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Resenha Crítica | A Hora do Pesadelo (2010)

A Nightmare on Elm Street, de Samuel Bayer

Após o sucesso do excelente “O Massacre da Serra Elétrica”, remake conduzido por Marcus Nispel, era inevitável que o diretor Michael Bay iniciaria um ciclo de refilmagens dos maiores clássicos do horror dos anos 1970 e 1980. Não deu outra. “Horror em Amityville”, “A Morte Pede Carona” e “Sexta-feira 13” são os títulos que receberam atualizações por diretores iniciantes. Não iria demorar para a notícia de que um dos filmes mais expressivos da filmografia de Wes Craven, “A Hora do Pesadelo”, também estaria sujeito a uma releitura. Por incrível que pareça, o resultado não é tão desastroso. O que não significa que “A Hora do Pesadelo” feito por Samuel Bayer, um especialista em videoclipes, seja um bom longa.

Até o espectador que não conferiu “A Hora do Pesadelo” de 1984 já sabe do que se trata o horror. É sobre ninguém menos que Freddy Krueger, sujeito com queimaduras por todo o corpo que aterroriza adolescentes em seus sonhos. Incorporado aqui por Jackie Earle Haley, o vilão usa suas garras para vitimá-las enquanto o casal de mocinhos Nancy (Rooney Mara) e Quentin (Kyle Gallner, cuja cara pálida e cabelo bagunçado remetem ao ator Robert Pattinson) investigam o seu passado.

A história de um monstro cruel que aplica o seu massacre justamente na paz em meio ao repouso é um achado e por isso da realização de Wes Craven ser tão famosa. Dito isso, o novo “A Hora do Pesadelo” até merece algum crédito por dar mais dimensão a Freddy Krueger, como pode ser comprovado em uma revelação estabelecida no clímax da narrativa, desenvolvendo finalmente uma atmosfera incômoda de pesadelo.

Porém, como comparações são indispensáveis, Jackie Earle Haley bem que se esforça – e há um trabalho de maquiagem minucioso -, mas está longe de chegar aos pés de Robert Englund, que fez de Freddy Krueger um dos vilões mais festejados do cinema. A substituição também permitiu que o humor negro presente na série original fosse embora. Desta forma, são mínimos os atrativos que restam no resultado final, que deixa um frustrante gancho para uma sequência.

8 Comments

  1. Marcelo Coldfer Marcelo Coldfer

    Eu detestei esse filme desde o dia em que soube da existência dele, e ainda por cima tive a discrepância de ir assisti-lo na pré estréia (foi de graça mesmo..)
    Achei tudo ruim, tudo insosso. Desde o Freddy Krueger (me lembrou um Avatar interracial) até aquelas garotas que não sabem o q

  2. Marcelo Coldfer Marcelo Coldfer

    Eu comecei a detestar esse filme a partir do momento em que soube da existência dele, e ainda por cima tive a discrepância de ter ido na pré estréia do filme (de graça, claro). E para a minha comprovação de que seria ruim, sai com a certeza.
    Tudo aqui é péssimo, desde o Freddy Krueger (que me lembrou um Avatar, só que interracial) até as cenas forçadas de incitação ao sono, passando claro pelas garotas que não sabem discernir um grito de um peido.
    Só não é o pior remake já feito porquê Nicolas Cage e Neil Labute chegou primeiro com O sacrifício, mas uma medalha de bronze, ” maybe”

    (achei você muito generoso Alex)

  3. Não tenho a mínima curiosidade de conferir esta obra, sinceramente…

  4. Sabe que to querendo muito ver este filme? Gosto muito da série original (reconhecendo os exemplares mais vergonhosos) e apostava neste filme até as críticas caírem pesado em cima dele. Ainda assim, confesso estar curioso.

  5. Esses reboot do Bay as vezes dão certo (O Massacre), outras é um horror (Sexta-Feira). Esse fica no meio. Acho que o diretor soube aproveitar algumas partes da franquia antiga, mas quando foi ‘atualizar’ errou a mão.
    Acho o trabalho de transição entre o real e imaginário do Wes genial. Ele soube brincar com isso e criar tensão a partir das ilusões, mas nesse novo isso foi perdido completamente. Tudo é muito explícito quando é nos sonhos e quando acontece na realidade. Não vejo necessidade desse filme, sinceramente. rsr

  6. Péssima ideia de refilmar o Hora do Pesadelo original. O mais incrível é que o roteiro desse filme segue os mesmos passos do primeiro, com os mesmos personagens e o mesmo desenvolvimento, com cenas filmadas da mesma forma, mas ele é todo péssimo, não confere medo, os personagens são idiotizados e o filme não tem senso nenhum de perigo. Uma bela porcaria.

  7. “O Massacre da Serra Elétrica” é excelente? Em que mundo? Coragem…

  8. – Marcelo, já eu não estava com esse pressentimento negativo por não ser fã do filme original de Wes Craven. E eu não acho “O Sacrifício” metade da ruindade que todos insistem em apontar. Já vi remakes MUITO piores!

    – Kamila, ao menos você viu a série original? Vale a pena!

    – Wally, é impossível não ficar um pouco curioso com este filme. Ainda mais por se tratar da atualização de um grande clássico do terror.

    – Luis, não achei tudo tão explícito assim. Eu mesmo fui pego de surpresa em todas as cenas com a Katie Cassidy, especialmente a última. Mas o resultado é abaixo da média.

    – Rafael, é uma refilmagem que não deveria acontecer. “A Hora do Pesadelo” é uma franquia muito recente no imaginário cinéfilo, o que faz desta atualização um produto dispensável.

    – Bruno, que recalque, hein?

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