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Resenha Crítica | Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos (2009)

O cinema brasileiro raramente prima pelo bom gosto quando produz ficção com uma boa pitada de erotismo. Isto tem mudado de um tempo para cá, especialmente com base no sucesso de “Bruna Surfistinha”. Mas também se deve destacar “Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos”, uma comédia romântica nada convencional. Trata-se do primeiro longa-metragem de Paulo Halm, um dos roteiristas mais prestigiados do país, contando com créditos pelos textos de “Antes Que o Mundo Acabe”, “Olhos Azuis” e “Amores Possíveis”.

Sob forte domínio de “Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos”, Paulo Halm foi feliz ao dar uma aparência contemporânea ao drama vivido pelo personagem de Caio Blat, que está excelente. O ator vive Zeca, caroca aspirante a escritor cuja vida apenas não é uma decadência total por viver ao lado de sua namorada Júlia (Maria Ribeiro, casada na vida real com Caio Blat e com quem tem um filho). Zeca está em uma fase de bloqueio criativo, pois a sua história promissora parou de engrenar. Como precisa se sustentar, vive da mesada do seu pai interpretado por Daniel Dantas. A crise aumenta quando Zeca flagra Júlia se relacionando com Carol (a sensual Luz Cipriota).

A originalidade do roteiro de Paulo Halm se mostra a partir do momento que desenha a maneira como Zeca processará esta traição inusitada Como vingança, o protagonista passará a se envolver sexualmente com Carol. Bem a vontade, o trio principal se destaca nas cenas eróticas e no humor que algumas delas provocam, como uma que envolve um vibrador. A diferença está no tratamento da narrativa. Sem apelações, “Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos” acerta nas escolhas das consequências desse triângulo amoroso e no encontro da identidade de um personagem que ainda a desconhece.

Título Original: Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos
Ano de Produção: 2009
Direção: Paulo Halm
Roteiro: Paulo Halm
Elenco: Caio Blat, Maria Ribeiro, Luz Cipriota, Daniel Dantas, Lúcia Bronstein e Hugo Carvana

7 Comments

  1. Achei muito bom também. Realmente o trio principal parece estar bem á vontade (ok que dois deles são casados, mas…) e isso contribui bastante para a identificação e empatia fácil com os personagens. Um dos melhores nacionais do ano passado. Caio Blat merece uma estrelinha por mais uma ótima atuação, que somada àquela em As Melhores Coisas do Mundo marcam 2010 como um grande ano para o ator. Maria Ribeiro também é outra que gosto bastante e, além desse, ela também fez Tropa de Elite 2 no ano passado tão bem quanto foi da primeira vez, embora seja um papel menor que esse.

  2. Parece ser um filme bem legal. Quero muito conferir!

  3. Eu também adorei esse filme. Uma grata surpresa do cinema brasileiro.

  4. Originalidade? O filme é cheio de clichê… e pior, clichês de filmes ruins brasileiros…

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