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Resenha Crítica | Splice – A Nova Espécie (2009)

É velho o embate entre a Ciência e a Ética no cinema. Mais do que criar novos experimentos, muitos cientistas fictícios estão mais dispostos com o plano individualista de servir de cobaia para a própria descoberta do que testar adequadamente seus efeitos e compartilhá-lo. Embora bem-intencionado, o casal Clive Nicoli (Adrien Brody) e Elsa Kast (Sarah Polley) não fogem deste padrão em “Splice – A Nova Espécie”, nova realização do americano Vincenzo Natali (do cult “Cubo”).

A missão de Clive e Elsa é criar um casal de híbridos. Mas a fusão de DNA de animais não deu certo – Bonnie e Clyde e Sid e Nancy são os nomes de alguns dos experimentos fracassados. Fred e Ginger é a nova investida destes cientistas, mas Elsa não demora para revelar a Clive um projeto paralelo: Dren (Abigail Chu). A criatura foi desenvolvida com DNA humano e Clive e Elsa decidem ocultá-la do laboratório onde trabalham para não implicá-los profissionalmente. O tempo passa e Dren (agora incorporada por Delphine Chanéac) adquire forma humana e animal.

Vincenzo Natali disse que imaginava “Splice – A Nova Espécie” há dez anos. No entanto, aguardava para que a tecnologia no cinema atingisse um novo patamar, possibilitando a existência de Dren. Pois a espera valeu a pena, já que Dren é uma criatura fascinante, uma mistura de graça e ameaça. O cineasta também não descarta algumas sequências dignas do cinema B de terror, como o gore que rola quando Fred e Ginger matam um ao outro. Faltou, digamos, um toque Cronembergiano mais forte em “Splice – A Nova Espécie”, pois seu ato final, óbvio, é repleto de terrenos já explorados em outros títulos de ficção-científica.

Título Original: Splice
Ano de Produção: 2009
Direção: Vincenzo Natali
Roteiro: Antoinette Terry Bryant, Doug Taylor e Vincenzo Natali
Elenco: Adrien Brody, Sarah Polley, Delphine Chanéac, Brandon McGibbon, Simona Maicanescu, David Hewlett, Abigail Chu e Jonathan Payne
Cotação: 3 Stars

2 Comments

  1. Esse é o tipo de filme que eu não assistiria, especialmente porque é de um dos gêneros cinematográficos que eu menos gosto…

    • Ah, Kamila! Não se pode evitar gêneros cinematográficos. Assista. Talvez você se surpreenda positivamente.

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