A Saga Crepúsculo: Lua Nova

A Saga Crepúsculo: Lua NovaAntes do lançamento de “Crepúsculo” nos cinemas, os romances desta saga escrita por Stephenie Meyer foi um discreto sucesso, sendo adquirido por meros curiosos em relação da adaptação para cinema ou mesmo fãs de contos protagonizados por vampiros e até mesmo lobisomens. Uma semana com o filme em exibição foi o suficiente para que as garotas sonhassem ser Bella (Kristen Stewart) e ter um príncipe vampiro como Edward Cullen (Robert Pattinson) para protagonizarem um final feliz. Apesar do romance açúcarado até dizer chega, a cineasta Catherine Hardwicke, que é bem antenada ao universo jovem como bem comprovado nos ótimos “Aos Treze” e “Os Reis de Dogtown”, fez um trabalho interessante. Ao contrário de de Chris Weitz, o diretor do segundo episódio da “Saga Crepúsculo”, “Lua Nova”.

Praticamente coadjuvante, Robert Pattinson cede a vez para Taylor Lautner ter os seus momentos como Jacob Black. É para os braços desse que Bella corre quando leva um ótimo fora de Edward, já que o vampiro galenteador assegura que foi uma decisão tomada para o bem da garota que se revela perturbada nas inúmeras noites mal dormidas. E haja tímpanos para aturar tantos gritos histéricos! O que ela não sabe é que Jacob é um lobisomem, típico inimigo dos sanguessugas. Com mais de duas horas de metragem, o episódio só ganha fôlego lá para o segundo round, quando o encontro com os Volturi está próximo de ser selado, uma família real de vampiros de vive em Volterra, Itália.

O grande mal desse “Lua Nova” é converter em desastre aquela que era a qualidade de “Crepúsculo”, sendo o retrato modesto em tons fantásticos que realiza do surgimento do amor na vida adolescente e o quanto essa fase é tão conturbada. Sem o manejo que Catherine Hardwicke tem neste sentido, Chris Weitz dá continuidade a narrativa de forma para lá de irritante. Ser bombardeado com românticas frases de efeito como “O mundo não possui nenhum interesse para mim sem você” é o mais puro presente de grego. Talvez o único instante que possa ser registrado na memória é a impactante aparição de Victoria, vivida de forma marcante por Rachelle Lefevre e que infelizmente será substituída por Bryce Dallas Howard na próxima aventura. Nem dá para aguardar com ansiedade “Eclipse”, mesmo sendo considerado o melhor dos livros da “Saga Crepúsculo”.

Título Original: The Twilight Saga: New Moon
Ano de Produção: 2009
Direção: Chris Weitz
Elenco: Kristen Stewart, Taylor Lautner, Robert Pattinson, Billy Burke, Ashley Greene, Anna Kendrick, Christian Serratos, Michael Welch, Justin Chon, Jackson Rathbone, Cam Gigandet, Michael Sheen, Jamie Campbell Bower, Christopher Heyerdahl, Peter Facinelli, Daniel Cudmore, Charlie Bewley, Rachelle Lefevre, Elizabeth Reaser, Kellan Lutz, Nikki Reed, Gil Birmingham, Dakota Fanning e Cameron Bright.
Cotação: 2 Stars

Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

6 Comentários em A Saga Crepúsculo: Lua Nova

  1. – Diego, eu saí da sala de cinema bem decepcionado, pois gostei bastante de “Crepúsculo”. E o Chris Weitz, que tem cara de camundongo, fez “Um Grande Garoto”, que considero um ótimo filme. E o Robert Pattinson… bem, ele não tem muito o que fazer aqui.

  2. Crepúsculo eu simplesmente não consegui passar dos 20 minutos e esse eu passo longe, por mais que dê vontade de dar uma conferida por sua badalação, mas eu resisto, quando penso que tenho algo melhor para assistir.

    Abraços e não sabia que tinha mudado de endereço. Eu tava sempre visitando o endereço anterior, até que reencontrei por aqui. Parabéns pelo espaço.

  3. Apesar de não ter achado grande coisa, gostei do filme. Possui válidos atributos e entretem de forma leviana mas admirável. O roteiro é trágico, porém.

    [***]

  4. – Alyson, já eu acredito que “Crepúsculo” é um filme que vale a pena. Depois da meia hora as coisas ficam mais interessantes. E muito obrigado. Tenho que fazer algum esquema de redirecionamento enquanto ao Cine Resenhas anterior. Abraços.
    – Cineclube01, também gostei muito do seu espaço no que se diz respeito ao layout. Lerei suas postagens em breve e confirmarei a parceria conforme você solicitou. Abraços.
    – Wally, o senhor consegue considerar válido um filme cujo roteiro é trágico? Eu não.

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  1. Uma Vida Melhor | Cine Resenhas

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