Abraços Partidos

Para o que era o trabalho seguinte do espanhol Pedro Almodóvar após o estrondoso sucesso de “Volver”, “Abraços Partidos” é bem desapontador. Isto porque embora estejam presentes todos os elementos de seu cinema a narrativa de “Abraços Partidos” não apresenta todo o vigor de obras recentes do cineasta como “Fale com Ela”, “Tudo Sobre Minha Mãe”, “Carne Trêmula” e o ousado “Má Educação”.
Belamente fotografado por Rodrigo Prieto e com música sempre inquietante do compositor Alberto Iglesias, “Abraços Partidos” mostra o passado de um diretor cego, interpretado por Lluís Homar pouco convincente. As lembranças narradas em flashbacks têm ligação com a aspirante a atriz Lena (Penélope Cruz), sua ex-esposa Judit (Blanca Portillo) e, claro, com o seu total envolvimento com o audiovisual. A conclusão pretende presentear o público cinéfilo com um tributo ao cinema que não anula o gosto amargo com que as surpresas são transmitidas, jamais arrebatando o público.
Título Original: Los abrazos rotos | Broken Embraces
Ano de Produção: 2009
Direção: Pedro Almodóvar
Elenco: Lluís Homar, Penélope Cruz, Blanca Portillo, José Luis Gómez, Rubén Ochandiano, Tamar Novas, Ángela Molina, Chus Lampreave, Kiti Manver e Lola Dueñas

Abraços Partidos | Los abrazos rotos | Broken EmbracesPara o que era o trabalho seguinte do espanhol Pedro Almodóvar após o estrondoso sucesso de “Volver”, “Abraços Partidos” é bem desapontador. Isto porque embora estejam presentes todos os elementos de seu cinema a narrativa de “Abraços Partidos” não apresenta todo o vigor de obras recentes do cineasta como “Fale com Ela”, “Tudo Sobre Minha Mãe”, “Carne Trêmula” e o ousado “Má Educação”.

Belamente fotografado por Rodrigo Prieto e com música sempre inquietante do compositor Alberto Iglesias, “Abraços Partidos” mostra o passado de um diretor cego, interpretado por um Lluís Homar pouco convincente. As lembranças narradas em flashbacks têm ligação com a aspirante a atriz Lena (Penélope Cruz), sua ex-esposa Judit (Blanca Portillo) e, claro, com o seu total envolvimento com o audiovisual. A conclusão pretende presentear o público cinéfilo com um tributo ao cinema que não anula o gosto amargo com que as surpresas são transmitidas, jamais arrebatando o público.

Título Original: Los abrazos rotos | Broken Embraces
Ano de Produção: 2009
Direção: Pedro Almodóvar
Elenco: Lluís Homar, Penélope Cruz, Blanca Portillo, José Luis Gómez, Rubén Ochandiano, Tamar Novas, Ángela Molina, Chus Lampreave, Kiti Manver e Lola Dueñas
Cotação: 3 Stars

Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

8 Comentários em Abraços Partidos

  1. Sou pouco conhecedor do trabalho de Almodóvar ainda que ache isso um absurdo. Eu conferi Abraços Partidos e gostei do que vi mesmo encontrando algumas irregularidades no roteiro. Muitas cenas poderiam ter sido descartadas para que o filme pudesse ter um melhor funcionamento.

  2. Esse filme aí meio que me hipnotizou. Acabou e fiquei com ele na cabeça por um longo tempo ainda. Adorei a metalinguagem, a paixão inserida em cada plano e afetividade das atuações. 4 estrelas.

  3. Lá no blog eu disse: “Assim como em toda filmografia de Almodóvar, Abraços Partidos é um filme pessoal, legitimado como “de autor”. Acompanhar o processo de desenvolvimento de una película pelas vistas de um cineasta com o vigor de Almodóvar é mesmo um prazer. Este cinema de sensações e imagens tão belas quanto complexas é o que alimenta nosso intelecto cinematográfico. Essa potência estético-narrativa – algo típico em se tratando de Almodóvar – é o oxigênio desse cinema de autor em questão. Subverter os gêneros não é tão importante (nem um objetivo) em Abraços Partidos, mas sim buscar algo bastante humano em situações até um pouco fantásticas.”

    Abs!

  4. Kamila. Na verdade, nem achei a performance de Penélope Cruz tão boa assim.

    Robson. Posso dizer que conheço um pouco da filmografia do cineasta. Vi poucos dos seus primeiros trabalhos, mas os lançados na última década tive a oportunidade de ver todos. “Abraços Partidos” talvez seja o seu trabalho menos inspirado.

    Marcelo. Dos seus filmes mais recentes, considero este o pior. Não que seja ruim, entretanto.

    Mandy. Também não me entusiasmei muito.

    Wally. Acho que este filme impressiona do que se diz respeito a direção de arte. Mas a história merecia tratamento mais pulsante.

    Cristiano. Eu nem tanto.

    Pedro. É sim um legítimo cinema de autor. Mas isto não significa que garanta um resultado de tirar o fôlego. Abraços!

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  1. A Pele Que Habito | Cine Resenhas

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