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Os Mercenários 3 (2014)

Os Mercenários 3 | The Expendables 3

The Expendables 3, de Patrick Hughes

Desde “X-Men Origens: Wolverine” que um blockbuster do porte de “Os Mercenários 3” não vazava antes do seu lançamento nos cinemas. Pior: enquanto a aventura solo do mutante interpretado por Hugh Jackman se livrou de ter um resultado ruim nas bilheterias devido a cópia com efeitos visuais inacabados, o terceiro episódio da franquia liderada por Sylvester Stallone se prejudicou com a sua versão para o cinema sendo disponibilizada involuntariamente para a Internet com quase um mês de antecedência. Em apenas 24 horas, o filme foi baixado ilegalmente por aproximadamente 200 mil internautas.

Como o previsto, o infortúnio prejudicou muito o desempenho de “Os Mercenários 3” em sua estreia nos Estados Unidos no último fim de semana. Exibido em mais de três mil salas, a produção arrecadou um pouco mais de 16 milhões de dólares, muito pouco perto dos 34 milhões atingidos na estreia do original ou mesmo dos 28 milhões da primeira continuação. De qualquer modo, o vazamento não deve ser apontado como a única razão para o fracasso de “Os Mercenários 3”. Trata-se essencialmente de um capítulo fraco para uma história que deve chegar ao fim como uma trilogia.

As boas tiradas e o entrosamento do elenco que sustentavam os dois filmes anteriores ao ponto de compensar um roteiro insípido são qualidades que desaparecem em “Os Mercenários 3”. No fiapo de história, um dos integrantes da equipe chefiada por Barney Ross é gravemente ferido durante uma missão por Stonebanks (Mel Gibson), o vilão da vez. Barney acreditava que Stonebanks estava morto e se sabe que ambos tiveram um passado marcado por uma desavença muito séria.

Como se vê em qualquer filme de ação liderado por velhos astros do gênero, uma crise de consciência abate Barney, que acredita que os seus companheiros estão muito velhos para aguentar o tranco de eliminar Stonebanks. Vem aí o rompimento e a integração de jovens mercenários, todos apresentados em momentos mais caricatos que o outro. Lutadora de MMA, Ronda Rousey faz aqui a sua estreia no cinema como Luna, única representante da ala feminina.

Portanto, nada adianta trazer a bordo gente do calibre de Harrison Ford (a todo o momento com um jeitão de que não está curtido a brincadeira), Arnold Schwarzenegger e Antonio Banderas (falando pelos cotovelos) se na maior parte de “Os Mercenários 3” temos uma espécie de workshop de como ser um herói de ação ministrado por Stallone e tendo como participantes figuras insossas como Kellan Lutz e Victor Ortiz. Durante as longas duas horas, a impressão de que o filme respira com a ajuda de aparelhos é inevitável. E não há nem um Chuck Norris para salvar o dia.

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