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Resenha Crítica | O Homem Que Mudou o Jogo (2011)

Um filme que retrata o beisebol, um esporte tipicamente americano, dificilmente encontra seu público no circuito brasileiro. Afinal, qualquer um de nós não conseguiria se empolgar ao testemunhar partidas cujas regras processamos com dificuldades. A situação será ainda mais difícil para aquele que se aventurar em “O Homem Que Mudou o Jogo”, que troca o campo pelos bastidores do beisebol. Só há dois fatores que justificam o lançamento de um filme como este nos cinemas. O primeiro, obviamente, é o apelo que o nome de Brad Pitt tem diante do público. O segundo é representado pelas suas seis indicações ao Oscar, conquistadas nas categorias de Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Montagem e Melhor Mixagem de Som, um diferencial que deverá ajudar na carreira do filme nas bilheterias.

Baseado no livro “Moneyball: The Art of Winning an Unfair Game”, escrito por Michael Lewis, “O Homem Que Mudou o Jogo” se dedica em registrar um episódio real que definiu a carreira Billy Beane. Interpretado no filme por Brad Pitt, Billy investiu na carreira de jogador de beisebol na juventude sem refletir muito a respeito. Conforme sua idade avançava, bem como a insatisfação com a escolha profissional, Billy chegou naquele momento que assola qualquer jogador: o do baixo rendimento em campo. Já chegando aos quarenta anos, optou por gerenciar o Oakland Athletics, time que amargou péssimos resultados na temporada de 2001 de beisebol.

Com um budget baixíssimo em comparação com os times rivais, Billy teve de driblar diversas barreiras para conseguir um time vencedor. Contratou assim o jovem formado em economia Peter Brand (Jonah Hill), um zero à esquerda quando o assunto é beisebol, mas o assistente ideal que Billy procurava para desenvolver um sistema que seja capaz de apurar o diferencial de alguns jogadores no ostracismo. Assim, Billy reuniu um time a partir de contratos baratos e suspeito ao ponto de todos os responsáveis pela Oakland Athletics questionarem suas estratégias.

Responsável pelo mediano “Capote”, produção independente que rendeu um Oscar a Philip Seymour Hoffman (que em “O Homem Que Mudou o Jogo” faz uma pálida participação), Bennett Miller dedica apenas alguns segundos para as cenas onde vemos dois times rivalizando em campo, reforçando o lado supersticioso de Billy, que acreditava trazer má sorte sempre que acompanhava os jogos na arquibancada. Além do mais, a vida privada do protagonista também ganha realce, focando o distante relacionamento mantido com a própria filha após o divórcio com Sharon (Robin Wright, numa ponta de luxo). Essas escolhas interessantes do cineasta infelizmente estão a favor de uma narrativa conduzida com pouco entusiasmo e superestimada por reconhecer o trabalho cheio de maneirismos de Brad Pitt, seja adotando uma postura arrogante diante de seus jogadores arremessando todos os objetos que estão ao seu redor ou terna diante da filha (Kerris Dorsey). Dito tudo isso, pode-se dizer que “O Homem Que Mudou o Jogo” nada mais é do que um drama de superação para americano ver.

Título Original: Moneyball
Ano de Produção: 2011
Direção: Bennett Miller
Roteiro: Aaron Sorkin e Steven Zaillian, baseado no livro “Moneyball: The Art of Winning an Unfair Game”, de Michael Lewis
Elenco: Brad Pitt, Jonah Hill, Philip Seymour Hoffman, Robin Wright, Chris Pratt, Stephen Bishop, Brent Jennings, Ken Medlock, Tammy Blanchard, Jack McGee, Vyto Ruginis, Nick Searcy, Glenn Morshower, Casey Bond, Nick Porrazzo, Kerris Dorsey, Arliss Howard, Reed Thompson, James Shanklin, Diane Behrens e Takayo Fischer
Cotação: 2 Stars

10 Comments

  1. Onde assino? Dizem que não é sobre beisebol, que é sobre ‘algo mais’, mas é sim sobre beisebol, e é muito sem sal nem açúcar!

    • Gustavo, não precisa assinar em lugar algum, rs. Fico feliz em saber que há alguém nesse mundo estranho que concorda com meu comentário a respeito de “Moneyball”, rs.

  2. Caramba, que opinião sobre esse filme, hein?? “Moneyball” tem sido bastante elogiado e vou discordar de você. Independente de ser um filme sobre beisebol, tem tudo para encontrar mercado aqui ou internacionalmente… Brad Pitt é a estrela e somente isso já atrai o povo para assistir ao filme.

    • Kamila, acredito que apenas o público americano se entusiasmou com a obra. E para você ver como não estava errado, o filme ganhou poucas salas no Brasil e não se destacou muito na bilheteria de sua primeira semana em cartaz. =P

  3. […] Sandler, por “Cada Um Tem a Gêmea Que Merece” Brad Pitt, por “O Homem Que Mudou o Jogo“ Chris Pine, por “Guerra é Guerra” Colin Farrell, por “O Vingador do […]

  4. josé josé

    Claro que não é e só sobre beisebol, é sobre administração, sobre finanças. sobre estatística. Gente de visão obtusa.

    • José, visualizo um futuro em que muitos mestres usarão “Moneyball” como ferramenta de estudo em aulas sobre administração, finanças e estatísticas. Coitada da próxima geração de alunos.

  5. leonardo leonardo

    Eles não foram mal na temporada de 2001, chegaram na final!!

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