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Blue Jasmine

Blue JasminePelo desinteresse em explorar gêneros cinematográficos, Woody Allen se consolidou criando dois tons distintos. O primeiro é pontuado pela comédia em que alter egos neuróticos, justamente aquele que o consagrou. Já o segundo é representado pelos dramas bergmanianos, hoje não tão explorados na fase mais recente de sua filmografia. Ao realizar o sonho de trabalhar com a australiana Cate Blanchett, Woody Allen busca um modo de fazer uma junção entre o cômico e o trágico em “Blue Jasmine”, filme prestigiado pela crítica e raro exemplo de sucesso comercial (é o quinto título de sua carreira a ultrapassar a marca dos 30 milhões de dólares arrecadados somente nas bilheterias americanas). Ao acompanhar o declínio de uma mulher após perder toda a sua fortuna e status, Woody Allen preserva os diálogos venenosos que o tornaram célebre, mas o resultado final é repleto de amargura, algo não esperado de um veterano que celebrou o otimismo em obras recentes como “Meia-noite em Paris” e “Para Roma, com Amor“.

Há uma crítica completa de “Blue Jasmine” no Cenas de Cinema. Para lê-la, basta clicar aqui.

3 Comments

  1. Alex, gostei bastante de “Blue Jasmine”, especialmente das tiradas espirituosas do roteiro e da atuação da Cate Blanchett. Amanhã, publico minha crítica sobre esse filme no Cinéfila por Natureza.

  2. […] da tentação em dar uma resolução tão amarga quanto aquela vista ano passado em seu “Blue Jasmine“. Melhor assim, pois apesar da relutância de Stanley em abrir mão de suas convicções, é […]

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