude. É nela onde testemunhamos uma figura inconsequente que sempre viveu à sombra de seu pai político George (James Cromwell). Por conta disto, o que vem a seguir é a evolução de um indivíduo que rejeita tudo aquilo que considerava os grandes prazeres da vida (drogas, álcool, paqueras, distância do ensino superior) para ser tão bem-sucedido quanto o seu pai. As consequências são o casamento com Laura (Elizabeth Banks), a disputa pela candidatura na Câmara dos Representantes, o trabalho na indústria de petróleo durante a década de 1980, o envolvimento na campanha presidencial de George (do qual saiu vitorioso) e finalmente a sua candidatura como Presidente dos EUA no início desta década.

Oliver Stone circula a sua câmera por toda essa trajetória, focando mais um ser humano com todas as suas imperfeições e sempre influenciado pelos integrantes de seu gabinete do que os fatos originados de seu governo, como a campanha militar vinda após os ataques terroristas de 11 de Setembro. Se distanciando desta realidade (ou de várias outras) que poderia muito bem criar polêmica no cinema em troca de uma abordagem “justa e fiel”, Stone nem parece merecer mais aquele título concebido pela imprensa e público de diretor americano mais político já existente. O grande elenco, com destaque para Josh Brolin (muito melhor do que em seu superestimado desempenho em “Milk – A Voz da Igualdade“) e uma irreconhecível Thandie Newton (incorporando a Condoleezza Rice), ao menos trás alguns méritos à fita.

Título Original: W.
Ano de Produção: 2008
Direção: Oliver Stone
Elenco: Josh Brolin, Elizabeth Banks, James Cromwell, Ellen Burstyn, Toby Jones, Dennis Boutsikaris, Jeffrey Wright, Thandie Newton, Scott Glenn, Richard Dreyfuss, Colin Hanks, Bruce McGill, Jesse Bradford, Marley Shelton, Jason Ritter, Noah Wyle e Ioan Gruffudd.
Nota: 5.0

Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

8 Comentários em W.

  1. Voltou, meu querido? Que bom!
    Sobre “W”, achei simplesmente horrível. Direção falha,atuações grosseiras e roteiro confuso e acelerado. Para mim, até o momento, é o pior filme de 2009!
    Abraços!

  2. Luciano, este não foi um filme que assisti com muito ânimo. E você tinha razão. Acho que só precisava de mais uma pausa, mesmo. Abraço!

    Bruno, eu já acessei e comentei no seu endereço, mas por conta do meu sumiço acabei não passando mais por lá. Em breve irei conferir as suas novidades. Abraço!

    Kau, nem se pode dizer que é “muito barulho por nada”, pois nem barulho o Oliver Stone conseguiu fazer desta vez. Abraços!

    Weiner, agora vamos ver se as coisas voltam a engrenar. Já “W.” não considero o pior ou um dos piores filmes do ano, mas é uma obra repleta de falhas. Abraços!

  3. Você voltou???? Que bom! Bem vindo de volta!

    Sobre o filme, a premissa não me interessa, por ser a história do homem que mais encheu o saco na atualidade. Mas tenho curiosidade em ver a atuação de Josh Brolin.

    Beijos! ;)

  4. Mayara, muito obrigado pelas boas vindas. E é muito curioso o desempenho de Brolin, pois se trata de um novo patamar alcançado por um ator que outrora nunca havia demonstrado o seu próprio talento. Beijos.

    Wally, acredito que você pode ficar irritado, pois no meu ponto de vista “W.” faz de seu personagem mais uma vítima do que qualquer outra coisa.

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