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Resenha Crítica | Mistério da Rua 7 (2010)

Quando um projeto é assinado pelo americano Brad Anderson, a certeza é de que estaremos diante de algo pouco usual no cinema. Quem assistiu o romance com toques de ficção científica “Feliz Coincidência” e o drama psicológico “O Operário” conhece os caminhos narrativos inusitados empregados pelo realizador e o quanto ele os manipulam tão bem. É um autêntico cinema autoral, que também não está livre de tropeços. Algo que acontece em “Mistério da Rua 7”. O roteiro assinado por Anthony Jaswinski é um dos mais intrigantes já rodados recentemente no gênero, mas as responsabilidades de Brad Anderson na direção de episódios de seriados como “Boardwalk Empire”, “Fringe” e “Treme” provavelmente impediram os tratamentos necessários para a história, que em linhas gerais não passa de uma versão indie do frustrante “Presságio“.

Um bar situado na rua sete é o cenário principal da história, habitado por personagens em situação de desespero. Eles são Luke (Hayden Christensen), Paul (John Leguizamo), Rosemary (Thandie Newton) e o pequeno James (Jacob Latimore), quatro dos poucos sobreviventes das sombras que varrem toda a população da Terra. Essas sombras deixam para trás apenas as roupas que vestem o corpos das vítimas e por mais modestos que sejam os recursos técnicos o filme produz uma atmosfera de tensão convincente. Apropriando-se do gerador ainda ativo no bar, esses personagens buscam encontrar meios de saírem desta situação, com a esperança de que toda a obscuridade na cidade não atingiu outros locais.

A luta em permanecer em áreas iluminadas obviamente não é a única coisa que “Mistério da Rua 7” tem para oferecer. Há inúmeras tentativas de pôr em cena várias referências bíblicas e lendárias e a maioria só denotam infantilidade do roteiro. Muitos espectadores quebraram a cabeça, mas as mensagens subliminares de “Mistério da Rua 7” nem são difíceis de serem descortinadas. O recomeço da vida no mundo serviu de resolução em “Presságio” e é reprisado em “Mistério da Rua 7”. Já os personagens centrais, que apenas sobreviveram por estarem protegidos por alguma luz na manifestação das sombras, não passam de modelos de pecadores justamente em um bar, uma representação da impureza. Não à toa, um bar situado na rua 7, número total dos pecados capitais. Há outras besteiras, como a maçã definida como o fruto proibido, animais imunes a este evento apocalíptico e até o onipresente Croatoan, analogia a famosa lenda do século XVI da colônia inglesa desaparecida e cuja única pista para o fenômeno foi o nome Croatoan escrito em uma árvore.

Título Original: Vanishing on 7th Street
Ano de Produção: 2010
Direção: Brad Anderson
Roteiro: Anthony Jaswinski
Elenco: Hayden Christensen, John Leguizamo, Thandie Newton, Jacob Latimore, Jordan Trovillion, Arthur Cartwright, Neal Huff, Hugh Maguire, Larry Fessenden e Nicholas Yu
Cotação: 2 Stars

4 Comments

  1. Parece ser um filme muito ruim!!!

  2. […] animação ao investir no faroeste | O experiente Brad Anderson comete seu primeiro tropeço com “Mistério da Rua 7” | “Em Um Mundo Melhor” ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro | “Jogo de Poder” é […]

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