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Resenha Crítica | Um Plano Brilhante (2013)

Um Plano Brilhante (2013) | Love Punch

Love Punch, de Joel Hopkins

O número de produções com narrativas românticas protagonizadas por nomes que já chegaram à terceira idade é mínimo. Há uma teoria bem tola de que apenas os jovens conseguem segurar a plateia, formada em sua maioria por outros jovens. Em seu segundo longa-metragem, Joel Hopkins provou que não concordava com essa injustiça ao trazer os veteranos Dustin Hoffman e Emma Thompson nos papéis principais de dois desconhecidos que se apaixonam diante de alguns encontros e desencontros em Londres. Por se tratar de uma produção independente restrita ao circuito alternativo, podemos dizer que os 32 milhões que “Tinha Que Ser Você” arrecadou mundialmente são bem expressivos – na comparação, a receita é a mesma obtida pelo novo “Amor Sem Fim”, protagonizado pelos jovens, belos e insossos Alex Pettyfer e Gabriella Wilde.

Em “Um Plano Perfeito” (não confundir com o ótimo thriller de 2007 com Demi Moore e Michael Caine), Joel Hopkins repete parceria com Emma Thompson e convoca Pierce Brosnan para defender o papel masculino principal. No entanto, o resultado desta vez não é lá muito louvável. Thompson e Brosnan tem aquela pinta dos casais que faziam a alegria de todos na Era de Ouro de Hollywood, mas o projeto não tem preocupação alguma em nos deixar uma forte impressão.

Emma Thompson e Pierce Brosnan vivem os divorciados Kate e Richard. Pais de um casal de adolescentes e interessados em se comprometer seriamente com outra pessoa, ambos acabam se unindo para uma missão. Richard deu uma tremenda bola fora ao ter uma relação com uma jovem enquanto era casado com Kate e está há um bom tempo arrependido de sua cafajestice. Prestes a se aposentar, ele e seus colegas de trabalho são surpreendidos ao verem toda a grana que receberiam ir para o espaço. O responsável pela ação foi um empresário francês (papel de Laurent Lafitte), aproveitando-se de subterfúgios para arrancar toda a grana de modo legal.

Richard fica inconformado e solicita a companhia de Kate para viajar para Paris em busca de satisfações. Quando são chutados sem cerimônia do edifício do sujeito, eles armam um plano que o título considera brilhante: roubar um colar de diamante no valor de 10 milhões de dólares que o empresário comprou para a sua noiva (a fofa Louise Bourgoin, de “A Garota de Mônaco” e “As Múmias do Faraó“).

Como não dá para encaixar Emma Thompson e Pierce Brosnan em uma trama com ação (há algumas brincadeiras com o fato de Brosnan já ter sido James Bond e só), restou para Joel Hopkins fazer humor através da idade avançada de seus personagens. Kate quase perde o fôlego ao se infiltrar na despedida de solteiro da noiva e Richard a todo o momento reclama de dores corporais. São piadas bem corriqueiras que só ganham algum atrativo quando Timothy Spall e Celia Imrie entram em cena como Jerry e Penelope. Amigos de longa data de Kate e Richard, os dois surgem para ajudam a valer o preço pago pelo ingresso.

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