Salt

Com raras excessões, filmes de ação protagonizado por mulheres nunca empolgaram o público. Atrizes como Halle Berry (“Mulher-Gato”), Jennifer Garner (“Elektra”), Charlize Theron (“Æon Flux”), Jodie Foster (“Valente”) e até Rhona Mitra (“Juízo Final”) foram algumas das belas moças ao mostrarem desenvoltura em filmes com adrenalina que não vingaram. Apenas Milla Jovovich com a franquia “Resident Evil” teve êxito, embora a sobrevivência dessa história de zumbis dependa do valor que obtêm mundialmente (o último filme, “Resident Evil 4: Recomeço”, apenas atingiu nos Estados Unidos uma bilheteria que garantiu seu custo de produção). Felizmente, este cenário anda se modificando aos poucos e Angelina Jolie é um nome importante neste sentido.
Angelina Jolie sustentou apenas dois episódios da série “Tomb Raider” e apareceu como coadjuvante em “O Procurado”. Em “Salt”, todo o seu potencial tanto como intérprete dramática quanto como atriz de ação é aproveitado perfeitamente, apresentando um desempenho memorável. E olha que antes o papel foi escrito com Tom Cruise em mente… “Salt” também registra o retorno do veterano Phillip Noyce às fitas do gênero e com quem Angelina Jolie trabalhou no apenas regular “O Colecionador de Ossos”.
O roteiro escrito por Kurt Wimmer, que recentemente derrapou no ato final de “Código de Conduto”, é perfeito no que se diz respeito a construção da protagonista em meio a uma ação que poucas vezes reserva alguma pausa. Evelyn Salt (Angelina Jolie) é uma agente da Cia tem a sua credibilidade questionada quando Vassily Orlov (Daniel Olbrychski, quase assustador), um desertor russo, afirma que ela é uma espiã russa que arquitetará no dia seguinte um atentado. Ao longo da fuga que se sucede, a questão estampada no poster de “Salt” assola o espectador: “Quem é Salt?”. A princípio ela segue à procura de seu marido Mike (August Diehl), com quem é muito bem casada. A seguir, vemos que ela tem outros planos obscuros.
O bacana de “Salt” é que os mistérios que permeiam Evelyn Salt de fato intrigam e as dúvidas são bem sustentadas por cenas ágeis filmadas com excelente domínio de Phillip Noyce. A trilogia “Bourne” é inspiração óbvia, mas “Salt” é cheio de personalidade mesmo dentro de uma estrutura que remetem as criações de Paul Greengrass e Doug Liman. As perseguições nas ruas de Nova York são espetaculares e há uma cena no clímax que se passa nas escadarias de um enorme edifício envolvendo algemas que é de cair o queixo. Além do mais, “Salt” oferece o que há de melhor no gênero. É enxuto, indo direto ao ponto e permite que o espectador jamais contemple com desatenção ao que está acontecendo. Vale ressaltar que desfecho permite a possibilidade para uma sequência. Que venha!
Título Original: Salt
Ano de Produção: 2010
Direção: Phillip Noyce
Roteiro: Kurt Wimmer
Elenco: Angelina Jolie, Chiwetel Ejiofor, Liev Schreiber, August Diehl, Daniel Olbrychski, Daniel Pearce, Hunt Block, Olek Krupa, Cassidy Hinkle, Corey Stoll, Andre Braugher e Zoe Lister Jones

Salt– O nome da agente é Evelyn Salt.
– Meu nome é Evelyn Salt.
– Então você é uma espiã russa.

Com raras excessões, filmes de ação protagonizado por mulheres nunca empolgaram o público. Atrizes como Halle Berry (“Mulher-Gato”), Jennifer Garner (“Elektra”), Charlize Theron (“Æon Flux”), Jodie Foster (“Valente”) e até Rhona Mitra (“Juízo Final“) foram algumas das belas moças ao mostrarem desenvoltura em filmes com adrenalina que não vingaram em anos mais recentes. Apenas Milla Jovovich com a franquia “Resident Evil” teve êxito, embora a sobrevivência dessa história de zumbis dependa do valor que obtêm mundialmente (o último filme, “Resident Evil 4: Recomeço”, apenas atingiu nos Estados Unidos uma bilheteria que garantiu seu custo de produção). Felizmente, este cenário anda se modificando aos poucos e Angelina Jolie é um nome importante neste sentido.

