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Resenha Crítica | Patrick – O Despertar do Mal (2013)

Patrick - O Despertar do Mal | Patrick

Patrick, de Mark Hartley

Filmes americanos de terror sempre serão submetidos a refilmagens, por menor que seja o título da vez. Já a Austrália atualizar alguma obra de sua própria cinematografia é quase uma novidade. Produzido em 1978, “Patrick” foi dirigido por Richard Franklin um pouco antes de assumir “Psicose 2”. Mesmo esquecido com o tempo, a produção foi bem-sucedida em seu lançamento, o que resultou inclusive uma versão italiana feita em 1980, “Patrick vive ancora”.

Com várias assinaturas na direção de curtas-metragens e documentários, Mark Hartley faz seu debut na ficção em longa-metragem em “Patrick – O Despertar do Mal” lidando com a mesma premissa do original. O personagem-título (vivido por Jackson Gallagher) é um adolescente preso em uma clínica psiquiátrica isolada na Austrália. Embora o doutor Roget (Charles Dance) afirme que Patrick teve morte cerebral após uma tragédia envolvendo sua mãe, há alguma coisa estranha no ar.

As suspeitas são confirmadas com a chegada da enfermeira Kathy Jacquard (Sharni Vinson, a heroína de “Você é o Próximo“), cujas perguntas direcionadas a Patrick são respondidas com cusparadas. Além do mais, a mansão que serve de hospedaria para os moribundos é acometida por vários fenômenos emitidos por forças psíquicas das quais Patrick parece manipular. São muitas coisas para Kathy processar, ainda mais com a ética questionável do doutor Roget posta sempre em xeque, as intervenções de Cassidy (Rachel Griffiths), a filha amargurada dele, as crises em seu relacionamento com Ed (Damon Gameau) e uma tensão sexual que surge entre ela e Patrick.

Mark Hartley se cercou de nomes tarimbados em “Patrick – O Despertar do Mal”. Além de Charles Dance e Rachel Griffiths, dois veteranos que dispensam apresentações, a estrela em ascensão Sharni Vinson volta a comprovar sua fibra como protagonista em um filme de terror. O melhor atrativo, no entanto, é o compositor Pino Donaggio assinando a trilha sonora, outra vez notável em sua potência em provocar calafrios.

O seu erro, e ele é muito comprometedor, está na dependência de um trabalho em computação gráfica chinfrim para fazer valer o macabro, prejudicando especialmente o encaixe das peças misteriosas da história. Sim, o lado sci-fi do roteiro precisa se apropriar do recurso para materializar o dom de Patrick, mas o filme o apresenta de modo tão grosseiro ao ponto de transformar em classe Z uma releitura que tinha como potencial atingir uma classificação respeitável de filme B.

4 Comments

  1. Bom, o filme parece ser bem diferente, mas não faz muito meu estilo. De toda maneira, parabéns pelo texto!

  2. Milton Milton

    Mas vale a pena ver ou não?

    • Milton, não é um filme que recomendaria, mas não há como negar que ele tem os seus bons momentos.

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