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Resenha Crítica | O Hobbit: A Desolação de Smaug (2013)

O Hobbit: A Desolação de Smaug | The Hobbit: The Desolation of Smaug

Como capítulo introdutório, “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada” foi capaz de se esquivar com sucesso das inúmeras críticas ao modo desnecessário como Peter Jackson decidiu alongar uma história muito breve em sua versão literal. Com edições publicadas com um pouco mais de 300 páginas, “O Hobbit” se transformou no cinema em uma trilogia que deverá conter aproximadamente 9 horas.

Mesmo narrando eventos que antecedem a trilogia “O Senhor dos Anéis”, “Uma Jornada Inesperada” precisava situar um novo público aos cenários vistosos da Terra Média, bem como explorar personagens inéditos para aqueles já familiarizados com a novela fantasiosa de J.R.R. Tolkien. “A Desolação de Smaug” não tem esse compromisso e o resultado é frustrante devido a falta de novidades.

Sequência direta de “Uma Jornada Inesperada”, “A Desolação de Smaug” narra, durante quase três horas, a caminhada longa de Bilbo (Martin Freeman), Gandalf (Ian McKellen) e a trupe liderada por Thorin (Richard Armitage) para enfrentar o dragão Smaug (Benedict Cumberbatch), que tomou posse da Montanha Solitária, o reino dos anões. Os perigos não cessaram, pois os Orks continuam seguindo nossos heróis e há aranhas ameaçadoras na floresta Mirkwood, um ponto que inevitavelmente deve ser percorrido caso queiram chegar a Smaug.

Apesar de lidar com um universo tão abrangente, Peter Jackson parece tão pressionado a criar um novo épico à altura de “O Senhor dos Anéis” que se limita a chavões. A destreza dos personagens é diminuída a cada instante em que eles são salvos por terceiros quando um risco atingiu o seu grau máximo. Algo que não acontece somente uma ou duas vezes, mas três. Nem a entrada dos elfos nesta etapa de “O Hobbit” entusiasma, pois o roteiro decidiu conferir uma importância inexplicável em uma atração entre a elfa Tauriel (Evangeline Lilly, que faz o possível para conferir alguma dignidade ao papel) e o anão Kili (Aidan Turner) – alguém ainda cai no “olhei, gamei”? – em detrimento de um terceiro ato mais organizado. Ao equilibrar três linhas de frente, o minuto final se converte em um convite para a audiência direcionar para tela os palavrões mais cabeludos.

Nem tecnicamente falando “A Desolação de Smaug” se sobressai. As panorâmicas não passam de artifícios para aumentar a metragem e a High Frame Rate (o processamento de 48 quatros por segundo) é uma tecnologia que provavelmente se tornará obsoleta assim que “Lá e De Volta Outra Vez” estrear em meados de dezembro deste ano. Antes um cineasta notável pela economia, agora Peter Jackson sucumbiu à megalomania, algo que reduz quase a zero as expectativas que seriam concentradas para a conclusão desta nova trilogia.

The Hobbit: The Desolation of Smaug, 2013 | Dirigido por Peter Jackson | Roteiro de Fran Walsh, Guillermo del Toro, Peter Jackson e Philippa Boyens, baseado no livro ‘O Hobbit”, de J.R.R. Tolkien | Elenco: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Ken Stott, Graham McTavish, William Kircher, James Nesbitt, Stephen Hunter, Dean O’Gorman, Aidan Turner, Josh Callen, Peter Hambleton, Jed Brophy, Mark Hadlow, Adam Brown, Orlando Bloom, Evangeline Lilly, Lee Pace, Cate Blanchett, Mikael Persbrandt, Silvester McCoy, Luke Evans Stephen Fry e voz de Benedict Cumberbatch. | Distribuidora: Warner Bros.

2 Comments

  1. Seu chatoooooooooo!!!!!!!!!!!!!!! Quem nunca sentiria um “olhei, gamei” com uma elfa igualzinha à Evangeline Lilly?

    • Otávio, mas foi ela que caiu de amores pelo Kili – e ele é feio pra dedéu!

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