Resenha Crítica | Garota Infernal (2009)

Garota InfernalFamosa mundialmente pelo seu descolado texto de “Juno”, vencedor do Oscar de melhor roteiro original, Diablo Cody virou um dos nomes mais comentados nos últimos dois anos. Afinal, a jovem americana de trinta e um anos traçou rumos bem diferentes antes de se envolver com a escrita de roteiros para cinema e tevê (ela assina os episódios de “United States of Tara”, seriado que trás Toni Collette como protagonista), como os trabalhos de stripper e atendente de telessexo.

“Garota Infernal”, um terror independente registrado como o seu segundo script para cinema, a voluptuosa Jennifer (Megan Fox) é a melhor amiga de Needy (Amanda Seyfried), que representa o estereótipo de nerd mal arrumada. Mesmo que essas jovens nada tem a ver uma com a outra elas sempre estão juntas, como em um momento crucial para a mudança da vida nada complicada que elas levavam. Jennifer é seduzida pelo vocalista de um grupo emo (Adam Brody) fazendo com que ela caia direitinho como oferenda de um ritual satânico, já que a banda busca o sucesso absoluto. O problema é que para o sacrifício ser bem-sucedido era necessário uma jovem virgem, o que Jennifer certamente não é, retornando ao colégio em busca de garotos para devorar. Literalmente. Caso ela resista a essa tentação, a sua aparência começa a ficar envelhecida.

Diablo Cody, que aparentemente é bem antenada no universo teen, faz o possível para tornar “Garota Infernal” um filme tão autêntico e cultuado quanto “Juno”. Com isso, contou com os auxílios da diretora Karyn Kusama, que se mostrou imaginativa nas sequências de ação na adaptação para cinema da animação “Æon Flux”. O resultado, mesmo assim, não passa de uma reciclagem dos atraentes elementos de “Possuída”, uma produção de 2000 comandada por John Fawcett no Canadá. A relação entre as amigas Jennifer e Needy é praticamente o mesmo das irmãs Fitzgerald. Até os créditos finais de “Garota Infernal”, com uma montagem realizada através de capturas de imagens, é o mesmo da sequência de créditos iniciais da produção que se inspira em lendas de lobisomens. Desse jeito, o filme nem vai valer para aqueles que desejam ver Megan Fox se insinuando de forma abestalhada na tela.

Título Original: Jennifer’s Body
Ano de Produção: 2009
Direção: Karyn Kusama
Elenco: Megan Fox, Amanda Seyfried, Johnny Simmons, Adam Brody, Sal Cortez, Ryan Levine, Juan Riedinger, Colin Askey, Chris Pratt, Kyle Gallner, Josh Emerson e J.K. Simmons

Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

12 Comentários em Resenha Crítica | Garota Infernal (2009)

  1. Tenho mais curiosidade de ver esse filme por causa da Diablo Cody, quero ver como ela se seguiu depois de “Juno”. Mas, consciente de que este filme não tem arrebanhado boas críticas.

  2. É verdade que Diablo tentou dá um ar meio ‘pop’ para esse filme, e em certos momentos e certas citações eu achei super pertinente e até bem legais. Mas o londa perde sua força na Megan, que parece ter como único elogio a beleza (e QUE beleza!), mas em talentos…Seyfried sim dá mais um show, eu gosto bastante de todos os seus filmes.

  3. – Kamila, também estava com curiosidade enquanto ao roteiro, que se revelou um bom banho de água fria.
    – Luis, há um tempo atrás eu detestava a Megan Fox por conta dos depoimentos infantis dela para a imprensa, mas até que peguei simpatia pela moça pela sua sinceridade enquanto ao seu trabalho, já que ela disse ter ficado com receios enquanto a sua performance em “Garota Infernal”, que de fato não é boa.
    – Brenno, eu também tenho certa antipatia. Mas não é um trabalho tão ruim quanto eu esperava.

  4. Quem diria que a diretora novata do então elogiado GIRLFIGHT teria que viver de produções como essa. É a vida! Ao menos você diz que ela não faz um mau trabalho aí.
    Bem, Alex, como Fox me repugna, acho que vou ignorar a fita.

  5. Mesmo tendo a mão de Diablo Cody no roteiro, não tenho vontade de ver este filme mas acho a música que o Panic! At the Disco fez para o filme legalzinha, rsrsrs.

    Beijos! ;)

  6. – Gustavo, de fato, é a vida! Infelizmente, como se sabe, as mulheres cineastas ainda não possuem o espaço merecido no cinema e resta a elas tentarem mostrar as suas habilidades em produções menores. E até que não estou odiando a Megan Fox como antes.
    – Mayara, não reparei muito na trilha-sonora de “Garota Infernal”. Vou fazer uma busca pela faixa que você informa. Beijos.
    – Wally, pelo que notei em seu Twitter, parece que você gostou do filme.

  7. Quando eu vii o clip do Panic! At the Disco fez, eu fiqeii louca paraa ver o filmee, aii eu resolvii ver o trailer e fiqeii desesperada paraa ver logoo o fiilme. Fiqeii pertuubando a viida do meeu cunhaado para ele baiixar pra miim ver, ai onteem ele baixouu e trouxe pra mim e miinhas amigas vermos [/fiqeitããofeliz
    E eu me apaishooneii por esse filme do msm jeiito qe fiiqei por “Lua Nova e Crepusculo”, pq tbm euu gostoo de coiisas assim, saabe. E pra qeem nãão viu, eu recomendo veer. Esse fiilme é simplismente perfõõ, e o cliip tbm.
    -Brenno, eu tbm nãão gostavaa della, maas qaando vii o fiilme mudeii a miinha opniãão sobre ela

  8. – Isabella, sério que você ficou “apaishoonada” pelo filme? E Megan Fox precisa malhar muito para obter o meu respeito. A moça até tem potencial, mas precisa se arriscar em filmes mais promissores.

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