Angelina Jolie sustentou apenas dois episódios da série “Tomb Raider” e apareceu como coadjuvante em “O Procurado”. Em “Salt”, todo o seu potencial tanto como intérprete dramática quanto como atriz de ação é aproveitado perfeitamente, apresentando um desempenho memorável. E olha que antes o papel foi escrito com Tom Cruise em mente… “Salt” também registra o retorno do veterano Phillip Noyce às fitas do gênero e com quem Angelina Jolie trabalhou no apenas regular “O Colecionador de Ossos”.

O roteiro escrito por Kurt Wimmer, que recentemente derrapou no ato final de “Código de Conduta“, é perfeito no que se diz respeito a construção da protagonista em meio a uma ação que poucas vezes reserva alguma pausa. Evelyn Salt (Angelina Jolie) é uma agente da Cia que tem a sua credibilidade questionada quando Vassily Orlov (Daniel Olbrychski, quase assustador), um desertor, afirma que ela é uma espiã russa que arquitetará no dia seguinte um atentado em um conselho contra o presidente da Rússia. Ao longo da fuga que se sucede, a questão estampada no poster de “Salt” assola o espectador: “Quem é Salt?”. A princípio ela segue à procura de seu marido Mike (August Diehl), com quem é muito bem casada. A seguir, vemos que ela tem outros planos bem obscuros.

O bacana de “Salt” é que os mistérios sobre a verdadeira identidade de Evelyn Salt de fato intrigam e as dúvidas são bem sustentadas por cenas ágeis filmadas com excelente domínio de Phillip Noyce. A trilogia “Bourne” é inspiração óbvia, mas “Salt” é cheio de personalidade mesmo dentro de uma estrutura que remetem as criações de Paul Greengrass e Doug Liman. As perseguições nas ruas de Nova York são espetaculares e há uma cena no clímax que se passa nas escadarias de um enorme edifício envolvendo uma algema que é de cair o queixo. Além do mais, “Salt” oferece o que há de melhor no gênero. É enxuto, indo direto ao ponto e permitindo que o espectador jamais contemple com desatenção o que está acontecendo na tela. Vale ressaltar que o desfecho permite a possibilidade para uma sequência. Que venha!

Título Original: Salt
Ano de Produção: 2010
Direção: Phillip Noyce
Roteiro: Kurt Wimmer
Elenco: Angelina Jolie, Chiwetel Ejiofor, Liev Schreiber, August Diehl, Daniel Olbrychski, Daniel Pearce, Hunt Block, Olek Krupa, Cassidy Hinkle, Corey Stoll, Andre Braugher e Zoe Lister Jones
Cotação: 4 Stars

Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

11 Comentários em Salt

  1. Eu fui pensando que ia me deparar com um novo O Procurado, mas me surpreendeu bastante. Muito por conta da direção do Phillip Noyce. Ele fez bem em não realizar o filme com o Tom Cruise. Certamente teria virado um filme surreal!

  2. Já eu não apreciei tanto assim o filme. Na verdade, ele não me empolgou quando tinha de fazê-lo: achei as cenas de ação fraquinhas; a trama bem clichê, embora, sim, há algum interesse legítimo em se saber quem, afinal, é Salt (mas todas as reviravoltas foram previsíveis); e todos coadjuvantes parecem atuar para que quem brilhe mesmo seja Jolie, sendo que seus personagens são relegados pelo história (pobre papel pegou o ótimo Liev Schreiber). Claro que, no entanto, a protagonista faz muito bem seu papel. Enfim, 5/10 (escrevi sobre o filme aqui: http://observatoriodocinema.blogspot.com/2010/08/cinema-salt.html).

  3. Também me surpreendi com Salt. Acho que não destacaria a cena da algema e sim aquela em que ela está cercada no viaduto e grita que é inocente. Ali eu comecei a torcer pela protagonista, mesmo sem saber ao certo quem é Salt.

