Skip to content

Resenha Crítica | As Viagens de Gulliver (2010)

O clássico da literatura britânica “As Viagens de Gulliver” rendeu quase duas dezenas de adaptações cinematográficas e televisivas. Sem contar as incontáveis referências dentro de obras de ambas as mídias. Em uma nova versão, fica clara a intenção do diretor Rob Letterman em entregar uma obra que seja lembrada por toda geração atual. Há um lamentável infortúnio. Com influência de Jack Black, o realizador de “Monstros Vs. Alienígenas” (uma das melhores e mais sarcásticas animações dos últimos anos) perde as rédeas toda vez que o ego do astro invade a tela. Com todo o perdão aos fãs do membro da banda “Tenacious D”, mas quem ainda tem paciência para tolerar as insossas interferências musicais de Jack Black?

Ao menos no restante “As Viagens de Gulliver” se sai bem. Mesmo não sendo pioneira na técnica de transformar um protagonista em gigante diante de uma realidade paralela, é divertido o resultado obtido aqui, ainda mais pela bela recriação de Londres assinada por Peter Russell, Phil Harvey e Robert Cowper. Como não poderia deixar de ser, Jack Black é um loser, Gulliver, que vive de entregar correspondências em um jornal diário de Nova Iorque. Mete os pés pelas mãos em nova tentativa frustrada de conquistar a bela Darcy Silverman (Amanda Peet), afirmando ser hábil em escrever colunas sobre viagens. De passagem pelo Triângulo das Bermudas, é transportado magicamente ao reino de Lilliput. Gulliver se transforma em herói e as situações cômicas são direcionadas ao público jovem. As carismáticas presenças da princesa Mary (Emily Blunt) e o plebeu Horatio (Jason Segel) seguram a onda.

Título Original: Gulliver’s Travels
Ano de Produção: 2010
Direção: Rob Letterman
Roteiro: Joe Stillman e Nicholas Stoller, baseado no livro de Jonathan Swift
Elenco: Jack Black, Jason Segel, Emily Blunt, Amanda Peet, Billy Connolly, Chris O’Dowd, T.J. Miller, James Corden, Catherine Tate, Emmanuel Quatra, Olly Alexander e Ian Porter
Cotação: 2 Stars

2 Comments

    • Kahlil, tenho certeza de que Rob Letterman faria um trabalho muito bacana caso o Jack Black não fosse o protagonista e o produtor.

Follow

Get every new post on this blog delivered to your Inbox.

Join other followers:

%d blogueiros gostam disto: