Cyrus

As dramédias independentes estão com tudo nestes últimos momentos de 2010. Tivemos o ótimo “Sentimento de Culpa” e o elogiadíssimo “Minhas Mães e Meu Pai” e “Cyrus” é um grande destaque. Ao contrário do que se lê por aí, não se trata do primeiro longa-metragem dos irmãos diretores. Antes de “Cyrus”, os Duplass rodaram os pequenos “The Puffy Chair” (2005) e “Baghead” (2008), mas é neste projeto encabeçado por John C. Reilly, Marisa Tomei e Jonah Hill que eles finalmente são postos em merecida evidência.
O roteiro, também assinado pelos irmãos, é muito original. John (John C. Reilly) é o protagonista, homem divorciado há sete anos. Desde o fim do relacionamento com Jamie (Catherine Keener), de quem ainda depende para receber conselhos, não conseguiu firmar nenhum namoro sério. Tudo muda ao ser convidado por Jamie, agora noiva de Tim (Matt Walsh), para uma festa. Nas investidas mal sucedidas, Molly (Marisa Tomei) é a única que lhe dá atenção, tendo gostado de seu jeito atrapalhado e sincero. O caso é promissor. O problema está em Cyrus (Jonah Hill), filho de Molly. O rapaz, que já passou dos vinte anos, nutre um relacionamento obsessivo com a mãe, interferindo seriamente neste mais novo namoro de Molly.
Não há incesto, mas os diálogos primorosos concebidos por Jay Duplass e Mark Duplass às vezes permite que Cyrus se exponha demais, como no momento em que afirma que o extremo amor que tem pela mãe não seria correspondido. Foi um acerto da dupla, que contando com atuações primorosas de seu elenco, inclusive de Catherine Keener em papel coadjuvante e especialmente de Jonah Hill (num desempenho surpreendente e que o afasta das péssimas impressões deixadas por seus fracos desempenhos cômicos anteriores) pincela os efeitos psicológicos devastadores que o abandono causa em qualquer ser humano com muito bom humor.
Título Original: Cyrus
Ano de Produção: 2010
Direção: Jay Duplass e Mark Duplass
Roteiro: Jay Duplass e Mark Duplass
Elenco: John C. Reilly, Marisa Tomei, Jonah Hill, Catherine Keener, Matt Walsh, Kathy Wittes, Jamie Donnelly, Tim Guinee e Steve Zissis
Cotação:

CyrusAs “dramédias” independentes estão com tudo nestes últimos momentos de 2010. Tivemos o ótimo “Sentimento de Culpa” e o elogiadíssimo “Minhas Mães e Meu Pai” e “Cyrus” é um grande destaque. Ao contrário do que se lê por aí, não se trata do primeiro longa-metragem dos irmãos diretores. Antes de “Cyrus”, os Duplass rodaram os pequenos “The Puffy Chair” (2005) e “Baghead” (2008), mas é neste projeto encabeçado por John C. Reilly, Marisa Tomei e Jonah Hill que eles finalmente são postos em merecida evidência.

O roteiro, também assinado pelos irmãos, é muito original. John (John C. Reilly) é o protagonista, homem divorciado há sete anos. Desde o fim do relacionamento com Jamie (Catherine Keener), de quem ainda depende para receber conselhos, não conseguiu firmar nenhum namoro sério. Tudo muda ao ser convidado por Jamie, agora noiva de Tim (Matt Walsh), para uma festa. Nas investidas mal sucedidas, Molly (Marisa Tomei) é a única que lhe dá atenção, tendo gostado de seu jeito atrapalhado e sincero. O caso é promissor. O problema está em Cyrus (Jonah Hill), filho de Molly. O rapaz, que já passou dos vinte anos, nutre um relacionamento obsessivo com a mãe, interferindo seriamente neste mais novo namoro de Molly.

Não há incesto, mas os diálogos primorosos concebidos por Jay Duplass e Mark Duplass às vezes permite que Cyrus se exponha demais, como no momento em que afirma que o extremo amor que tem pela mãe não seria correspondido. Foi um acerto da dupla, que contando com atuações primorosas de seu elenco, inclusive de Catherine Keener em papel coadjuvante e especialmente de Jonah Hill (num desempenho surpreendente e que o afasta das péssimas impressões deixadas em trabalhos cômicos anteriores) pincela os efeitos psicológicos devastadores que o abandono causa em qualquer ser humano com muito bom humor.

Título Original: Cyrus
Ano de Produção: 2010
Direção: Jay Duplass e Mark Duplass
Roteiro: Jay Duplass e Mark Duplass
Elenco: John C. Reilly, Marisa Tomei, Jonah Hill, Catherine Keener, Matt Walsh, Kathy Wittes, Jamie Donnelly, Tim Guinee e Steve Zissis
Cotação: 4 Stars.

Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

4 Comentários em Cyrus

  1. Gosto dos irmãos do Duplass, principalmente na época de “mumblecore”. Não sei como foi essa aposta em Hollywood. Acho que esse é o motivo de não ter visto ainda o filme…


  2. * Kamila. Infelizmente, o filme foi exibido por pouquíssimo tempo (pelo menos no circuito paulistano). Não sei se tem potencial para Oscar, mas a produção não está fazendo feio nas premiações cinematográficas no meio independente.

    * Pedro. Imaginava que você já estivesse assistido. Vi pela minha musa Marisa Tomei, mas o elenco central é sensacional. Um abraço.

    * Pedro. Conheço o movimento Mumblecore, mas não tive oportunidade de assistir aos filmes que se enquadram neste modelo de cinema independente. Pretendo assistir “Baghead” o mais breve possível. Sobre “Cyrus”, acho que não há nada para você ficar com algum receio. Embora tenha produção de Ridley Scott e Tony Scott, o filme não está longe de ter um formato hollywoodiano.

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