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Exposição David Bowie

David Bowie Aladdin Sane

Abrigada pelo MIS – Museu da Imagem e do Som, a Exposição Stanley Kubrick iniciou tímida em temporada de Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e se despediu com filas formadas por visitantes que contornavam o quarteirão da Avenida Europa. Desde o dia 31 de janeiro aberta ao público, a Exposição David Bowie também acontece no MIS e veio com a expectativa de igualar a popularidade da Exposição Stanley Kubrick.

Talvez o roqueiro mais versátil ainda vivo, David Bowie consolidou uma carreira com base na excentricidade. Mais do que um compositor extraordinário, o britânico incorporou alguns personagens ainda lembrados em cada fase particular vinda com o sucesso da canção  “Space Oddity”. No início dos anos 1970, Bowie fortaleceu o glam rock ao incorporar Ziggy Stardust, figura andrógina que lhe possibilitou reconhecimento mundial. Daí em diante, veio parcerias com bandas como o “Queen”, um período de reclusão em Berlim e até mesmo algumas investidas bem-sucedidas no cinema em filmes como “Fome de Viver” e “Labirinto – A Magia do Tempo”.

Exposição David Bowie 1

Organizada pela Victoria and Albert Museum (V&A) de Londres, a Exposição David Bowie permite ao fã reviver várias fases do artista ao situá-lo em ambientes que expõem figurinos, rascunhos de suas letras, trechos de documentários, clipes musicais e fotografias. Antes do visitante adentrar o primeiro salão, um aparelho sonoro é entregue. Ao explorar determinada divisão, músicas e diálogos que condizem com o que está sendo visto são automaticamente acionados no aparelho.

Principal atração da Exposição David Bowie, o macacão feito de vinil desenhado por Kansai Yamamoto e usado durante a turnê do álbum “Aladdin Sane” (1973) exigirá alguns minutos de contemplação. Outro atrativo é o salão em que foi instalado telões e manequins em quatro cantos. Ao som de músicas como “The Jean Genie”, e possível sentir-se como em um show do cantor.

David Bowie 2

Apesar de obrigatória, a Exposição David Bowie pode decepcionar. O primeiro problema está na proibição de fotografias em qualquer ambiente. Só será possível trazer duas capturas para casa: uma na recepção que contém uma imagem gigante de David Bowie caracterizado como Ziggy Stardust e outra no Estúdio Bowie. Por sinal, o Estúdio Bowie é a única promessa de interação na exposição, pois contém o karaokê disponível para qualquer soltar a voz. No entanto, o valor é salgado (R$10,00 para cantar uma única música) e a compra do ingresso só pode ser realizada online.

Outra queixa é a ausência de materiais que cubram os últimos vinte anos da carreira de David Bowie. Só há trechos de sua participação em “Basquiat – Traços de Uma Vida” e fotografias mais recentes emolduradas, revelando pouco sobre quem é o artista hoje. Uma pena, especialmente porque o novo álbum de David Bowie, “The Next Day”, foi lançado recentemente e poderia render mais alguns atrativos para a exposição.

A Exposição David Bowie acontece até o dia 20 de abril. Para mais informações, basta clicar aqui.

Serviço:

Recepção MIS
R$ 10 (inteira) R$ 5 (meia)
Ingressos para a mesma data da visitação à venda a partir de 11/10 nos horários: terça à sexta-feiras, das 12h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 21h. Terças-feiras: Ingresso gratuito.

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