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Resenha Crítica | Toque de Mestre (2013)

Toque de Mestre | Grand Piano

Grand Piano, de Eugenio Mira

E os espanhóis continuam trazendo autenticidade para o thriller, gênero às vezes movido por tendências na indústria de cinema americano, talvez a sua principal detentora. Jovem cineasta em seu terceiro longa-metragem, Eugenio Mira recebe o apoio de Rodrigo Cortés (realizador de “Enterrado Vivo” e “Poder Paranormal“) como produtor de “Toque de Mestre”, filme rodada totalmente em Barcelona, mas falado em inglês.

Casado com a atriz Emma (Kerry Bishé), o pianista Tom Selznick (Elijah Wood) caiu em desgraça ao fracassar em sua performance de “La Cinquette”, uma composição considerada impossível de ser tocada. Apesar do nervosismo, Tom é convencido por Emma a voltar em grande estilo como o último a se apresentar com o piano do falecido Patrick Godureaux, seu mentor. Ao se apresentar para uma casa de ópera lotada, Tom é recebido com muitos aplausos, mas eis que ele se depara com uma ameaça contida em suas partituras.

Com celular em mãos, Tom passa a se comunicar com um sujeito chamado Clem (voz de John Cusack), que o obriga a tocar “La Cinquette”. Imaginando a princípio que tudo não passa de um trote, ele é surpreendido por uma mira laser que começa a circular no palco em que se apresenta. Além do mais, Clem contrata um assistente (Alex Winter) para comprovar que não está brincando. A princípio, Clem parece um fanático pelo trabalho de Tom, mas logo descobriremos que há mais coisa em jogo.

Mesmo com a vastidão do cenário principal, “Toque de Mestre” é um filme de confinamento, estando o protagonista preso a uma situação que lhe exige improvisar meios para sair íntegro de todas as ameaças. O resultado é uma obra sucinta e que permite que Eugenio Mira exerça a sua técnica com plenitude, cunhando inúmeras referências ao cinema de Brian De Palma com a mescla de música e ação e os enquadramentos suntuosos. O único senão é o clímax, que cai na tentação de exibir a face do malfeitor que ameaça Tom diante de uma apresentação deslocada da canção “Sometimes I Feel Like a Motherless Child”.

2 Comments

  1. ADOREI! Adoro filmes de suspense assim, que mexem mais com o nosso lado psicológico! Vou tentar assistir!

    • Kamila, é mesmo um filme que mexe muito com o nosso lado psicológico, embora o clímax atenue essa potência ao mostrar demais.

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