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Os Cinco Filmes Prediletos de Matheus Pannebecker

Matheus Pannebecker (Cinema e Argumento)
Com da blogosfera, pude conhecer muitas pessoas que hoje se tornaram amigos muito queridos. A distância é um problema, mas a comunicação e o respeito ainda prevalecem através do mundo virtual. Responsável pelo Cinema e Argumento, Matheus Pannebecker apresenta uma distinção diante dos meus outros colegas: é um cinéfilo que conheci momentos antes de criar o Cine Resenhas. No extinto Orkut, era fácil vê-lo interagindo em comunidades de cinema, como a da falecida Revista Set. Puxando na memória, lembro que a primeira interação entre o Matheus e eu se deu com a  nossa defesa de “A Vila”, o primeiro filme que assisti em uma sala de cinema e ainda subestimado pelo público.
Alguns anos se passaram e descobri que a nossa compatibilidade cinéfila não é lá tão alta, o que jamais impediu que uma conversa não corresse com fluidez – já gravamos até mesmo dois CineCasts. Formado em Jornalismo, este fã incondicional da atriz Meryl Streep e do compositor Philip Glass é uma verdadeira relíquia quando o assunto é blogue de cinema. Ao contrário de muitos colegas que desistiram do prazeroso ofício, Matheus continua firme com o Cinema e Argumento, espaço que reflete a diversidade e o amor por cinema de seu editor.
A seguir, confira os comentários do Matheus sobre os seus cinco filmes prediletos.
As Confissões de Schmidt, de Alexander Payne (About Schmidt, 2002)As Confissões de Schmidt, de Alexander Payne (About Schmidt, 2002)
Nunca vou esquecer a primeira vez que vi “As Confissões de Schmidt”. Foi, antes de tudo, a primeira vez que eu me emocionava com um filme. Mas as lágrimas não foram a única justificativa para o longa de Alexander Payne ficar comigo até hoje. A impecável mistura de drama e comédia e o incrível desempenho de Jack Nicholson (que nunca esteve tão contido) foram essenciais para eu me aproximar ainda mais dessa linda história de um homem solitário que tenta se reconectar com a vida de alguma forma – nem que seja tentando fazer alguma diferença ao adotar um garoto africano à distância.
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As Horas, de Stephen Daldry (The Hours, 2002)As Horas, de Stephen Daldry (The Hours, 2002)
Não admirei de imediato. Na realidade, “As Horas” é um filme que cresce com o espectador. Conforme passam os anos, compreendemos melhor pequenos detalhes desse filme que diz muito sobre a vida. Rever “As Horas” é sempre sinônimo de descobrir algo novo. Mais do que isso, poucas vezes um elenco esteve tão harmônico no cinema. Não apenas Nicole Kidman, Julianne Moore e Meryl Streep impressionam, mas todo o elenco coadjuvante também. A adaptação do livro homônimo de Michael Cunningham é impecável, a montagem é uma verdadeira aula e a trilha de Philip Glass é, simplesmente, a melhor que o cinema já teve a oportunidade de ouvir.
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Direito de Amar, de Tom Ford (A Single Man, 2009)Direito de Amar, de Tom Ford (A Single Man, 2009)
É muito fácil dizer que “Direito de Amar” é um filme de temática gay. Para mim, ultrapassa completamente essa fronteira: é, em suma, um filme sobre solidão. E impressiona o total controle da linguagem cinematográfica apresentado pelo estilista Tom Ford em sua estreia atrás das câmeras (inteiramente financiada por ele próprio). Da impressionante parte técnica (fotografia, trilha e figurinos são de um primor absurdo) ao melhor desempenho da carreira de Colin Firth, “Direito de Amar” é um retrato incrivelmente triste de um homem transformado pelo amor e, principalmente, pela trágica perda dele.
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Moulin Rouge! - Amor em Vermelho, de Baz Luhrmann (Moulin Rouge, 2001)Moulin Rouge! – Amor em Vermelho, de Baz Luhrmann (Moulin Rouge, 2001)
Deve ser, possivelmente, o melhor que Baz Luhrmann terá feito em toda sua vida. E mesmo assim “Moulin Rouge! – Amor em Vermelho” é ame ou odeie. E dá para entender quem se incomoda com certa histeria do filme. Mas a verdade é que poucas vezes um musical foi tão original e apaixonante. Também é um filme que passei a apreciar melhor com o tempo, mas hoje já sou fã a ponto de saber cantar todas as músicas. Sem falar, claro, que “Moulin Rouge!” é um verdadeiro espetáculo visual. A direção de arte, por exemplo, é de encher os olhos – mas o mais importante: nunca gratuitamente extravagante. Tem tudo a ver com a incomparável proposta do filme.
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Titanic, de James Cameron (idem, 1997)Titanic, de James Cameron (idem, 1997)
“Avatar” pode até ultrapassar o recorde de bilheteria, mas “Titanic” sempre será aquele filme que todos viram. E, no fundo, aquele filme que todos gostam. Impossível ficar indifente à grandiosidade desse filme que em nada envelhece. Ainda hoje, “Titanic” impressiona, seja em função da irrepreensível técnica ou da forma como cria uma verdadeira viagem emocional. As mais de três horas passam voando, o casal principal conquista e toda a circunstância em que o romance acontece já torna toda a experiência diferente. Um verdadeiro clássico que nem as repetidas exibições na TV conseguem estragar.
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10 Comments

