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Resenha Crítica | O Retorno de Tamara (2010)

Ao longo de sua carreira, Stephen Frears trabalhou com roteiros adaptados de romances renomados. “Ligações Perigosas”, “O Segredo de Mary Reilly” e “Chéri” são os melhores exemplos de uma filmografia celebrada. Surpreende o fato de agora ele adaptar uma graphic novel, assinada por Posy Simmonds. Trata-se de “Tamara Drewe”, que tem publicações semanais no “The Guardian’s Review”.

A estonteante Gemma Arterton é quem vive Tamara Drewe, garota que parece ter dado a volta por cima ao fazer uma cirurgia que eliminou o seu narigão. Jornalista, ela retorna ao pequeno vilarejo onde cresceu para reaver a casa deixada de herança por sua mãe recentemente falecida. O faz-tudo Andy Cobb (Luke Evans) parece ter se arrependido de ter esnobado Tamara no passado, bem como Nicholas Hardiment (Roger Allam), um cafajeste de meia-idade que traí a esposa Beth (Tamsin Greig).

Apresentado fora de competição no 63º Festival de Cannes, “O Retorno de Tamara” tem como problema algumas tramas paralelas que desviam a atenção de sua protagonista. Mas há ao menos uma delas que já vale por todo o filme: a das meninas Jody Long (Jessica Barden) e Casey Shaw (Charlotte Christie). Fanáticas pelo baterista Ben Sergeant (Dominic Cooper), Jody e Casey ficam em polvorosa quando descobrem que o ídolo está tendo um relacionamento com Tamara Drewe. Coadjuvante de “Hanna”, a jovem Jessica Barden encontra aqui uma nova oportunidade para brilhar, respondendo pelos melhores momentos e diálogos da produção. Um novo talento para ficar de olho.

Título Original: Tamara Drewe
Ano de Produção: 2010
Direção: Stephen Frears
Roteiro: Moira Buffini, baseado na graphic novel de Posy Simmonds
Elenco: Gemma Arterton, Luke Evans, Dominic Cooper, Roger Allam, Tamsin Greig, Bill Camp, Jessica Barden, Charlotte Christie, John Bett, Josie Taylor, Bronagh Gallagher, Pippa Haywood, Susan Wooldridge, Amanda Lawrence, Zahra Ahmadi, Cheryl Campbell, Alex Kelly, Emily Bruni, Lola Frears e Patricia Quinn

7 Comments

  1. Parece ser interessante. E é um filme de Stephen Frears, um diretor sempre muito regular.

    • Kamila, geralmente gosto do trabalho de Frears. Aqui ele faz um filme totalmente distinto em toda sua carreira e exatamente por isto eu sugiro uma espiada.

  2. […] tenha, entre um filme e outro,  o desejo de realizar algo mais leve, a exemplo do recente “O Retorno de Tamara”. Porém, “O Dobro ou Nada” atinge um nível tão precário que a credibilidade do cineasta […]

  3. […] histórias densas de lado para investir em outras mais descontraídas. Se Frears mandou bem em “O Retorno de Tamara”, o mesmo não pode ser dito a respeito de “O Dobro ou Nada”, que parece uma versão de saias […]

  4. […] ainda dada por muitos como sua obra-prima. Depois de não dar o melhor de si no apenas bom “O Retorno de Tamara” e de alcançar o fundo do poço com “O Dobro ou Nada“, Frears consegue provar o […]

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