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Resenha Crítica | A Guerra dos Botões (2011)

O livro “A Guerra dos Botões” foi publicado há cem anos e desde então se tornou uma dessas leituras acessíveis às crianças, uma vez que sua história diz muito sobre o processo de amadurecimento que todos nós experimentamos nesta fase da existência humana em que ainda não compreendemos bem o mundo adulto.

“A Guerra dos Botões” já foi adaptado para os cinemas e sua versão cinematográfica mais famosa é aquela dirigida por Yves Robert em 1962. Responsável por fitas como “Amor ou Consequência” e o americano “Ironias do Amor”, Yann Samuell aproveita a popularidade ainda intacta do livro para adaptá-lo para a nova geração.

Lebrac (Vincent Bres) é o líder de uma gangue de garotos que se dedica em enfrentar a gangue rival comandada por L’Aztec (Théo Bertrand), morador da aldeia vizinha. A brincadeira é encarada como algo sério por essas crianças, uma vez que essa guerra existe há gerações. Os rivais agem sem que os adultos suspeitem e o objetivo dos embates com espadas de madeiras, estilingues e armadilhas é tomar os botões das roupas do inimigo.

Tanta ingenuidade serve como contraponto à vida difícil do protagonista Lebrac, filho de uma família humilde e que logo cedo estará diante de uma oportunidade na qual terá de tomar uma decisão que definirá o seu futuro. Apesar da nostalgia, esta versão de “A Guerra dos Botões” carece de novidades e a condução de Yann Samuell rende um filme pouco divertido, capaz até mesmo de provocar aborrecimento.

Recentemente, o livro de Louis Pergaud caiu no domínio público, o que provocou uma verdadeira guerra entre produtores franceses para fazerem uma adaptação. O resultado foi o lançamento quase simultâneo de duas versões. A outra versão do ano passado de “A Guerra dos Botões”, “La nouvelle guerre des boutons”, ainda aguarda por uma chance para ganhar distribuição no Brasil.

Título Original: La guerre des boutons
Ano de Produção: 2011
Direção: Yann Samuell
Roteiro: Yann Samuell, baseado no romance “A Guerra dos Botões”, de Louis Pergaud
Elenco: Eric Elmosnino, Mathilde Seigner, Fred Testot, Alain Chabat, Vincent Bres, Salomé Lemire, Théo Bertrand, Tristan Vichard, Tom Terrail, Louis Lefèbvre, Victor Le Blond, Arthur Garnier, June Maître, Paloma Lebeaut, Théo Fernandez, Antonio Tavarez, Matéo Faye, Christian Hecq, Aristide Demonico, Emmanuelle Grönvold, Sabine Heraud, Arno Feffer e Bastien Bouillon
Cotação: 2 Stars

3 Comments

  1. Se causa aborrecimento, prefiro manter distância. Mas, mesmo assim, acabaria me arriscando, até mesmo pra ver se você está certo. rsrsrs

    • Kamila, conferi este filme na pré-estreia e percebi que a maioria dos espectadores (especialmente os mais velhos) se divertiram bastante. Eu não consegui gostar, me aborreci. Vamos aguardar pela outra versão.

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