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Resenha Crítica | Argo (2012)

ArgoA história real por trás de “Argo” teve origem em meados dos anos 1950, quando influências externas tiraram do poder Mohammed Mossadegh, líder admirado pelos iranianos e que pôde gerar mudanças positivas para o seu país. Em seu lugar, ficou Reza Pahlevi e o seu regime impopular, que durou nada menos que 26 anos. Em 1979, a população se rebelou e Pahlevi recebeu asilo político nos Estados Unidos. É exatamente deste episódio que nasce “Argo”, terceiro longa-metragem dirigido por Ben Affleck.

“Argo” inicia no exato momento em que rebeldes invadem a embaixada americana em Teerã para tornar os funcionários reféns. O plano, claro, serve como protesto. Seis funcionários conseguem fugir e se refugiar na casa do embaixador canadense (Victor Garber). São Bob Anders (Tate Donovan), Cora Lijek (Clea DuVall), Joe Stafford (Scoot McNairy), Lee Schatz (Rory Cochrane), Mark Lijek (Christopher Denham) e Kathy Stafford (Kerry Bishé), personagens confinados que aguardam algum esforço da CIA em retirá-los do lugar.

Assim como em “Atração Perigosa”, Ben Affleck também se encarrega do papel de protagonista. Ele incorpora Tony Mendez, justamente o agente que viveu o episódio real e que inspira o roteiro através do seu livro, já disponível nas livrarias do Brasil. Típico workaholic, Tony elaborou um plano inusitado para resgatá-los em Teerã e trazê-los de volta aos Estados Unidos. Trata-se de “Argo”, roteiro de ficção-científica não produzido em Hollywood em que Tony, com a ajuda do maquiador John Chambers (John Goodman) e do produtor Lester Siegel (Alan Arkin), finge viabilizar como pretexto para visitar Teerã em busca de locações.

Por mais inacreditável que possa parecer,  a CIA compra a ideia e Tony faz o sexteto se passar pela equipe responsável por “Argo”, cada um assumindo o papel de diretor, roteirista, designer et cetera. Reside aí a única chance de eles transitarem em um território perigoso sem que sejam descobertos. Porém, como voltarão para casa com guardas para todos os cantos de  Teerã?

Se como ator Ben Affleck parece ligar o piloto automático em várias ocasiões, como diretor proporciona grande tensão quando os personagens precisam atuar como profissionais de cinema. Temos aqui o seu melhor filme por trás das câmeras. O resultado, alias, é tão positivo que muitos parecem insatisfeitos com a ausência do seu nome entre os indicados ao Oscar de direção – ao todo, “Argo” concorre em sete categorias.

Sente-se que essa dramatização seria ainda mais forte caso o cinema fosse um elemento vívido. “Argo” respeita apropriadamente a todas as regras para se fazer um bom thriller e narra com clareza o conflito político destacado. Porém, sabe-se que a sétima arte, com todo o seu poder de manipulação, foi fundamental para assegurar o sucesso da missão de Tony e Affleck parece avesso à possibilidade de homenagem.

Título Original: Argo
Ano de Produção: 2012
Direção: Ben Affleck
Roteiro: Chris Terrio, baseado no livro “The Master of Disguise”, de Tony Mendez, e no artigo “Escape from Tehran”, de Joshuah Bearman
Elenco: Ben Affleck, Bryan Cranston,  Alan Arkin , John Goodman, Taylor Schilling, Kyle Chandler, Victor Garber , Tate Donovan, Clea DuVall, Adrienne Barbeau, Rory Cochrane, Kerry Bishé, Richard Kind, Titus Welliver, Michael Parks, Zeljko Ivanek, Chris Messina, Michael Cassidy, Barry Livingston, Keith Szarabajka, Scoot McNairy e Tom Lenk

5 Comments

  1. “Argo” marca a consagração definitiva do Ben Affleck como diretor. E, vamos ser sinceros? Ele é bem melhor mesmo por trás das câmeras do que como ator. O que eu mais gostei em “Argo” foi da sua parte técnica, com um trabalho muito bom de reconstituição de época. Além disso, o filme tem uma fotografia num tom documental que muito me agrada. E o roteiro é muito bom, com o foco certo na história.

    • Kamila, embora Ben Affleck esteja interessado apenas em uma parte de toda a história real, gosto de “Argo”. E espero que ele prossiga na sua carreira apenas atrás das câmeras, pois na frente dela ele não mostrou qualquer evolução em vinte anos.

  2. […] mesmo ano, William Goldenberg concorreu ao Oscar pela montagem tanto por “Argo” quanto por “A Hora Mais Escura”(contando neste com a parceria de Dylan Tichenor, antes […]

  3. É um fato de que é a melhor produção de Ben Affleck, vale a pena ver Argo é um filme contou com inteligência, bom ritmo e um elenco muito atraente.

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