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Resenha Crítica | Triângulo do Medo (2009)

Existem filmes que apresentam uma trama tão complexa que lançá-lo comercialmente pode ser um risco. Com isto, os distribuidores optam por exibições no circuito limitado e lançamento direto no mercado de vídeo nos países que adquirem o direito da obra. Os destinos são dois: ou o filme se torna um cult instantâneo na base do boca-a-boca ou caí no eterno esquecimento. O primeiro destino se aplica ao filme “Triângulo do Medo”, lançado ano passado direto em DVD e o thriller mais fascinante dos últimos tempos.

Jess (a linda e talentosa Melissa George) aparece inquieta na cena de abertura de “Triângulo do Medo”. Lida com o seu filho Tommy (Joshua McIvor) com uma mistura de afeto e fúria. Posteriormente, aparece sozinha com um grupo de amigos para fazer um passeio em alto mar. O mistério cresce assim que embarcam em um navio que surge após uma inesperada tormenta. A luxuosa embarcação tem uma arquitetura clássica e absolutamente ninguém a bordo. Isto até aparecer um sujeito que oculta sua face com uma máscara de pano, eliminando um a um com uma escopeta. Alguns personagens, antes de serem baleados, afirmam que a responsável pela chacina é a própria Jess, a única a escapar da ameaça. Não é verdade. Afinal, a todo o momento o espectador segue os passos da garota.

O massacre é cheio de tensão, mas é no segundo ato que “Triângulo do Medo” começa a mostrar a que veio. Jess passa a perceber que toda a cena se repete, como se estivesse em um universo paralelo. A questão é que ela consegue interferir nos acontecimentos e até interagir com sua sósia. E isto se repete mais uma vez.

O britânico Christopher Smith não é dono de uma filmografia muito empolgante. Seus dois filmes anteriores, “Plataforma do Medo” e “Mutilados”, também receberam distribuição direta em DVD no Brasil. Apenas “Plataforma do Medo” vale um pouco a pena. Com isto, até surpreende que a mente por trás da direção e roteiro de “Triângulo do Medo” seja a sua. Christopher Smith conecta perfeitamente todas as pontas soltas, intrigando o espectador sem jamais soar pretensioso. Se mesmo assim as dúvidas permearem seus pensamentos após o final de “Triângulo do Medo”, é bom ter um conhecimento básico de Mitologia Grega, a chave do grande mistério.

Título Original: Triangle
Ano de Produção: 2009
Direção: Christopher Smith
Roteiro: Christopher Smith
Elenco: Melissa George, Joshua McIvor, Jack Taylor, Michael Dorman, Henry Nixon, Rachael Carpani, Emma Lung, Liam Hemsworth e Bryan Probets
Cotação: 4 Stars

10 Comments

  1. Gostei desse filme também. nteressante é que num determinado momento do filme vc até teme que seja uma bomba, mas acaba surpreendendo.

    PS: “a linda e talentosa Melissa George”… Tarado ¬¬

    • Cara, o que são aquelas pernas? *-*

      E acho o filme espetacular. Pensei que não seria bom por ser do Smith, mas assisti após alguns comentários surpreendentes.

  2. […] MELHOR FILME “À Prova de Morte“ “Alice no País das Maravilhas“ “Minhas Mães e Meu Pai“ “O Escritor Fantasma“ “O Pequeno Nicolau“ “Os Homens Que Não Amavam As Mulheres“ “Preciosa – Uma História de Esperança“ “Sede de Sangue“ “Scott Pilgrim Contra o Mundo“ “Triângulo do Medo“ […]

  3. […]  Outros indicados: “À Prova de Morte“ | “Alice no País das Maravilhas“ | “Minhas Mães e Meu Pai“ | “O Escritor Fantasma“ | “O Pequeno Nicolau“ | “Preciosa – Uma História de Esperança“ | “Sede de Sangue“ | “Scott Pilgrim Contra o Mundo“ | “Triângulo do Medo“ […]

  4. Bruno Bruno

    A protagonista com pernas torneadas + roteiro inteligente sem parecer pedante = Filme nota 10

  5. Lukas Lukas

    Filme ótimo e muito confuso (se bem que assisti só uma vez), levando em conta o final que foi até estranho e imprevisível.

  6. SPOILER DO FILME: Aqui vai a minha teoria que é a correta! Hehehe: A Jess nada mais é do que uma alma penada. Todo o filme é um purgatório onde ela tem que sofrer por ter enganado a morte (taxista). Pois a alma dela não aceita seu caminho. Algumas cenas desse purgatório são semelhantes à vida real dela, como no acidente, onde ela e o filho morreram. O garoto era mto maltratado por ela. Depois da morte, foi mostrada a ela na forma de punição repetitiva, o quanto foi uma péssima mãe com seu filho autista.

    A alma culpada de Jess não pode descansar em paz até que ela aceite seu erro e siga. Assim como na lenda de Sísifo citada no filme, o castigo dela no purgatório (semelhante a realidade) será repetir eternamente seu pecado, sempre achando que poderá salvar o filho, e sendo obrigada a matar como conseqüência disso. Mas o taxista disse não há nada que ela possa fazer. Coitadinha…

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