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Resenha Crítica | Vitus (2006)

VitusO veterano Fredi M. Murer é um cineasta nada conhecido entre os americanos e especialmente entre os brasileiros, tendo realizado longas e documentários nunca lançados por aqui. O drama com pitadas cômicas “Vitus”, uma produção de 2006, reverte um pouco o quadro, tendo vida discreta em circuito alternativo. Ele também trás uma história que merece ser conferida.

Trata-se de um menino de seis anos chamado Vitus, nesta fase interpretado por Fabrizio Borsani. Ele é o extremo de garoto prodígio, tocando Mozart, Bach e Schumann como poucos adultos conseguiriam e dotado de uma inteligência fora do comum. Porém, o nosso protagonista chega aos doze anos (agora encarnado por Teo Gheorghiu) triste em ver que os seus talentos afastam ao invés de atrair amigos. Assim, ele acaba simulando voo em plena madrugada de seu quarto localizado no último andar de sua casa com acessórios de piloto, resultando em uma queda que, com a batida de sua cabeça, o faz perder todas as notáveis habilidades, para desespero de seus pais (papéis de Julika Jenkins e Urs Jucker).

Com as câmeras de Fredi M. Murer destacando mais esse momento, vemos o personagem finalmente descobrindo alguns prazeres da vida que cabem na sua idade através de seu avô conselheiro (o sempre competente Bruno Ganz), como a amizade e o amor (Vitus é apaixonado por sua antiga babá, que tem quase o dobro de sua idade). Pena que a impressão que se cria com este ato do filme é que é a antipatia de Vitus que afasta as pessoas que ele deseja estarem ao seu redor, e não propriamente os seus dons. Trata-se de um personagem que se torna muito chato com a qual dificilmente o público passará a se identificar, o que prejudica a moral de que o amadurecimento deve seguir o seu curso natural.

Título Original: Vitus
Ano de Produção: 2006
Direção: Fredi M. Murer
Elenco: Teo Gheorghiu, Fabrizio Borsani, Julika Jenkins, Urs Jucker, Tamara Scarpellini, Kristina Lykowa. Eleni Haupt e Bruno Ganz.
Cotação: 3 Stars

3 Comments

  1. Realmente nada conhecido, porq, pelo menos eu, não sei nada sobre Fredi M. Murer. E nem sabia da existência desse filme. Bem, vou pesquisar mais… :)

  2. Gosto muito deste tipo de premissa, ainda mais com música clássica, rsrsrs. Vou procurar este filme…

    Beijos! ;)

  3. Alex Gonçalves Alex Gonçalves

    – Rafael, eu também não conhecia o cineasta, só passei a conhecê-lo mesmo com este “Vitus”.

    – Mayara, posso lhe garantir que a trilha-sonora de “Vitus” é um deleite. Beijos!

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