Skip to content

Ponto Crítico – Dez/13

Ponto Crítico - Dez-13

Finalmente chegamos à última edição do Ponto Crítico de 2013. Bom, isso se não considerarmos o ranking especial que iremos preparar destacando os dez filmes com melhores avaliações ao longo do ano passado. Nesta edição, que considera todos os filmes lançados nos cinemas em homevideo no mês de dezembro, temos o vencedor da última Palma de Ouro em Cannes, “Azul é a Cor Mais Quente“, assumindo a liderança de modo muito expressivo diante dos demais filmes: a produção atingiu 85 de média. Vencedor da Mostra Um Certo Olhar, “Um Estranho no Lago” assume a vice-liderança.

Lançados em um circuito muito restrito, “Filha de Ninguém”, “Além da Fronteira” e “Um Toque de Pecado” não foram vistos pela maioria dos participantes, mas se sobressaíram nas avaliações. O contrário pode ser dito sobre “Eu Não Faço a Menor Ideia do Que Eu Tô Fazendo Com a Minha Vida”, eleito o pior lançamento desta edição.

Além dos destaques do mês, é possível visualizar os resultados na íntegra ampliando na tabela que ilustra esta postagem. Agradecemos a participação de todos os blogueiros amigos que asseguraram a existência do Ponto Crítico por mais um ano.

.

Top 5

.

85

Azul é a Cor Mais Quente, de Abdellatif Kechiche [16/20]
Azul é a Cor Mais Quente é um cinema da força. É sobre ser atirado numa história em que não precisamos acompanhar as coisas desde o início, mas podemos, afinal, para que a sinceridade da câmera nos tome conta, abandoná-la antes do fim. + Tudo é Crítica

.

79Um Estranho no Lago, de Alain Guiraudie [11/20]
Fotografia soberba, montagem sensacional, e a capacidade de transformar cada segundo numa montanha russa de desejo, medo e instabilidade emocional, Um Estranho no Lago é um dos mais bem sucedidos trabalhos de mise-en-scène do ano. + Cineplayers

.

77Filha de Ninguém, de Hong Sang-soo [6/20]
Talvez não seja o caso de tornar o filme-referência desta busca sobre um mundo que não se tem respostas, mas Filha de Ninguém serve como digna continuidade e, como sempre, bem humorada, sobre a busca e a falta de respostas.  + Cinema O Rama

.

76Além da Fronteira, de Michael Mayer [6/20]
Além da Fronteira oferece belas imagens, um ritmo fluido orquestrado pela montagem, e um teor contido de dramaticidade. Diante de tantos romances gays que optam pelo melodrama ingênuo e pelos amores utópicos, é louvável encontrar uma abordagem de pretensão realista. + Adoro Cinema

.

74Um Toque de Pecado, de Jia Zhang-ke [8/20]
É certo que nem todos os segmentos são tão bons em desenvolvimento de enredo, demorando muitas vezes a dizer ao que veio. Mas é um filme brutal sobre um estado de coisas que bagunça e destrói a vida de seus personagens, e também daqueles desafortunados que cruzam seu caminho. + Moviola Digital

 

.

Lanterninha

.

44Eu Não Faço a Menor Ideia do Que Eu Tô Fazendo Com a Minha Vida, de Matheus Souza [7/20]
Não é muito difícil perceber que Eu Não Faço a Menor Ideia do Que Eu Tô Fazendo Com a Minha Vida anda em círculos no desenvolvimento de sua história e até mesmo na forma como a executa: as situações são praticamente as mesmas (variando apenas em personagens e cenários) e até mesmo os planos escolhidos são constantemente idênticos. + Cinema e Argumento

.

Participaram desta edição: Alex Gonçalves (Cine Resenhas), Elton Telles (Pós-Première), Erika Liporaci (Artes & Subversão), Francisco Carbone (Cineplayers), Gustavo H. Razera (Cine Cápsulas), Hélio Flores (Cinefilia.com), João Paulo (Cine JP), Kamila Azevedo (Cinéfila Por Natureza), Leonardo Lopes (Cinema de Buteco/Loggado), Luis Galvão (Galvanismo), Marcelo Ferreira (Visitante), Márcio Sallem (Em Cartaz), Mateus Denardin (All POP Stuff), Matheus Pannebecker (Cinema e Argumento), Maza Rigotti (Cinéfilos Famintos), Mila Ramos (Cenas de Cinema), Pedro Henrique (Tudo é Crítica), Pedro Tavares (Cinema o Rama), Rafael Carvalho (Moviola Digital) e Robson Saldanha (Portal Cine).

5 Comments

  1. Bacana a boa recepção de SOMOS O QUE SOMOS. A história é forte, algumas cenas conseguem ser chocantes e realmente perturbadoras como poucas que já vi (o jantar; o final!), mas o filme de alguma forma pareceu sempre aquém de seu potencial. Vi que era uma refilmagem e estou curioso pelo original mexicano.

  2. Minha meta para 2014 é melhorar o índice de filmes vistos para esses Pontos Críticos, os rankings da SBBC e Liga dos Blogues Cinematográficos. Minha participação em 2013, nesse ponto, foi uma VERGONHA!

    • Kamila, que nada. O importante é sempre ver os melhores, não a maior quantidade.

  3. Mateus, fiquei um bocado incomodado com aqueles flashbacks, que definitivamente não deveriam existir. Fora isso, é um filme acima da média. Também fiquei curioso pelo original. Tenho um amigo que me antecipou que a refilmagem o superou e que há uma pegada totalmente diferente.

Follow

Get every new post on this blog delivered to your Inbox.

Join other followers:

%d blogueiros gostam disto: