Piranha

O cineasta francês Alexandre Aja se apresentou como promessa dentro do gênero terror durante a década passada com os nervosos “Alta Tensão” e “Viagem Maldita”. Derrapou levemente na sua contribuição como roteirista em “P2 – Sem Saída” e “Espelhos do Medo”. Nada que abalasse a sua reputação. Entretanto, se o jovem realizador não buscar se envolver em projetos originais poderá comprometer sua filmografia – de cinco filmes, três são refilmagens. É o que podemos notar com “Piranha”, que infelizmente funciona apenas na base do deboche.
Tinha tudo para ser uma diversão memorável, mas o desenvolvimento da história pouco contribui para isto. No meio de tantos personagens, muitos meros figurantes, encontramos como protagonista Jake Forester (papel de Steven R. McQueen, neto de Steve MacQueen e ator do seriado “The Vampire Diaries”), filho da xerife Julie (Elisabeth Shue). Ele se envolve com um picareta realizador de filmes pornográficos (Jerry O’Connell) exatamente no momento que piranhas pré-históricas atacam universitários no spring break. Os mocinhos se dão bem enquanto moças esculturais que exibem seus seis e rapazes alcoólatras e vulgares se tornam banquetes dos peixes carnívoros sem qualquer cerimônia.
A impressão que essa carnificina rende é praticamente a mesma vista no trabalho recente de Robert Rodriguez, “Machete”. Ambos os títulos fazem crer que são suficientemente satisfatórios ao se ancorarem no que há de mais precário no cinema. Há litros de sangue falso, péssimas interpretações, muita sacanagem e um argumento patético que se arrasta por aproximadamente noventa minutos. Os diretores se esqueceram que não basta fazer um filme ruim para ele, no final das contas, ser bom. É preciso, acima de tudo, inteligência para tornar as referências (a introdução de “Piranha” é clara homenagem a “Tubarão”, com Richard Dreyfuss dando o ar da graça rapidamente) e o tom cômico empregado válidos, como bem fez o também recente “Zumbilândia”. Do jeito que ficou, só não perde para as piranhas voadoras de James Cameron.
Título Original: Piranha
Ano de Produção: 2010
Direção: Alexandre Aja
Roteiro: Josh Stolberg e Pete Goldfinger
Elenco: Elisabeth Shue, Steven R. McQueen, Ving Rhames, Jessica Szohr, Jerry O’Connell, Cody Longo, Adam Scott, Kelly Brook, Riley Steele, Dina Meyer, Ricardo Chavira, Paul Scheer, Brooklynn Proulx, Sage Ryan, Brian Kubach, Eli Roth, Christopher Lloyd e Richard Dreyfuss

PiranhaO cineasta francês Alexandre Aja se apresentou como promessa dentro do gênero terror durante a década passada com os nervosos “Alta Tensão” e “Viagem Maldita”. Derrapou levemente na sua contribuição como roteirista em “P2 – Sem Saída” e “Espelhos do Medo“. Nada que abalasse a sua reputação. Entretanto, se o jovem realizador não buscar se envolver em projetos originais poderá comprometer sua filmografia – de cinco filmes, três são refilmagens. É o que podemos notar com “Piranha”, que infelizmente funciona apenas na base do deboche.

Tinha tudo para ser uma diversão memorável, mas o desenvolvimento da história pouco contribui para isto. No meio de tantos personagens, muitos meros figurantes, encontramos como protagonista Jake Forester (papel de Steven R. McQueen, neto de Steve MacQueen e ator do seriado “The Vampire Diaries”), filho da xerife Julie (Elisabeth Shue). Ele se envolve com um realizador picareta de filmes pornográficos (Jerry O’Connell) exatamente no momento que piranhas pré-históricas atacam universitários no spring break. Os personagens bonzinhos se dão bem enquanto moças esculturais que exibem seus seios e rapazes alcoólatras  se tornam banquete dos peixes carnívoros sem qualquer cerimônia.

A impressão que essa carnificina rende é praticamente a mesma vista no trabalho recente de Robert Rodriguez, “Machete”. Ambos os títulos fazem crer que são suficientemente satisfatórios ao se ancorarem no que há de mais precário no cinema. Há litros de sangue falso, péssimas interpretações, muita sacanagem e um argumento patético que se arrasta por aproximadamente noventa minutos. Os diretores se esqueceram que não basta fazer um filme ruim para ele, no final das contas, ser bom. É preciso, acima de tudo, inteligência para tornar as referências (a introdução de “Piranha” é clara homenagem a “Tubarão”, com Richard Dreyfuss dando o ar da graça rapidamente) e o tom cômico empregado válidos, como bem fez o também recente “Zumbilândia”. Do jeito que ficou, só não perde para as piranhas voadoras de James Cameron.

Título Original: Piranha
Ano de Produção: 2010
Direção: Alexandre Aja
Roteiro: Josh Stolberg e Pete Goldfinger
Elenco: Elisabeth Shue, Steven R. McQueen, Ving Rhames, Jessica Szohr, Jerry O’Connell, Cody Longo, Adam Scott, Kelly Brook, Riley Steele, Dina Meyer, Ricardo Chavira, Paul Scheer, Brooklynn Proulx, Sage Ryan, Brian Kubach, Eli Roth, Christopher Lloyd e Richard Dreyfuss
Cotação: *

 

Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

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