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Resenha Crítica | E… Que Deus Nos Ajude!!!

E... Que Deus Nos Ajude!!! | Salvation BoulevardOs anos se passam e com eles novas gerações se formam com valores renovados. O comportamento dos jovens de hoje mudou e tudo é debatido de forma acalorada e sem censura, o que acaba influenciando a opinião dos adultos. Nisto tudo, é interessante constatar o quanto a religião não se mostra mais indispensável para muitos indivíduos, que hoje desenvolvem a própria personalidade sem a necessidade de um credo. Seguidor de tendências, o cinema anda discutindo mais do que nunca o embate entre ateus e cristãos fundamentalistas, algo que também está ganhando a mídia.

Terceiro longa-metragem de George Ratliff (“Joshua – O Filho do Mal”), “E… Que Deus nos Ajude!!!” é um novo exemplar a trazer a discussão à tona. Inicia promissor com o debate entre o pastor Dan Day (Pierce Brosnan) e Peter Blaylock (Ed Harris), um cético autor de best sellers. No município em que vivem, Dan é mais popular com os seus inúmeros seguidores, mas se mostra aberto para ouvir uma proposta de Peter, que deseja desenvolver um livro em que discutirá a existência de Deus avaliando os dois lados da moeda. O encontro acontecerá na casa de Peter e Dan vai ao seu encontro tendo Carl Vanderveer (Greg Kinnear) como companhia.

Após um tenso bate-papo, um acidente acontece: Dan manuseia uma arma de Peter e dispara, sem querer, na cabeça dele. Desesperado, Dan manipula o cômodo em que estavam como se Peter pretendesse um suicídio e firma um pacto com Carl, que passa a ser seguido quando planeja dizer a verdade para a polícia.

Carl tem uma dívida eterna com Dan, a pessoa que o influenciou a abandonar uma vida errante e a constituir família com Gwen (Jennifer Connelly). No entanto, a postura de Dan o faz rever sua vida e a própria religiosidade, especialmente ao reencontrar Honey Foster (Marisa Tomei), uma testemunha do seu passado rebelde como integrante de uma banda de rock.

Por mais surpreendente que seja o primeiro ato de “E… Que Deus nos Ajude!!!”, George Ratliff usa o acidente cometido pelo pastor Dan somente como pretexto para desviar a atenção do tema tabu. De uma hora para outra, a história se converte em um thriller de humor negro nada funcional em que predominam personagens excessivamente caricatos, a exemplo do protagonista banana defendido por Greg Kinnear e a personagem de Marisa Tomei, uma hippie que sequer depila as axilas. Um filme covarde que ignora sua proposta inicial para não levantar polêmicas ou bandeiras.

Salvation Boulevard, 2011 | Dirigido por George Ratliff| Roteiro de Douglas Stone e George Ratliff, baseado no romance homônimo de Larry Beinhart| Elenco: Greg Kinnear, Pierce Brosnan, Jennifer Connelly, Marisa Tomei, Ed Harris, Ciarán Hinds, Isabelle Fuhrman, Mary Callaghan Lynch, Christine Kelly e Jim Gaffigan| Distribuidora: Focus Filmes

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