Se Beber, Não Case

O diretor americano Todd Phillips tem uma filmografia com comédias que não fizeram feio nas bilheterias. Porém, com exceção da divertida adaptação “Starsky & Hutch – Justiça em Dobro”, nada do que foi feito é digno de qualquer relevância. Com essa baixa, Todd Phillips talvez tenha se empenhado um pouco mais ao realizar “Se Beber, Não Case”. E a moral do sujeito foi às alturas com a vitória na última edição do Globo de Ouro, cuja cerimônia de entrega de prêmios prestigiou mais as cifras obtidas pelos títulos indicados do que a qualidade artística, como bem comprova “Se Beber, Não Case”.
O início da história é a mesma já vista dezenas de vezes. Quarteto de grandes amigos vai comemorar a despedida de solteiro de um deles, Doug Billings (Justin Bartha), em Las Vegas. Depois da primeira noite de bebedeira, o dia seguinte vem com o desaparecimento do noivo. Agora um trio, Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms) e Alan (Zach Galifianakis), que não se lembram de absolutamente nada do que aconteceu, tentarão juntar as mórbidas peças do quebra-cabeça, entre elas um bebê, um tigre, uma galinha, um dente quebrado de Stu, um carro de polícia, entre outros.
A comédia tenta ser original através desse aspecto “misterioso” do roteiro, que só se tornará claro quando os protagonistas descobrirem a origem de cada uma das pistas que levarão a encontrar Doug. Mas isto nem deve ser levado em consideração, pois o que faz de “Se Beber, Não Case” um trabalho moderadamente eficaz é o seu elenco. Os atores centrais, especialmente Ed Helms (que fez uma participação divertida em “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, interpretando o sujeito que persegue a protagonista de Isla Fischer), dão conta do recado, se desviando muitas vezes do humor vulgar. Alguns coadjuvantes também merecem destaque, como Mike Tyson interpretando ele mesmo e o impagável Ken Jeong, que faz aqui um vilão bem afetado. Contudo, o mesmo não pode ser dito de Heather Graham, que faz aqui uma garota de programa. A atriz deveria arrumar um novo emprego tamanho número de escolhas (e interpretações) ruins.Título Original: The Hangover
Ano de Produção: 2009
Direção: Todd Phillips
Elenco: Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Justin Bartha, Heather Graham, Sasha Barrese, Jeffrey Tambor, Ken Jeong, Rachael Harris, Mike Epps, Todd Phillips e Mike Tyson.
Cotação:

Se Beber, Não CaseO diretor americano Todd Phillips tem uma filmografia com comédias que não fizeram feio nas bilheterias. Porém, com exceção da divertida adaptação “Starsky & Hutch – Justiça em Dobro”, nada do que foi feito é digno de qualquer relevância. Com essa baixa, Todd Phillips talvez tenha se empenhado um pouco mais ao realizar “Se Beber, Não Case”. E a moral do sujeito foi às alturas com a vitória na última edição do Globo de Ouro, cuja cerimônia de entrega de prêmios prestigiou mais as cifras obtidas pelos títulos indicados do que a qualidade artística, como bem comprova “Se Beber, Não Case”.

O início da história é a mesma já vista dezenas de vezes. Quarteto de grandes amigos vai comemorar a despedida de solteiro de um deles, Doug Billings (Justin Bartha), em Las Vegas. Depois da primeira noite de bebedeira, o dia seguinte vem com o desaparecimento do noivo. Agora um trio, Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms) e Alan (Zach Galifianakis), que não se lembram de absolutamente nada do que aconteceu, tentarão juntar as mórbidas peças do quebra-cabeça, entre elas um bebê, um tigre, uma galinha, um dente quebrado de Stu, um carro de polícia, entre outros.

A comédia tenta ser original através desse aspecto “misterioso” do roteiro, que só se tornará claro quando os protagonistas descobrirem a origem de cada uma das pistas que levarão a encontrar Doug. Mas isto nem deve ser levado em consideração, pois o que faz de “Se Beber, Não Case” um trabalho moderadamente eficaz é o seu elenco. Os atores centrais, especialmente Ed Helms (que fez uma participação divertida em “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom“), dão conta do recado, se desviando muitas vezes do humor vulgar. Alguns coadjuvantes também merecem destaque, como Mike Tyson interpretando ele mesmo e o impagável Ken Jeong, que faz aqui um vilão bem afetado. Contudo, o mesmo não pode ser dito de Heather Graham, que faz aqui uma garota de programa. A atriz deveria arrumar um novo emprego tamanho número de escolhas (e interpretações) ruins.

Título Original: The Hangover
Ano de Produção: 2009
Direção: Todd Phillips
Elenco: Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Justin Bartha, Heather Graham, Sasha Barrese, Jeffrey Tambor, Ken Jeong, Rachael Harris, Mike Epps, Todd Phillips e Mike Tyson.
Cotação: 3 Stars

Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

8 Comentários em Se Beber, Não Case

  1. Eu até gostava desse filme, até ele roubar o Globo de Ouro de obras BEM melhores que ele. Adorei seu comentário sobre a Heather, ela arruma emprego porque é gostosa. Fato.

  2. – Vinícius, concordo totalmente com o senhor!
    – Luis, não deu para ver todos os filmes indicados ao Globo de Ouro, mas este nem merecia ser lembrado, foi um tremendo exagero. E faz anos que eu odeio a Heather Graham. Uma pena, pois gostava muito dela.

  3. Mas Ed Helms não perseguiu Isla Fisher, ele era o cara do vídeo, lembra?

    No mais: eu gostei bastante do filme, acho muito divertido e nunca cansativa. Óbvio que foi um exagero o pessoal apontar o filme para Roteiro Original ou Zach Galifianakis para Ator Coadjuvante no Oscar.

  4. Ok, não é uma daquelas comédias de bebedeiras que sempre estão em cartaz, mas Melhor Comédia do ano é um exagero criminoso. Talvez o pior momento do Globo de Ouro tenha sido esse. O de melhor no filme, seu elenco, não foi nem lembrado, inclusive.

  5. Acho um filme divertido, que cumpre muito bem seu papel de entreter. Pode não ter merecido o Globo de Ouro, mas ele é um ótimo programa para dias difíceis.

    Beijos! ;)

  6. – Diego, então me enganei legal! Foi fazer a alteração na resenha. E para mim os exageros neste filme vem desde o seu sucesso inconvincente.

    – Alexsandro, o Globo de Ouro inteiro foi ruim. Claro que concordei com muitas vitórias, mas todas estavam relacionadas ao sucesso e não às qualidades artísticas.

    – Mayara, tá, eu concordo com você, rs. Beijos!

    – Brenno, xiii… então é melhor deixar para lá.

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