Melhores de 2010: Direção

Roman Polanski, por O Escritor Fantasma

Roman Polanski pode ter assinado como realizador obras aquém de seu talento, mas é considerado por unanimidade um dos maiores diretores vivos do cinema. No gênero suspense, é considerado um mestre. Nada mais justo para o responsável por assombrar até hoje espectadores que ousam ver ou rever obras como “Repulsa ao Sexo”, “O Bebê de Rosemary” e  “O Último Portal“, este último um subestimado título rodado em 1999 que aos poucos está encontrando fervorosos apreciadores. Se uma coisa não é surpresa em “O Escritor Fantasma” é o fato de que todos já sabiam o que esperar deste seu trabalho mais recente, algo acima da média no mínimo. Roman Polanski concluiu a montagem de “O Escritor Fantasma“ em prisão domiciliar. O episódio é de conhecimento geral e mesmo assim o cineasta polonês conseguiu driblar este grande obstáculo. Roman Polanski entrega novamente um ótimo mistério onde a tensão se mostra através da elegância de sua condução, que jamais recorre a artifícios baratos para assustar ou fazer o espectador se sentir na pele do protagonista vivido por Ewan McGregor, batizado apenas como The Ghost. A revelação, que se dá com uma brilhante sequência onde a câmera acompanha a passagem de um bilhete por várias mãos, só é superada pela cena final, a mais recente a entrar na antologia do cinema.

Outros indicados: José Padilha (“Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro“) | Kathryn Bigelow (“Guerra ao Terror“) | Pablo Trapero (“Abutres“) | Quentin Tarantino | (“À Prova de Morte“)

Em 2009: Yôjirô Takita, por “A Partida
Em 2008: Joe Wright, por “Desejo e Reparação”
Em 2007: William Friedkin, por “Possuídos

Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

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