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Rush – No Limite da Emoção

Rush - No Limite da Emoção | Rush

 A Fórmula 1 é pouco prestigiada dentro dos filmes esportivos. Entre um ou outro sucesso comercial, somente “Grand Prix” é recordado com algum carinho pelos cinéfilos mais velhos. Apesar de atingir um valor de respeito no total arrecadado em todos os países, “Rush – No Limite da Emoção” não foi um estouro nos Estados Unidos e no Brasil – e olha que temos Ayrton Senna como um de nossos grandes heróis. Falta apelo popular e há desafios técnicos ao lidar com esse tipo de produção, como alternar o ator profissional e o dublê no volante.

Mesmo com os dois entraves, Ron Howard supera as dificuldades ao longo de “Rush – No Limite da Emoção”. Desconsiderando a precariedade da computação gráfica aplicada em um acidente que redefiniu a carreira de Niki Lauda (Daniel Brühl, em interpretação extraordinária), trata-se do melhor trabalho do cineasta nos últimos dez anos.

A adrenalina corre solta tanto dentro quanto fora das pistas. Mesmo que incrivelmente habilidoso, Niki Lauda não era um piloto dos mais carismáticos. Daí a rivalidade com James Hunt (Chris Hemsworth) ser mais potente: charmoso e mulherengo, Hunt fascinava a todos. Na briga constante em provar quem era o melhor, Niki topou contra sua própria vontade participar do Grand Prix da Alemanha em uma situação desfavorável para todos os competidores: diante de uma chuva devastadora, o risco de qualquer piloto sofrer um acidente drástico é enorme.

Ron Howard segue uma cartilha que apresenta desdobramentos previsíveis (a vida privada dos protagonistas é construída sem muito esmero), mas encontra meios de tornar “Rush – No Limite da Emoção” um dos filmes definitivos de Fórmula 1. Os trunfos estão em fazer com que o público acompanhe na maior parte do tempo o espetáculo pela perspectiva de Niki Lauda e ao permitir que sintamos a pulsação dos rivais nos instantes mais decisivos. Para Niki e James, a viva só é vivida plenamente quando o limite é a morte, algo belamente representado em tomadas em que a fúria da natureza se concentra agressivamente nas corridas.

Rush, 2013 | Dirigido por Ron Howard | Roteiro de Peter Morgan | Elenco: Daniel Brühl, Chris Hemsworth, Alexandra Maria Lara, Olivia Wilde, Pierfrancesco Favino, David Calder, Natalie Dormer, Stephen Mangan, Christian McKay, Alistair Petrie, Julian Rhind-Tutt, Colin Stinton, Jamie de Courcey, Ilario Calvo e Augusto Dallara | Distribuidora: California Filmes

4 Comments

  1. Adorei “Rush: No Limite da Emoção”. Acho que o que eu mais gostei nesse filme foi a forma como o roteiro se apoia na rivalidade e na vontade de superar os limites que James Hunt e Niki Lauda possuíam. A relação deles era do tipo em que um motivava o outro a sempre se superar. E isso está muito bem retratado pelas performances de Chris Hemsworth e Daniel Bruhl. Definitivamente, um filme que merecia um melhor reconhecimento nesta atual temporada de premiações.

    • Kamila, quando foi divulgado que o Chris Hemsworth iria anunciar os indicados ao Oscar, ali mesmo previ que o filme não receberia nenhuma menção. De qualquer modo, fico contente que Daniel Brühl tenha sido lembrado em outras premiações. Espero que isso ajude a colocá-lo em maior evidência.

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