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Círculo de Fogo

Círculo de Fogo | Pacific Rim

Após colher bons elogios e sucesso moderado por “Hellboy II – O Exército Dourado”, o mexicano Guillermo del Toro se viu estagnado como diretor. Enquanto os seus projetos como produtor saiam um atrás do outro, seu envolvimento como diretor da trilogia “O Hobbit” não prosperou. No fim, del Toro foi creditado apenas como corroteirista da aventura medieval liderada por Bilbo e não demorou para começar a desenvolver “Círculo de Fogo”.

Como esperado do grande realizador, “Círculo de Fogo” não é um mero blockbuster de verão. É um projeto milionário raro em que notamos a visão de um autor sendo preservada em meio a um espetáculo de ação cheio de nostalgia e beleza. Sim, pois “Círculo de Fogo” traz del Toro resgatando os seus programas favoritos da juventude, como os animes (nome das animações produzidas no Japão) e os tokusatsus (filmes e seriados japoneses recheados de efeitos especiais) em meio ao embate entre Kaijus e Jaegers que se assemelham a pinturas multicoloridas em movimento.

Escrito em parceria com Travis Beacham, “Círculo de Fogo” nos situa o mais breve possível na realidade imaginada. Inúmeros Kaijus surgem na Terra e deixam um rastro de destruição por onde passam. Quando a humanidade prenuncia o fim de sua própria existência, líderes de cada país unem forças para viabilizarem os Jaegers, robôs de combate conduzidos por duplas capazes de eliminar os Kaijus.

Raleigh Becket (Charlie Hunnam, cada vez melhor e mais carismático) é considerado um dos mais notáveis soldados pelo general Stacker Pentecost (Idris Elba), mas cai em desgraça quando o seu irmão e parceiro Yancy (Diego Klattenhoff) é morto em batalha. Algum tempo se passa e Raleigh é tirado do anonimato por Stacker para que possa bloquear a fenda usada pelos Kaijus para invadirem a Terra.

Assim como em seus filmes anteriores, del Toro é um gênio na arte de dominar as técnicas cinematográficas e sabe como poucos usar o humor de modo conciso – como não poderia deixar de ser, Ron Perlman, ator favorito do diretor em participação especial, responde pela maior parte dele. E, novamente, não permite que o fator humano seja inferior a qualquer outro atrativo.

Para que os Jaegers sejam postos em movimento, é preciso que duas mentes entrem em sintonia. Se Raleigh conseguiu deixar para trás o que o traumatizava, o mesmo não pode ser dito de sua nova parceira, Mako (a excelente Rinko Kikuchi, de “Babel“). Em pesadelos rememoriados, os monstros de “Círculo de Fogo” ganham um sentido metafórico, pois é somente ao superar a perda de sua família, de sua base, é que aquela pequena Mako amedrontada conseguirá amadurecer.

Pacific Rim, 2013 | Dirigido por Guillermo del Toro | Roteiro de Guillermo del Toro e Travis Beacham | Elenco: Charlie Hunnam, Rinko Kikuchi, Ron Perlman, Idris Elba, Burn Gorman, Charlie Day, Robert Maillet, Clifton Collins Jr., Heather Doerksen , Herc Hansen, Jake Goodman e Mana Ashida | Distribuidora: Warner Bros.

4 Comments

  1. D’accord. Achei muito interessantes os personagens, o relacionamento entre eles. Os atores podem não ser ultrafamosos, mas estão perfeitos nos papéis. Esse fator humano é perceptível e bem trabalhado, e a ação que os embala só tem a ganhar com isso, mas a maioria das críticas diz que os personagens são rasos e sem carisma. Não entendo e não concordo…

    • Pois é, Gustavo. Também não entendi os comentários que diminuem o filme sobre o fator humano quando é isso que justamente o diferencia dos demais blockbusters. Sem dizer que Guillermo del Toro fez um filme equilibradíssimo. Há humor, drama e ação em medidas muito acertadas.

  2. O filme mais legal do universo. Tudo o que um menino em crescimento precisa.

    Abs!

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