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Resenha Crítica | Verônica (2008)

Verônica
Ficou famoso o roteiro de John Cassavetes onde uma mulher protege até as últimas consequências o garoto que pertence a uma família assassinada por gangters. A descrição pertence ao filme “Glória”, rodado pelo próprio Cassavetes em 1980. A mesma premissa foi atualizada nas mãos de Sidney Lumet em 1999 com Sharon Stone vivendo Glória. Já o cineasta brasileiro Maurício Farias (reconhecido pelo sucesso de “A Grande Família – O Filme“) parece fazer a sua versão brasileira de “Glória”, pois “Verônica” conta também com um argumento quase idêntico. E enquanto Cassavetes tinha escalado Gena Rowlands, sua esposa, como protagonista, aqui Farias conta com Andréa Beltrão, com quem é casado desde 1994.

Sempre extraordinária, Beltrão alcança como Verônica uma nova plataforma à sua bem-sucedida carreira como atriz, estando a frente de um filme como poucas vezes aconteceu anteriormente. A personagem-título é uma mulher que há vinte anos leciona em escola da rede municipal. Depois de mais um dia frustrante de trabalho, ela se oferece para levar Leandro (Matheus de Sá) até a sua residência, pois os pais do aluno ainda não compareceram ao local para retirá-lo. Verônica se surpreende ao saber que eles foram assassinados por traficantes e resta somente a ela protegê-lo, já que ele também está jurado de morte por portar um Pen Drive com informações sigilosas, como vídeos de traficantes negociando com policiais corruptos. Ela tenta contar com a ajuda de Paulo (Marco Ricca), policial e seu ex-marido, embora ele trabalhe com os mesmos profissionais visualizados nos arquivos em poder de Leandro.

Se o filme já ganha por ser um thiller repleto de sequências de perseguições e fugas bem tensas, ele acaba adquirindo ainda mais valor por narrar tão bem a vida solitária e com poucas perspectivas de sua personagem, já que se manisfesta de forma bem verdadeira a relação quase de mãe e filho entre Verônica e Leandro. Tudo só é um pouco prejudicado pelas descartáveis passagens envolvendo os pais de Verônica. Fora isso, Maurício Farias mostra que amadureceu muito diante de suas realizações anteriores, reproduzindo com firmeza e habilidade o sórdido clima urbano do Rio de Janeiro.

Título Original: Verônica
Ano de Produção: 2008
Direção: Maurício Farias
Elenco: Andréa Beltrão, Matheus de Sá, Marco Ricca, Giulio Lopes, Patrícia Selonik, Flávio Migliaccio, Camila Amado, Thogun e Ailton Graça.
Nota: 7.5

13 Comments

  1. Oi Alex também já coloquei seu o link do seu blog no meu!!
    E passa no meu blog deixei um selo para você passa lá e parabéns!!!!!!!!!!!

  2. Ricardo, agradeço a você tanto pelo link quanto pelo selo, no qual devo realizar uma postagem em breve. Muito obrigado!

  3. O filme deve valer mesmo pela Andréa Beltrão e suas comparações a “Glória”, que ainda não vi a versão do Cassavetes.

    Beijos! ;)

  4. Tbm gostei dessa versão nacional do filme do Cassavetes, Andreia Beltrão tá perfeita na luta travada em defesa do garoto jurado de morte. nota 6.5!
    Ah, tem mais selo pra vc no meu blog, acho q vc ñ tem o selo “Blog Dorado”, depois passa lá e vê!
    Abs! Diego!

  5. Mayara, posso ser franco? Comparando o filme do Maurício Farias com o do John Cassavetes eu ficaria sem pensar duas vezes com o do primeiro. Beijos.

    Diego, o filme de Cassavetes está longe de ser uma maravilha (com exceção somente do grande desempenho da Gena Howlands, claro) e é de se ficar surpreso por um longa poder ter oferecido tanto diante de um material que não funcionou totalmente bem em suas duas encarnações anteriores. E essa chuva de selos está me deixando totalmente feliz. Ainda não havia recebido o selo “Blog Dourado” e agradeço de coração pela lembrança! Abraços.

  6. Ainda não vi Veronica, mas quando conferir comento contigo! abs

  7. Já eu acho a Beltrão muito preguiçosa. Apegada ais macetes das produções da globo como a maioria dos atores tupiniquins. Mas não vi o filme. Abs!

  8. Excelente seu espaço. Muitíssimo bem escrito, muitissimo bem pensado e com layout excelente também. Aos pouquinhos vou tentar me aproximar da excelencia que seu blog chegou. Novamente parabéns.

  9. Marcelo Coldfer Marcelo Coldfer

    Não curti muito esse filme não. Acho Andréa Beltrão mulher de um papel só na TV e cinema, e a história da criminalidade do Rio pra mim já está fadada. Pequeno Dicionário Amoroso sim, é um filme legalzinho de ver com ela.

  10. OI Alex sou eu denovo
    Já ganhei outro selo e te indico também!
    Você merece!!!
    ABRAÇO
    Passe lá e já garanta o outro!!!

  11. Ainda não me encontro em condições adequadas para assistir “Verônica”. Preciso, primeiro, sepultar um caminhão de preconceito, já que este tipo de produção brasileira dificilmente me encanta. Mas, por outro lado, adoro a Andrea Beltrão.
    Abraços!

  12. Eu me surpreendi com o filme, pensei que fosse pavoroso, mas é bastante competente. Sobretudo por Andréa Beltrão, que tem mostrado uma versatilidade e talento maior do que eu imaginava que tivesse.

    []s!

  13. Cristiano, comente sim! Abraços.

    Bruno, discordo totalmente. Basta ver o histórico de Andréa Beltrão para testemunhar uma das mais fascinantes atrizes de nosso país. Abraços.

    Alexandre, agradeço pelas suas adoráveis palavras. Fiz uma rápida visita em seu endereço e gostei muito do conteúdo. O head é outro show a parte. Obrigado mais uma vez.

    Marcelo, discordo do seu comentário. A Andréa Beltrão é uma atriz versátil tanto na tevê quanto no cinema. Embora ela pareça ter uma preferência maior por papéis cômicos (no teatro também foi assim, a exemplo da montagem de “A Dona da História”) aos poucos ela vem conquistando amplo espaço para o seu talento dramático. Foi assim com “Jogo de Cena”, este “Verônica” e provavelmente será com “Salve Geral”. E o conteúdo criminal pode até estar batido, mas no filme a abordagem ganha novo frescor.

    Ricardo, muitíssimo obrigado pelo mais novo selo! Estive bem ocupado nos últimos dias, mas garanto que em breve passarei em seu endereço. Abraço.

    Weiner, acredito que não há como assistir “Verônica” com preconceito a não ser aquele que fica evidente entre o “Glória” de John Cassavetes. E que bom que adora a Andréa Beltrão, bem-vindo ao clube! Abraços.

    Jeff, me recordo quando você mencionou ter ficado surpreendido positivamente com o filme, o que foi muito bom. E a Andréa Beltrão está demais no filme. Fico feliz que ela esteja mais ativa no cinema – e agora como protagonista. Abraços.

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