  4. Amigo, é uma pena ter perdido em ver o filme no cinema, mas ainda bem que saiu a versão do diretor …
    Tirando isso, Rhona Mitra é uma ótima action girl, o problema é que se o filme também não colabora, fica dificil, e enquanto isso, Jolie tem sorte em conseguir uma ótima quimica para a ação e em Salt como muitos ressaltaram, ela é a action girl de verdade.

    Abraços champs!

  5. Me lembro que você ter comentado lá no blog, dizendo que tinha realmente gostado do filme. Bom, eu achei deplorável. Prefiro o humor escancaradamente fantástico de O Procurado. Mas, não há dúvida, Jolie é cada vez mais poderosa em cena!

  6. Sinceramente? Eu não engulo a Jolie como estrela de filme de ação. Ela é um boa atriz, mas nesse tipo de projeto ela fica fazendo aquela cara de falcete, do tipo, “Eu estou atuando, sou durona, mas olha como sou gostosona também!”. Para piorar, o filme é cheio de reviravoltas que tentam manter o mistério da identidade da protagonista porque parece não ter nada mais para inventar para que a história siga adiante. Achei fraco.

  7. Eu, particularmente, gostei muito deste filme. Acho que a Angelina Jolie é perfeita para esse tipo de papel e ela funciona muito bem neste filme. O que me incomodou em “Salt” foi somente as constantes reviravoltas no roteiro, mas o longa tem potencial para ser uma franquia até interessante.

  8. Eu também adorei esse filme. Sinto uma incrível falta de ALIAS e Salt foi uma boa lembrança dos bons anos da série de JJ com a Garner. E Angelina é um plus a mais, sempre bela e aventureira.


  9. * Roberto. Um novo “O Procurado”? Admito que não assisti ao filme com essa expectativa, embora eu goste muito deste filme de ação. Também acho que foi um grande acerto colocar uma atriz em um papel rejeitado por Tom Cruise.

    * Mateus. Não acho o filme clichê. Acho que só essa razão dele brincar com a percepção do público enquanto a identidade de sua personagem já o torna bem autêntico.

    * Alexsandro. “Salt” é um filme cheio de sequências excelentes, mas destaquei especialmente essa da algema por ser aquela que me deixou mais tenso. Deu aquele nervoso para saber como Salt iria reagir.

    * Wally. Perdeu um filmaço. Veja agora em DVD.

    * João. “Salt” é um filme que gostaria de ter em DVD e que também torço por uma sequência. Já Rhona Mitra, bem, acho ela insossa, mas ela se saí bem em fitas de ação.

    * Pedro. Como você é fã de Angelina Jolie, aguardava por comentários mais positivos da sua parte. Sem dizer que você um dia teceu bons comentários para aquele xarope chamado “Amor Sem Fronteiras”. =P

    * Rafael. Diante da minha avaliação, infelizmente terei que discordar, especialmente no que se diz respeito à Angelina Jolie. Acho que a sua descrição se encaixa muito mais em “Tomb Raider”. Em “Salt”, finalmente vi uma interprete amadurecida, que se equilibrou bem tanto nas sequências dramáticas quanto naquelas cheias de adrenalina. E achei a premissa envolvendo espiões russos altamente treinados muito divertida!

    * Kamila. Quando um filme apresenta reviravoltas convincentes não há nenhum problema. E foi exatamente isto que, para mim, aconteceu em “Salt”. As surpresas ao longo da história só deixaram a personagem (e a interpretação de Jolie, com sua cabeleira constantemente trocada) ainda mais interessantes.

    * Luis. Sempre gostei de filmes de ação protagonizados por mulheres, pois eles são cheios de personalidade. Não assisti ao seriado “Alias”, mas sentia falta de um filme da mesma linha que tanto apreciei.

  10. Me decepcionou o filme. Angelina Jolie sempre interpretou o papel de badass muito bem no cinema, mas achei o roteiro do filme fraco. O final foi totalmente previsível.

    Infelizmente, não chega aos pés de um filme da trilogia Bourne.

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