  1. Acho que quem acompanha o “Cinema e Argumento” já sabe que esses são os filmes favoritos do Matheus. Particularmente, acho cinco escolhas muito interessantes. Apesar de eu não gostar muito de “Titanic”, é inegável que esse longa é um clássico.

    • Kamila, não sabia que o Matheus gostava TANTO de “Moulin Rouge”. É um filme que assisti num momento em que ainda estava me habituando aos musicais, um gênero do qual hoje sou fã.

  2. Matheus e seu gosto inegável para ótimos filmes. Toda a lista é excelente, e ainda que meus preferidos sejam AS HORAS e TITANIC, admito que MOULIN ROUGE, A SINGLE MAN e ABOUT SCHMIDT são grandes filmes do cinema contemporâneo.
    Abs, a todos!

    • Weiner, a lista do Matheus é uma prova de que o cinema contemporâneo pode sim produzir obras que serão os clássicos de amanhã. São filmes para ver e rever. Um abraço.

  3. Flávio Flávio

    estes são os 5 favoritos? calma lá, né, são filmes bons, mas longe de serem eleitos os ‘meus favoritos’ de alguém. até gosto dos argumentos de cada um deles, ‘Titanic’ é tudo isso mesmo, mesmo eu não sendo um grande fã do filme. ‘Moulin Rouge’ é até mais que a justificativa pela escolha, pois tem o grande feito de ‘popularizar’ os musicais. ‘As Horas’ é muito bom, mas, isto não é uma crítica, é um filme de meninas, me senti um invasor do clube da Luluzinha quando fui ver o filme no cinema. ‘Direito…’ e ‘As Confissões…’ são extremamente bem produzidos e contam com atuações bem acima de média, mas não entendo a inclusão em um top5. resumindo, gosto muito dos filmes, respeito a formação do top5, mas acredito que existam filmes melhores dentro da mesma categoria.

    • Flávio, a lista do Matheus é preenchida por grandes filmes (dois deles presentes na minha lista de preferidos, inclusive). Se há ou não filmes melhores do que esses cinco apontados pelo Matheus não vem muito ao caso, pois a intenção dessa seção é conhecer aqueles que são os filmes que marcaram (e ainda marcam) nossas vidas e que, de certa forma, expandiram a nossa paixão pelo cinema.

  4. Ah Flavio é difícil estabelecer essa lista de “filmes melhores”. Acima de um certo nível de competência técnica, a sintonia fina da escolha dos favoritos passa pela sensibilidade e vivência de cada pessoa. Um bom filme que julgo maravilhoso, pode te deixar indiferente. Noutro, que você seleciona como “o melhor”, posso reconhecer inegáveis qualidades, mas não me diz nada. Da bela lista selecionada pelo Matheus depreendo que ele é um crítico sensível, romântico, que prioriza o desempenho do elenco.

    • Stella, exatamente. A intenção dessa seção é ser o mais subjetiva possível, é poder oferecer a oportunidade dos leitores conhecer cada um dos convidados através de suas escolhas de filmes prediletos.

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