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Um Golpe Perfeito

Um Golpe Perfeito | Gambit

Há elementos que se reúnem para a viabilização de uma produção em que a expectativa é para que tudo dê certo. “Um Golpe Perfeito” é um desses casos. Refilmagem de “Como Possuir Lissu”, comédia de 1966 protagonizada por Michael Caine e Shirley MacLaine, “Um Golpe Perfeito” traz Colin Firth liderando o elenco com um Oscar fresquinho pela sua interpretação em “O Discurso do Rei“, o diretor Michael Hoffman com a reputação nas alturas com o moderado sucesso artístico de “A Última Estação”, um elenco secundário respeitável (Cameron Diaz, Alan Rickman e Stanley Tucci) e, o maior atrativo, um roteiro assinado por ninguém menos que os irmãos Coen.

Firth vive Harry Deane, um curador especializado em pinturas e subordinado do intragável Lionel Shahbandar (Hickman), ricaço que procura obsessivamente uma obra raríssima de Monet. Trata-se de duas pinturas que o artista aparentemente realizou ao registrar dois climas distintos de um mesmo dia. Lionel tem uma dessas telas e Harry se aproveita disso para aplicar um golpe. Com o auxílio de um velho amigo (o veterano Tom Courtenay, o único a passar incólume por todo o filme), Harry contrata PJ Puznowski (Diaz), uma “rainha de rodeio” que, vai entender, se mostra a pessoa perfeita para persuadir Lionel com um Monet falso.

Embora rodado nos Estados Unidos, o país segue sem uma data para o lançamento de “O Golpe Perfeito”. Daí a chegada antecipadíssima no Brasil, embora o remake tenha coletado comentários nada agradáveis desde sua première em Londres no ano passado. O que deu errado? As engrenagens que deveriam gerar humor simplesmente não funcionam. Michael Hoffman se limita apenas em reproduzir as piadas do texto dos Coen em que as únicas investidas são o choque ingênuo e a divergência entre personagens. Não há um personagem que não seja introduzido de modo exagerado (notem como o personagem de Stanley Tucci espreme limões em seu jantar diante de sua primeira aparição ou mesmo a nudez que Alan Rickman se submete através de um dublê de corpo) e desde o primeiro minuto é evidente que alguma sintonia nascerá entre o Harry e Puznowski, ele um inglês almofadinha e ela, uma texana espevitada. Na intenção de divertir, “Um Golpe Perfeito” só constrange todos os envolvidos.

Gambit, 2012 | Dirigido por Michael Hoffman | Roteiro de Ethan Coen e Joel Coen, baseado em um conto de Sidney Carroll | Elenco: Colin Firth, Cameron Diaz, Alan Rickman, Stanley Tucci, Tom Courtenay, Alex Macqueen, Cloris Leachman, David Danson, Spencer Cummins, Togo Igawa, Julian Rhind-Tutt, Sadao Ueda, Masashi Fujimoto, Kenji Watanabe, Yoshinoru Yamamoto e Ryozo Kohira | Distribuidora: Paris Filmes

2 Comments

  1. O elenco é muito bom e, apesar desses créditos “não creditados” dos irmãos Coen, não tinha ouvido falar sobre esse “um Golpe Perfeito”.

  2. […] não foi uma boa ideia desenterrar a franquia de humor. Também com média vergonhosa (28%), “Um Golpe Perfeito” talvez seja a maior bola fora da carreira dos irmãos Coen, roteiristas do filme de Michael […]

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