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Jogos Vorazes

Jogos Vorazes | The Hunger Games

Antes um candidato forte para mimar os fãs de “A Saga Crepúsculo” após seu derradeiro capítulo, “Jogos Vorazes” rapidamente provou que tinha mais a oferecer do que um mero triângulo amoroso entre uma moça e dois “monstros”. Mesmo tendo os jovens como público-alvo, “A Saga Crepúsculo” e “Jogos Vorazes” foram concebidos com propósitos muito distintos. Em uma história, temos uma jovem chamada Bella (Kristen Stewart) em um processo íntimo de descoberta ao se apaixonar por um ser imortal. Em outra história, essa infinitamente mais pertinente, há a também jovem Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) lutando para sobreviver em um cenário totalitário.

O cacife do material de Suzanne Collins é confirmado com o envolvimento de Gary Ross, que age como diretor e roteirista de “Jogos Vorazes”. Responsável por “A Vida em Preto e Branco” e “Seabiscuit – Alma de Herói”, o cineasta americano é um nome incomum para liderar um universo às vezes fantasioso. A escolha é certeira para dar credibilidade à história de Katniss, o pilar que sustenta uma família composta apenas por uma mãe (Paula Malcomson) sem vitalidade e uma irmã, Prim (Willow Shields), que ainda não compreendeu a dimensão da desgraça de se viver no Distrito 12, o menos nobre entre a uma dúzia existente.

Anualmente, o presidente Snow (Donald Sutherland) promove os Jogos Vorazes, campeonato em que jovens de até 18 anos são sorteados para digladiarem entre si em uma arena repleta de armadilhas. Somente um participante sobreviverá e cada distrito deverá submeter um casal. Prim é sorteada no Distrito 12 junto com Peeta Mellark (Josh Hutcherson) e Katniss se voluntaria para substituir sua irmã. Exibido em todos os distritos, os Jogos Vorazes é um evento macabro que tem como objetivo fortalecer o governo opressor de Capitol. Afinal, nada mais eficiente para o presidente Snow do que destruir o único símbolo de esperança de uma nação: a juventude.

Ao se inspirar em realities shows e na mitologia grega, a escritora Suzanne Collins fez em “Jogos Vorazes” uma mistura rica não totalmente eficaz com a inserção de alguns elementos fantásticos na narrativa e também pelo receio em corromper a moral de sua protagonista. Gary Ross tem contas a prestar a um público muito grande e esses problemas ganham vida na adaptação cinematográfica, o que rende um clímax tomado por criaturas nada convincentes e uma Katniss que acerta um alvo somente quando há a garantia de sua integridade não ser comprometida diante de olhos ingênuos. Falhas que, felizmente, não são reprisadas no maduro “Jogos Vorazes: Em Chamas”.

The Hunger Games, 2012 | Dirigido por Gary Ross | Roteiro de Billy Ray, Gary Ross e Suzanne Collins, baseado no romance homônimo de Suzanne Collins | Elenco: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Elizabeth Banks, Woody Harrelson, Donald Sutherland, Alexander Ludwig, Isabelle Fuhrman, Latarsha Rose, Jack Quaid, Leven Rambin, Dayo Okeniyi, Paula Malcomson, Willow Shields, Wes Bentley, Stanley Tucci e Toby Jones | Distribuidora: Paris Filmes

3 Comments

  1. “Jogos Vorazes” tem uma trama muito inteligente e muito bem conduzida por Gary Ross. A forma como fala sobre a manipulação da realidade, a política do pão e circo, dentre outros temas, delineia uma obra que exige inteligência (para variar) do público adolescente, de forma a assimilar as nuances dessa trama. Além disso, conta com a carismática e talentosa Jennifer Lawrence no papel principal.

    Só não gosto da forma como o romance entre Katniss e Peeta é trabalhado. Nesse ponto, para mim, tudo parece me artificial e forçado. Não consegui comprar essa parte da história.

    • Kamila, mas o romance entre Katniss e Peeta é artificial e forçado porque ele nada mais é do que uma estratégia para que eles consigam sair vivos dos Jogos Vorazes. Embora Peeta tenha os seus sentimentos por Katniss, ela não o ama de verdade.

  2. […] Uma regra que lamentavelmente deixou de ser respeitada pelas atuais franquias no cinema é aquela sobre a superioridade de uma sequência. O episódio seguinte não deve justificar a sua existência apenas reprisando o que deu certo da obra anterior para assegurar o sucesso financeiro. É preciso ampliar as dimensões de tudo aquilo que a diferencia de outras histórias, bem como explorar caminhos mais arriscados. É exatamente o que faz “Em Chamas”, o segundo capítulo da cinessérie “Jogos Vorazes“. […]

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