Conan, O Bárbaro

Jovem talento, Robert E. Howard cometeu suicídio assim que médicos confirmaram que sua mãe jamais sairia do estado de coma. Tinha apenas trinta anos quando atirou contra a própria cabeça. Com inúmeros contos publicados, Conan, o popular herói de origem ciméria, é sua criação mais notável e é nela que o alemão Marcus Nispel se espelha em seu mais novo filme, “Conan, O Bárbaro”. Entre inúmeras produções, que incluem animações e séries televisivas, Arnold Schwarzenegger personificou no longa-metragem homônimo de 1982 aquele que é o Conan mais famoso. Pois o ex-governador da Califórnia continuará dono do título, pois Marcus Nispel (que conduziu as refilmagens de “O Massacre da Serra Elétrica” e “Sexta-feira 13“) nada mais faz do que um trabalho razoável.

Agora vivido por Jason Momoa (do seriado “Game of Thrones”), Conan está obstinado em vingar a morte de seu pai (Ron Perlman). O alvo é Khalar (Stephen Lang), líder temível que pretende ressuscitar sua mulher invocando as forças da Máscara de Acheron. O artefato, que também garante imortalidade ao seu dono, será ativado apenas com sangue puro. Para isto, Khalar conta com as habilidades de Marique (Rose McGowan), sua filha feiticeira que busca por Tamara (Rachel Nichols), a única cujo sangue é útil para o ritual. Os caminhos de Conan e Tamara se cruzam e assim surgem os planos para derrotar Khalar.

Com um 3D que funciona apenas em panorâmicas concebidas por computação gráfica, “Conan, O Bárbaro” é uma aventura que não corresponde as expectativas. Há violência de sobra e uma ou outra batalha com achados visuais muito empolgantes, especialmente naquela onde Conan enfrenta soldados de areia que surgem com os feitiços de Marique. O problema é que na maior parte do tempo a sensação de estarmos presenciando um épico genérico é inevitável. Marcus Nispel não está num terreno seguro (como se testemunhou com o fracasso de “Desbravadores”, de 2007) e os únicos momentos de autenticidade são aqueles que adaptam com fidelidade o material original de Robert E. Howard, habilidoso no subgênero espada e feitiçaria.

Uma curiosidade: a narração que situa o espectador é de ninguém menos que Morgan Freeman.

Título Original: Conan the Barbarian
Ano de Produção: 2011
Direção: Marcus Nispel
Roteiro: Joshua Oppenheimer, Sean Hood e Thomas Dean Donnelly, baseado no personagem de Robert E. Howard
Elenco: Jason Momoa, Stephen Lang, Rachel Nichols, Ron Perlman, Rose McGowan, Bob Sapp, Leo Howard, Steven O’Donnell, Nonso Anozie, Raad Rawi, Laila Rouass, Saïd Taghmaoui, Milton Welsh, Nathan Jones e narração de Morgan Freeman
Cotação: 2 Stars

Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

2 Comentários em Conan, O Bárbaro

  1. Também gostei bastante daquela cena que você destaca, de Conan contra os soldados de areia. O filme é competente em alguns segmentos técnicos — maquiagem e direção de arte –, mas, mais que ser genérico, é cheio de absurdos, furos e erros de continuidade (já começando no nascimento do protagonista, em que todos na sessão em que eu estava riram). 2/10

  2. Esse filme é MUITO ruim! Um ator principal que é um troglodita sem emoção, uma trama que não tem coerência e os efeitos ficaram constrangedores, especialmente quando vistos em 3D.

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  1. Retrospectiva 2011 « Cine Resenhas

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